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23.08.21

Sinal dos tempos

Depois da Guiana Francesa, a Polícia Federal estaria investigando novas rotas de contrabando de combustível, agora pela fronteira entre Suriname e Brasil. Também, com a gasolina a R$ 6,00, não é de admirar. Procurada, a PF informou que “não comenta nem confirma a existência de possíveis investigações em andamento”.

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23.07.21

Pandemia estimula um “PPI” de portos clandestinos

A pandemia gerou, como efeito colateral, um surto de terminais portuários fora da lei. Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam para a atuação de grandes facções criminosas por trás das dezenas de portos fluviais clandestinos que vêm sendo desbaratados pela corporação nos últimos meses, notadamente em regiões de fronteira na Amazônia e no Centro-Oeste. Segundo informações filtradas da própria PF, grupos como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e Família do Norte estariam entre os principais responsáveis pela construção de terminais para o embarque e desembarque de drogas, armamentos pesados e contrabando.

A instalação dessas estruturas teria sido a forma encontrada pelo crime organizado para driblar os esquemas de fechamento de fronteiras secas em vigor desde o início da pandemia, em algumas regiões com o uso de tropas federais. Procurada, a PF não se manifestou. Como quase tudo que diz respeito ao crime organizado, o fio da meada é longo e vai além das divisas brasileiras.

Esse vasto sistema de logística portuária esconderia uma espécie de Programa de Parceria de Investimentos (PPI) entre facções domésticas e internacionais, a começar pelas Farc, da Colômbia. Nos últimos meses, a PF tem feito seguidas operações na tentativa de asfixiar a capilaridade fluvial do crime organizado. Em uma das maiores ações, em março deste ano, a Polícia Federal, com o apoio do Exército, destruiu 41 terminais portuários clandestinos às margens do Lago Itaipu, no Paraná.

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08.07.21

PF segue as pegadas do gado contrabandeado

A Polícia Federal estaria investigando um grande esquema de contrabando de gado para o Brasil com a participação de pecuaristas do Centro-Oeste. Segundo o RR apurou, a principal rota de entrada ilegal de animais no país seria pela fronteira entre o Paraguai e o Mato Grosso do Sul. O gado clandestino estaria abastecendo também fazendas do Mato Grosso e de Goiás.

Nos últimos dois anos, houve um aumento dos casos de apreensão de bois vivos na região – em uma das maiores operações, em outubro de 2020, foram capturados 120 bezerros em Ponta Porã (MS). No entanto, de acordo com a mesma fonte, as investigações mostram um crescimento desenfreado da atividade criminosa desde janeiro, na esteira da disparada dos custos de produção na pecuária, notadamente com a compra de ração. O gado paraguaio chega ao Brasil a um preço razoavelmente inferior, o que permite aos pecuaristas aumentar suas margens nas vendas aos frigoríficos.

A situação acendeu um sinal de alerta no Ministério da Agricultura. Para além da esfera criminal, há um grave problema de ordem fitossanitária: o risco de entrada no Brasil de animais com febre aftosa, entre outras enfermidades, o que pode provocar um estrago nas exportações de carne bovina. Era só o que faltava em um dos países “campeões” da Covid. Por esta razão, grandes frigoríficos do país têm feito pressão sobre as autoridades para combater o contrabando de bois vivos e aumentar a fiscalização sanitária, especialmente na fronteira com o Paraguai.

Procurada pelo RR, a Polícia Federal não se pronunciou. Já o Ministério da Agricultura confirmou que o “ingresso irregular de gado no país pode representar risco, pois o animais estariam entrando sem garantia de sanidade”. O órgão diz ainda que “está em contato com entidades locais para avaliar possíveis ações”.

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24.06.21

Uma saga de ouro e fé nos garimpos da Amazônia

O esforço da igreja evangélica para a conquista de fiéis na Amazônia está gerando derivativos em áreas inusitadas. Segundo uma fonte da Polícia Federal, um dos grupos neopentecostais mais influentes do país fez uma cabeça de ponte dentro de garimpos na região. Tudo começou com o pagamento em dízimos através do ouro extraído. O segundo movimento foi a própria igreja supostamente passar a comprar o metal direto dos garimpeiros, como se fosse uma verdadeira intermediária.

Nesse caso, seria uma operação juridicamente complexa, pois a legislação permite várias interpretações. Conforme o Código Civil Brasileiro, através da Lei no 10.825, de 22 de dezembro de 2003, inciso IV do art. 44, os templos “são livres quanto à criação, à organização, à estruturação interna e o seu funcionamento, sendo vedado ao poder público negar-lhe reconhecimento ou registro dos atos constitutivos e necessários ao seu funcionamento”. Ou seja: a lei não deixa claro quais são os limites das organizações religiosas. Mas as considera como pessoas jurídicas sem fins econômicos ou lucrativos. Ressalte-se que não há nenhuma acusação de que a atuação dos neopentecostais na região seja ilegal.

Até porque a caracterização do que é dízimo e do que é compra de ouro se situa em uma tênue fronteira. Há de se enfatizar outro empecilho para que o Poder Público monitore a atuação das organizações religiosas em área de garimpo: esta é uma questão que, em maior ou menor medida, está pulverizada entre diversas esferas de governo. No passado, mais precisamente durante o regime militar, o assunto estava concentrado no SNI. Quem tomava conta do principal garimpo, o de Serra Pelada, era o então “mito” major Sebastião Curió. Hoje, quem é o responsável, formalmente, pelos controles dos garimpos? A PF? O GSI? A Abin? A Agência Nacional de Mineração (ANM)?

