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19.08.19
ED. 6181

Memorial da anistia ou da corrupção?

A Polícia Federal vai concluir até o fim do mês o inquérito que investiga o desvio de recursos públicos para a construção do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte. Segundo a fonte do RR, ao menos três servidores da Universidade Federal de Minas Gerais, responsável pela execução das obras, deverão ser denunciados. O acervo de possíveis delitos é extenso.

A PF reuniu evidências de que museólogos contratados para a montagem do Memorial prestaram serviços para o Instituto Lula às custas do empreendimento. Os investigadores apuram ainda a eventual existência de um esquema de “caixinha” imposto aos funcionários, que seriam obrigados a repartir uma parcela do salário com dirigentes da UFMG. Pairam ainda acusações de fraudes em pagamentos autorizados pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), contratada para produzir o material das exposições.

Procurada, a UFMG informou que, “como há um processo sub judice, está impedida de se manifestar por se tratar de procedimento sigiloso”. A PF e o Instituto Lula não quiseram se pronunciar. A Polícia Federal investiga as obras do Memorial da Anistia desde 2017, no âmbito da Operação Esperança Equilibrista. Em dezembro daquele ano, cinco dirigentes da reitoria da Universidade foram alvo de condução coercitiva. O timing do avanço das investigações da PF não poderia ser mais conveniente para o governo. Na semana passada, a ministra Damares Alves anunciou que as obras não serão concluídas, ao menos não na concepção original. Outro projeto deverá ocupar a área destinada ao monumento. Orçado em R$ 28 milhões, o projeto já consumiu aproximadamente R$ 12 milhões.

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A rádio-corredor da Polícia Federal informa: uma nova fase da Operação Greenfield estaria prestes a sair do forno. Ela seria resultado de centenas de documentos e informações passadas à PF pela Funcef sobre investimentos em dois fundos: o FIP Global Equity e o FIP Sondas, leia-se a famigerada Sete Brasil. Procurada, a PF diz que não comenta “eventuais investigações em andamento”.

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29.07.19
ED. 6166

Moro faz um “pacto de sangue” com os hackeados

Na última quinta-feira, o ministro da Justiça, Sergio Moro, ligou para uma lista de 18 autoridades dos Três Poderes tranquilizando-as sobre o hackeamento de seus celulares e computadores. O RR recebeu a informação de 14 desses nomes da sua fonte. Moro garante que destruirá todas as interceptações ilegais hoje em poder da Polícia Federal. Afirma essa intenção para escalões que não têm a menor ideia se foram vítimas do grampo digital. Moro afiança aos ministros, juízes e parlamentares que sua privacidade estará resguardada. O ministro os coloca em condições de similitude com a sua condição.

São todos vítimas de ações criminosas. Procurado pelo RR, Sergio Moro não se pronunciou. Não há motivos para imaginar que Moro não prosseguirá com a escalada de telefonemas. Ao manipular o medo e oferecer a salvação final, tem os trunfos para construção de um exército de aliados. De certa forma, uma tática muito parecida com a utilizada durante 48 anos pelo diretor do FBI, John Edgar Hoover, um referência quando se trata do binômio informação e poder. É bem verdade que Hoover nunca foi o grampeado, mas sempre o grampeador.

Moro encontra-se na primeira categoria, o que o torna, sim, padecente de atos meliantes. Mas não consta que Hoover tenha articulado por trás dos bastidores em processo de Justiça, exercendo o papel duplo de juiz e procurador e combinando provas com a promotoria. Por uma regra aritmética elementar, os dois estariam empatados. Moro já deu provas em profusão de que interpreta os códigos e considera os princípios jurídicos conforme sua conveniência. Um sofista médio diria que ele não é o único a cometer a prática. “Que mal fiz eu, se todos cometem males iguais ao meu?”

