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04.06.18
ED. 5880

Polícia Federal segue o rastro das cédulas da Casa da Moeda

A Polícia Federal parece estar levando ao pé da letra a máxima “Follow the money”. Segundo o RR apurou, as investigações da PF contra o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) respingam na Casa da Moeda – na última quarta-feira houve uma operação de busca e apreensão no gabinete do parlamentar na Câmara por supostas fraudes no Ministério do Trabalho. Há suspeitas de irregularidades em licitações da estatal para a compra de equipamentos e de produtos químicos para a produção de papel-moeda.

Recursos teriam sido destinados ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais, notadamente de parlamentares do Centro-Oeste, base de Jovair. As supostas fraudes teriam ocorrido tanto em gestões anteriores quanto na atual, comandada por Alexandre Borges Cabral, que assumiu a presidência da estatal em junho de 2016. A Casa da Moeda do Brasil (CMB) já é alvo da Operação Vícios II, da Polícia Federal, que desde 2015 investiga denúncias de irregularidades em outras licitações da estatal. Procurada pelo RR, a CMB informou que a licitação objeto de investigação na Vícios II foi “auditada e considera- da regular pelo TCU, no Acórdão no 1741/2009.”

A companhia garante ainda que a “Operação Vícios foi iniciada a partir de comunicação da própria CMB”. A estatal nega ter qualquer relação com a recente operação da PF contra o deputado Jovair Arantes. O RR fez também várias tentativas de contato com o gabinete do parlamentar, por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição – a última mensagem foi enviada às 18h44 de sexta-feira. A PF também não se manifestou. É notória, em Brasília, a influência do grupo político de Jovair Arantes e do PTB sobre a Casa da Moeda. O partido e, mais especificamente, o parlamentar são apontados como responsáveis pela indicação não apenas de Alexandre Cabral, mas também de Marise Fernandes de Araújo para a presidência do Conselho e de Jeovah de Araújo Silva Junior para a diretoria da estatal. Consta também que a intercessão de Jovair junto ao presidente Michel Temer teria sido fundamental para o governo recuar no projeto de privatização da Casa da Moeda.

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04.05.18
ED. 5860

Conexão Panamá

A “Operação Câmbio, desligo”, deflagrada ontem pela Polícia Federal, promete um segundo capítulo. O doleiro Marco Ernst Matalon seria a ponte para dois parlamentares citados no escândalo dos Panama Papers, ambos investigados por remessa ilegal de recursos para offshores.

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29.03.18
ED. 5836

O mecanismo

Em meio à intervenção federal, as investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro deverão engatar uma sexta marcha. O novo diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, planeja reforçar a equipe com o deslocamento de mais dois delegados. Hoje, o time da PF que atua na Operação no estado conta com sete delegados.

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27.03.18
ED. 5834

Escolha de Daiello

O ex-delegado Leandro Daiello, que comandou a Polícia Federal até o ano passado, é um homem dividido: de um lado, a promessa de uma vida mais “pacata” como bem remunerado consultor da área de segurança; do outro, a possibilidade de se render ao assédio do Partido Novo e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputado.

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11.01.18
ED. 5784

PF aperta o cerco à Petrópolis

A Polícia Federal está puxando o fio da meada do suposto esquema de doações ilegais de campanha que teria sido montado pela cervejaria Petrópolis no Nordeste. Segundo o RR apurou, há indícios de que o novelo se espalhe por outros três estados da região, além de Pernambuco, Bahia e Ceará, citados na primeira fase da Operação Caixa 3. Um deles seria Alagoas. As doações teriam como contrapartida empréstimos feitos pelo Banco do Nordeste à cervejaria de Walter Faria. Procurada, a Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações”. Já a Petrópolis disse que “está à disposição para qualquer esclarecimento, a fim de auxiliar nas investigações e elucidar os fatos.”

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A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

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21.03.17
ED. 5582

PF erra na dose e promove uma carnificina reputacional

A Policia Federal dessa vez não fez conduções coercitivas e vazamentos seletivos, mas exercitou todo o autoritarismo e inconsequência que poderia se imaginar na generalização e exposição irresponsável de um dos setores da economia com maior geração de empregos e inserção competitiva internacional. Todas as autoridades da área agropecuária foram desprezadas, ninguém da cúpula do governo foi consultado, desconhece-se o percentual dos desvios em relação à totalidade da produção e da exportação e ignoram-se as diferenças entre as irregularidades das empresas pode ser que haja bois de piranha nessa carnificina reputacional. Os laudos técnicos são pouco substanciosos para uma operação desse porte e as propinas pagas para calar a fiscalização ainda estão no território da suspeição em diversos casos – portanto, não há culpa decretada para todas as companhias – e o assunto viralizou na internet. A queima de riqueza com o emporcalhando das marcas das empresas é incalculável e tem um impacto redobrado em relação à imagem do país, devido ao acúmulo com o propinódromo da Lava Jato. É um caso onde não há acordo de leniência que arrume as coisas. A operação “Carne Fraca” reforça a percepção de um país sem crédito, moral e vergonha na cara. Cabe um investigação rigorosa, sem dúvida. Mas a PF não podia passar por essa sem uma admoestação pública e confissão de precipitação e mea culpa internacional na condução desastrada das investigações e divulgação como se fosse uma instituição inimiga do aparelho de Estado.

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09.12.16
ED. 5513

Out of records

O episódio Marcelo Calero abriu mais uma ferida na relação entre o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Laiello. Moraes foi cobrado pelo Planalto por só ter tomado conhecimento das gravações entregues por Calero à PF após o vazamento na imprensa.

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27.10.16
ED. 5484

Redoma

 O policial legislativo Paulo Igor da Silva, que denunciou o rastreamento ilegal de grampos em gabinetes e residências de senadores, está sob proteção da PF desde o último fim de semana.

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