É discutível se o ministro tem a prerrogativa de desaparecer com provas criminais sob a guarda da PF, o que se diga em dobro quando em domínio da Justiça. É igualmente impreciso o limite da manipulação dos vazamentos pelo ministro da Justiça, assim como a extensão da sua serventia. Moro está no seu direito de buscar todas as formas legais de defesa da invasão da sua privacidade. Mesmo os seus dribles na ética são compreensíveis em situação de autodefesa. Há um crime detectado e um cadáver estendido no chão. Ponto a favor do ministro. Mas que não se confunda a irrefutabilidade do delito de hackeamento com a inexistência de “crimes menores”, tais como a parceria do então juiz com os procuradores. As “conversas secretas” de Moro existem, e outras poderão vir à tona, se o roteiro mais provável da história – novas divulgações pelo The Intercept e seus parceiros – não for atingido pelo imponderável. Até agora, o que se pode depreender é que o juiz é “sócio” dos investigadores. Como diz um certo magistrado do STF, “não se combate o crime cometendo crime”.

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24.07.19
ED. 6163

Papai Noel do crime

Os Ministérios da Justiça do Brasil e do Paraguai vão intensificar as operações conjuntas na fronteira para o combate ao contrabando. As respectivas Polícias Federais preparam uma sequência de ações com foco, sobretudo, no fluxo ilegal de eletroeletrônicos. O timing foi escolhido a dedo. A partir de agosto, os contrabandistas começam a montar seus estoques para atender às encomendas de Natal.

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22.07.19
ED. 6161

O “trade-off” do crime organizado

O serviço de inteligência da Polícia Federal tem monitorado um movimento de diversificação no tráfico de drogas no país. Grandes quadrilhas antes dedicadas quase que exclusivamente à cocaína vêm entrando gradativamente no “comércio” de maconha. Segundo relatórios enviados ao ministro da Justiça, Sergio Moro, o fenômeno tem sido observado, notadamente, em duas regiões: na fronteira entre Mato Grosso do Sul com o Paraguai e Bolívia e na divisa entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Há uma boa e uma má notícia por trás dessa movimentação. Por um lado, trata-se de uma reação do crime organizado ao aumento da apreensão de cocaína no Brasil. Entre janeiro e maio, a PF interceptou e recolheu mais de 39 toneladas da droga, quase 70% a mais do que igual período no ano anterior. Esse resultado se deve a uma maior integração entre a própria instituição e as Forças Armadas no controle das fronteiras. Por outro lado, no entanto, há uma efervescência no tráfico de maconha muito em função da legalização da droga no Uruguai. Organizações criminosas antes restritas ao Rio Grande do Sul, como o Primeiro Comando do Interior, começam a se espraiar por Santa Catarina e Paraná na esteira da grande quantidade de marijuana que hoje circula no território uruguaio. O próprio Exército já trata a divisa entre o Uruguai e o Rio Grande como um novo “ponto quente” nas bordas territoriais brasileiras. Procurada, a PF não se pronunciou.

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15.07.19
ED. 6156

Pedras no caminho

A Polícia Federal vai intensificar o combate à extração e contrabando de pedras preciosas na Reserva Indígena Roosevelt, em Rondônia. A PF identificou vários garimpos ilegais, notadamente de diamantes, na área ocupada pelos índios cinta-larga.

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01.07.19
ED. 6146

Dario Messer tem o corpo fechado

Os procuradores do Ministério Público Federal que estão em Assunção no encalço de Dario Messer têm testemunhado de perto a forte rede de proteção ilegal montada pelo doleiro no Paraguai. Informações, ao que tudo indica, propositadamente plantadas para confundir os investigadores, pistas não batem, vestígios prontamente apagados da passagem de Messer por cidades do interior compõem o “firewall” erguido por ele no país vizinho. Os procuradores esperam ter melhor sorte com o pedido formalmente encaminhado à Justiça local para o confisco dos bens do doleiro no Paraguai. Ainda que seja muito difícil rastrear o patrimônio de Messer no país. A título de chiste: o MPF bem que poderia pedir auxílio ao jornalista Gleen Greenwald para achar o paradeiro de Messer.

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11.06.19
ED. 6133

Ouro é o novo “business” do PCC

O crime organizado está ampliando seu espectro de atuação na fronteira Norte do país. O Primeiro Comando da Capital (PCC) entrou na extração e no contrabando de ouro. Segundo uma fonte da área de Inteligência da Polícia Federal que atua no monitoramento da região, a facção já domina vários garimpos clandestinos localizados tanto em território brasileiro quanto venezuelano.

Do lado de cá da divisa, as atividades se concentram ao longo do Rio Madeira, entre os estados do Amazonas e de Rondônia. No país vizinho, a presença do PCC se dá no chamado Arco Minero del Orinoco, uma faixa de aproximadamente 111 mil quilômetros quadrados com jazidas comprovadas de ouro e diamante. Com o enfraquecimento do regime de Nicolás Maduro e a grave crise econômica da Venezuela, as Forças Armadas locais afrouxaram o combate ao crime naquela área, considerada uma Zona de Desarollo Estratégico Nacional, abrindo caminho para a presença do PCC.

Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se pronunciou. O ingresso do PCC na extração e contrabando de ouro e pedras preciosas se deve, grande parte, à mudança na dinâmica do tráfico de drogas na fronteira Norte do Brasil. Graças à sua ligação com as Farc, o Primeiro Comando da Capital tinha praticamente o monopólio das rotas e dos mercados de cocaína na região. Com o desmantelamento do grupo guerrilheiro colombiano, essa hegemonia se rompeu. Vários “operadores” autônomos – a maioria oriunda das próprias Farc – surgiram na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Venezuela, reduzindo os ganhos do PCC.

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22.05.19
ED. 6119

A volta de Messer

Ninguém sabe, ninguém viu, mas Dario Messer já está no Brasil. A Polícia Federal tem fortes indícios de que o doleiro, foragido há mais de um ano, retornou do Paraguai e circula entre cidades do Centro-Oeste. Espera o desfecho das negociações entre seus advogados e o Ministério Público para um acordo de delação – informação antecipada pelo RR na edição de 6 de maio.

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29.04.19
ED. 6103

Laboratório de malfeitos

A Polícia Federal teve acesso a documentos e extratos bancários no exterior que revelam novos detalhes do esquema de propina montado pelo Labogen, ligado a Alberto Yousseff. As investigações apontam para conexões com políticos da Argentina e do Paraguai. As diligências se baseiam na delação premiada dos doleiros Leonardo Meirelles e Nelma Kodama, assim como Yousseff presos nos primórdios da Lava Jato, ainda em 2014. Procurada, a PF diz que “não se manifesta sobre investigações em andamento.”

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08.04.19
ED. 6089

Um doleiro de muitas faces

O cerco ao doleiro Dario Messer, foragido há mais de um ano, está se fechando. Segundo fonte da Polícia Federal, a Interpol conseguiu rastrear o descolamento de Messer por cidades do interior do Paraguai. As investigações chegaram também a clínicas onde o doleiro se submeteu a cirurgias plásticas nos últimos meses.

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01.04.19
ED. 6084

Sérgio Moro busca munição financeira para a Polícia Federal

Ao mesmo tempo em que tenta, a duras penas, avançar com seu pacote anticrime no Congresso, o ministro Sérgio Moro abriu outro front de combate dentro do governo. Moro tem pleiteado à área econômica a liberação de recursos adicionais para a Polícia Federal. O orçamento para 2019 é praticamente o mesmo do ano passado – em torno de R$ 7,5 bilhões. O aumento do efetivo da PF está condicionado à munição financeira extra.

Sem o reforço, a corporação não conseguirá colocar em marca o plano de contratar ainda neste ano de 500 a mil dos aprovados em concurso realizado em 2018. Não é só: a Justiça defende a realização de novo processo seletivo. Estima-se que hoje a PF tenha um déficit, por exemplo, de aproximadamente 400 delegados em seus quadros por conta de restrições orçamentárias, que se acentuaram nos últimos quatro anos.

Consultado pelo RR, o Ministério da Justiça confirmou que “há o pedido de aumento de despesa relativo às nomeações do concurso realizado em 2018, além do pedido de autorização de novo concurso.” A Pasta informou ainda que “o Ministério da Economia também deverá ser provocado para se manifestar acerca viabilidade do atendimento do pedido.” A escassez de pessoal tem se refletido diretamente no ritmo de trabalho da PF. É bem verdade que, nos últimos anos, o grau de complexidade e o volume de operação cresceram consideravelmente – a Lava Jato praticamente exigiu uma Polícia Federal só para ela. Ainda assim, a corporação tem levado, em média, um ano e nove meses para concluir uma investigação. Em 2017, esse índice era de um ano.

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27.02.19
ED. 6064

Trágica inovação

A Polícia Federal está pleiteando ao ministro Sérgio Moro verba adicional para desenvolver uma versão mais sofisticada do Alethia. Trata-se do sistema criado pelo Instituto Nacional de Identificação (INI) da própria PF usado para o cruzamento das impressões digitais das vítimas da tragédia de Brumadinho. O investimento bem que poderia ser cobrado como uma doação da própria Vale.

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20.02.19
ED. 6059

As peças se mexem no xadrez da PF

Ao que parece, uma peça importante no tabuleiro da Polícia Federal poderá sair do jogo. Ao menos do jogo jogado em terras brasileiras. Segundo o RR apurou, o delegado Elzio Vicente da Silva, que comandou a diretoria de Combate ao Crime Organizado até o início deste ano, está cotado para assumir o cargo de adido da PF em Buenos Aires. Consultada, a instituição diz protocolarmente que “as nomeações em cargos de adidância são publicadas em Diário Oficial.” Silva teve papel relevante no protagonismo da Polícia Federal na República. Em outras ações, comandou a Operação Acrônimo, que começou com a simples apreensão de pouco mais de R$ 100 mil em poder do lobista Benedito Oliveira no aeroporto de Brasília em 2010 e quase derrubou Fernando Pimentel do governo de Minas Gerais – o que as urnas acabariam por fazer. O delegado chegou a ser cogitado para assumir o comando da PF. Consta, no entanto, que teria tido divergências com outras áreas da corporação, notadamente o SINQ (Serviços de Inquéritos Policiais), responsável por conduzir junto ao STF investigações contra ministros e parlamentares.

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21.01.19
ED. 6037

Os avalistas que importam

Causou certo desconforto na Polícia Federal a nomeação do delegado Igor Romário de Paula como diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado. O cargo, historicamente, é ocupado por delegados de longa carreira que já tenham passado pelas superintendências mais relevantes, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Romário de Paula chefiou a PF em Alagoas e posteriormente se notabilizou por trabalhar na tropa da Lava Jato na “República de Curitiba”. Se não passou por cargos tidos por seus colegas como mais importantes, tem o apreço e a admiração do novo diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e, sobretudo, de Sergio Moro. Convenhamos, não é pouca coisa.

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26.12.18
ED. 6021

Portas fechadas

Menos de duas semanas depois de ser alvo de ação da Polícia Federal, na operação que investiga denúncias de corrupção contra Aécio Neves, o presidente nacional do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, fechou o escritório que manteve por anos na sede da Força Sindical, na Liberdade, no Centro de São Paulo. No último dia 11, o local foi vasculhado por agentes da PF. Agora, se voltarem lá, encontrarão apenas mesas e armários vazios.

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03.12.18
ED. 6006

A disputa por protagonismo na PF

Ainda que por vias indiretas, Sérgio Moro alimentou a disputa de poder dentro da Polícia Federal. As regionais de São Paulo e de Brasília reivindicam o direito de indicar nomes para cargos importantes, como a diretoria de inteligência e a nevrálgica diretoria deinvestigação e combate ao crime organizado. No caso desta última, há uma mobilização para que o atual diretor Elzio Vicente da Silva, ex-superintendente da PF-DF, permaneça no posto. Os delegados paulistas e de Brasília temem perder uma certa primazia na cadeia de comando da PF com a escolha de Maurício Valeixo para a diretoria-geral. O receio é que a “República de Curitiba”, de onde Valeixo é egresso, assuma as rédeas da instituição. Convenhamos, faz todo o sentido.

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14.09.18
ED. 5953

PF junta os fios entre Beto Richa e Protork

O RR apurou que a Polícia Federal investiga as relações entre o ex-governador Beto Richa e a Protork, grupo paranaense que fabrica autopeças e minimotocicletas. Segundo fonte da própria PF, a empresa controlada pela família Bonilha seria uma espécie de “lavanderia” de Richa, prestando-se a pagamentos ilegais ao ex-governador e a aliados. De acordo com a mesma fonte, as investigações mostram que Richa, preso na última terça-feira, costumava fazer visitas constantes, às vezes semanais, à sede da companhia. Entre outros pontos, a PF apura as circunstâncias que cercam a adesão da Sport Bay, controlada pela Protork, ao Paraná Competitivo, programa de incentivos do governo paranaense. Procurada, a Polícia Federal não quis se pronunciar. O RR também fez seguidos contatos com a Protork por e-mail e telefone – o último deles às 18h06 de ontem. No entanto, a empresa não retornou até o fechamento desta edição. Em 2012, a Protork inaugurou sua fábrica de minimotos na cidade de Siqueira Campos, com a presença do governador. Um ano antes, imagens de dois secretários do governo Richa – Luiz Claudio Romanelli (Trabalho) e Ricardo Barros (Indústria e Comércio) – descendo de um jatinho da empresa causaram polêmica e foram usadas por adversários políticos do tucano. A Justiça fecha o cerco aos tantos amigos de Richa. Nesta semana, o juiz Sergio Moro decretou o bloqueio de contas da Start Agência de Notícia e da RF Participações Ltda, além do empresárioPF junta os fios entre Beto Richa e Protork Jorge Atherino e de sua mulher, Flora, todos suspeitos de integrar um suposto esquema de corrupção liderado pelo ex-governador paranaense.

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14/09/18 20:08h

josimeri.souza

disse:

A Pro Tork respondeu em nota que é vitima de mentira e que suas atividades são legais. Que provas o RR notícias tem para divulgar tal reportagem?

06.09.18
ED. 5948

O Capitão e os federais

A Polícia Federal liberou 21 agentes para acompanhar os candidatos à Presidência da República. O primeiro a pedir reforço de sua segurança foi Jair Bolsonaro. Alvaro Dias e Marina Silva também já requisitaram os serviços da PF.

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04.06.18
ED. 5880

Polícia Federal segue o rastro das cédulas da Casa da Moeda

A Polícia Federal parece estar levando ao pé da letra a máxima “Follow the money”. Segundo o RR apurou, as investigações da PF contra o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) respingam na Casa da Moeda – na última quarta-feira houve uma operação de busca e apreensão no gabinete do parlamentar na Câmara por supostas fraudes no Ministério do Trabalho. Há suspeitas de irregularidades em licitações da estatal para a compra de equipamentos e de produtos químicos para a produção de papel-moeda.

Recursos teriam sido destinados ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais, notadamente de parlamentares do Centro-Oeste, base de Jovair. As supostas fraudes teriam ocorrido tanto em gestões anteriores quanto na atual, comandada por Alexandre Borges Cabral, que assumiu a presidência da estatal em junho de 2016. A Casa da Moeda do Brasil (CMB) já é alvo da Operação Vícios II, da Polícia Federal, que desde 2015 investiga denúncias de irregularidades em outras licitações da estatal. Procurada pelo RR, a CMB informou que a licitação objeto de investigação na Vícios II foi “auditada e considera- da regular pelo TCU, no Acórdão no 1741/2009.”

A companhia garante ainda que a “Operação Vícios foi iniciada a partir de comunicação da própria CMB”. A estatal nega ter qualquer relação com a recente operação da PF contra o deputado Jovair Arantes. O RR fez também várias tentativas de contato com o gabinete do parlamentar, por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição – a última mensagem foi enviada às 18h44 de sexta-feira. A PF também não se manifestou. É notória, em Brasília, a influência do grupo político de Jovair Arantes e do PTB sobre a Casa da Moeda. O partido e, mais especificamente, o parlamentar são apontados como responsáveis pela indicação não apenas de Alexandre Cabral, mas também de Marise Fernandes de Araújo para a presidência do Conselho e de Jeovah de Araújo Silva Junior para a diretoria da estatal. Consta também que a intercessão de Jovair junto ao presidente Michel Temer teria sido fundamental para o governo recuar no projeto de privatização da Casa da Moeda.

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04.05.18
ED. 5860

Conexão Panamá

A “Operação Câmbio, desligo”, deflagrada ontem pela Polícia Federal, promete um segundo capítulo. O doleiro Marco Ernst Matalon seria a ponte para dois parlamentares citados no escândalo dos Panama Papers, ambos investigados por remessa ilegal de recursos para offshores.

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29.03.18
ED. 5836

O mecanismo

Em meio à intervenção federal, as investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro deverão engatar uma sexta marcha. O novo diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, planeja reforçar a equipe com o deslocamento de mais dois delegados. Hoje, o time da PF que atua na Operação no estado conta com sete delegados.

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27.03.18
ED. 5834

Escolha de Daiello

O ex-delegado Leandro Daiello, que comandou a Polícia Federal até o ano passado, é um homem dividido: de um lado, a promessa de uma vida mais “pacata” como bem remunerado consultor da área de segurança; do outro, a possibilidade de se render ao assédio do Partido Novo e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputado.

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11.01.18
ED. 5784

PF aperta o cerco à Petrópolis

A Polícia Federal está puxando o fio da meada do suposto esquema de doações ilegais de campanha que teria sido montado pela cervejaria Petrópolis no Nordeste. Segundo o RR apurou, há indícios de que o novelo se espalhe por outros três estados da região, além de Pernambuco, Bahia e Ceará, citados na primeira fase da Operação Caixa 3. Um deles seria Alagoas. As doações teriam como contrapartida empréstimos feitos pelo Banco do Nordeste à cervejaria de Walter Faria. Procurada, a Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações”. Já a Petrópolis disse que “está à disposição para qualquer esclarecimento, a fim de auxiliar nas investigações e elucidar os fatos.”

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A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

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21.03.17
ED. 5582

PF erra na dose e promove uma carnificina reputacional

A Policia Federal dessa vez não fez conduções coercitivas e vazamentos seletivos, mas exercitou todo o autoritarismo e inconsequência que poderia se imaginar na generalização e exposição irresponsável de um dos setores da economia com maior geração de empregos e inserção competitiva internacional. Todas as autoridades da área agropecuária foram desprezadas, ninguém da cúpula do governo foi consultado, desconhece-se o percentual dos desvios em relação à totalidade da produção e da exportação e ignoram-se as diferenças entre as irregularidades das empresas pode ser que haja bois de piranha nessa carnificina reputacional. Os laudos técnicos são pouco substanciosos para uma operação desse porte e as propinas pagas para calar a fiscalização ainda estão no território da suspeição em diversos casos – portanto, não há culpa decretada para todas as companhias – e o assunto viralizou na internet. A queima de riqueza com o emporcalhando das marcas das empresas é incalculável e tem um impacto redobrado em relação à imagem do país, devido ao acúmulo com o propinódromo da Lava Jato. É um caso onde não há acordo de leniência que arrume as coisas. A operação “Carne Fraca” reforça a percepção de um país sem crédito, moral e vergonha na cara. Cabe um investigação rigorosa, sem dúvida. Mas a PF não podia passar por essa sem uma admoestação pública e confissão de precipitação e mea culpa internacional na condução desastrada das investigações e divulgação como se fosse uma instituição inimiga do aparelho de Estado.

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09.12.16
ED. 5513

Out of records

O episódio Marcelo Calero abriu mais uma ferida na relação entre o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Laiello. Moraes foi cobrado pelo Planalto por só ter tomado conhecimento das gravações entregues por Calero à PF após o vazamento na imprensa.

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27.10.16
ED. 5484

Redoma

 O policial legislativo Paulo Igor da Silva, que denunciou o rastreamento ilegal de grampos em gabinetes e residências de senadores, está sob proteção da PF desde o último fim de semana.

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