Procurada pelo RR, a Polícia Federal disse que “não comenta nem confirma a existência de possíveis investigações em andamento”. Por sua vez, o GSI afirma que o controle de garimpos não é da sua competência. Perguntado se investiga ou tem informações sobre a atuação de igrejas evangélicas em áreas de garimpo da Região Amazônica ou mesmo na intermediação da compra de ouro, o Gabinete disse que não se manifestaria sobre essas questões “por tratar-se de assuntos relacionados com a atividade de Inteligência de Estado”. A Abin informou que “como o GSI divulgou posicionamento sobre o tema, a Agência considera o assunto esclarecido”.

Igualmente procurada, a ANM não se manifestou. O RR enviou uma série de questionamentos a algumas das maiores e mais representativas igrejas evangélicas do país presentes na Região Amazônica. Perguntada se atua em área de garimpo na Amazônia e se tem controle do número de garimpeiros que se tornaram fiéis, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) disse que “a Região Amazônica envolve uma área de 5,5 milhões de m2. Se o jornalista puder ser um pouco mais preciso sobre qual dos 7,2 mil tempos da Universal, incluindo estados da Região Amazônica, poderíamos ser mais específicos na resposta”.

Consultada se costuma receber pepitas de ouro como pagamento de dízimo ou compra ouro de garimpeiros como forma de facilitar esse processo de venda do metal, notadamente durante a pandemia, a IURD nega esse procedimento. Por sua vez, a Igreja Internacional da Graça de Deus (IIGD) diz possuir templos religiosos em algumas cidades da Região Amazônica, mas afirma que “não atua em área de garimpo”. A IIGD esclarece ainda que “não recebe pepitas de ouro a qualquer pretexto” e “não compra outro e muito menos intermedia qualquer transação nesse sentido”. Também procuradas, a Igreja Mundial do Poder de Deus e a Sara Nossa Terra não se pronunciaram até o fechamento desta edição. A newsletter tentou ouvir também a Frente Parlamentar Evangélica, por meio de seu coordenador, deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), que não quis se manifestar.

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23.06.21

Crime organizado aterroriza o setor de navegação na Amazônia

O crime organizado virou o “dono” das águas da Amazônia. Companhias marítimas têm cobrado do Ministério da Justiça um reforço da vigilância nos rios da região, seja com a ação ostensiva da Polícia Federal, seja com o uso da Força Nacional de Segurança. Os armadores relatam seguidos ataques de bandidos aos cargueiros que navegam na Bacia Amazônica.

Segundo cálculos do setor, os prejuízos com o roubo de cargas estimados para este ano chegam perto dos R$ 250 milhões. De acordo com um empresário do setor de navegação ouvido pelo RR, uma das áreas mais perigosas é o Estreito de Breves, um labirinto de rios e ilhotas no Pará. O método é quase sempre o mesmo: os bandidos interceptam a embarcação, assumem seu controle e a levam para margens de rios ciliares ou para alguma das inúmeras ilhas existentes na região, fazendo os tripulantes de reféns durante a pilhagem da carga transportada. De acordo com a fonte do RR, já houve registros de mortes.

Consultado, o Ministério da Justiça não se pronunciou. A maior parte dos ataques e roubos de carga são atribuídos à Família do Norte, maior facção criminosa da região. Responsável pelas mais recentes e bárbaras rebeliões em presídios do Amazonas e de Rondônia, o grupo é apontado como uma extensão das FARC na Amazônia brasileira. Os alvos preferidos são barcaças transportando caminhões de carga. Mas, nos últimos meses, de acordo com a mesma fonte, tem sido registrado um aumento do roubo de combustíveis.

O problema é que o cobertor do aparelho de segurança pública é curto. A PF teria aproximadamente 150 agentes na região, número insuficiente para cobrir os rios da Bacia Amazônica. Somadas, as secretarias de segurança dos região disponibilizariam não mais do que 50 policiais que circulam regularmente na imensidão de rios e afluentes da Amazônia.

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22.06.21

Um ilustre fugitivo em terras brasileiras

A Interpol está fazendo uma caçada no Brasil para prender o ex-ministro da Defesa da Bolívia Luis Fernando López. Investigações apontam que López está escondido em território brasileiro desde dezembro. O ex-ministro é acusado de ter recebido US$ 2 milhões em uma compra superfaturada de gás lacrimogêneo. Procurada por meio da assessoria da Polícia Federal, a Interpol informou que “não comenta nem confirma a existência de possíveis investigações em andamento”.

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16.06.21

Rota do crime

Segundo denúncias encaminhadas à Polícia Federal, facções criminosas se instalaram na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre. O território virou rota do tráfico internacional.

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15.06.21

“Serial killer”

Após trocar quase todos os superintendentes estaduais, o diretor da Polícia Federal, Paulo Maiurino, mira agora nas representações da corporação no exterior. Um dos primeiros alvos deve ser o adido da PF na Argentina, delegado Elzio Vicente da Silva. Procurada, a Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre essas questões”.

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12.04.21

“Agrocrime” organizado

A Polícia Federal está no encalço de uma quadrilha especializada em roubo de sementes em fazendas do Centro-Oeste. Os assaltos ocorrem quase sempre na madrugada, com o uso de máquinas agrícolas pesadas e armamento de grosso calibre.

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07.04.21

PF é “alvejada” por um pai zeloso

As mudanças na Polícia Federal não deverão se limitar à troca de Rolando Alexandre de Souza por Paulo Maiurino no comando da corporação. Segundo o RR apurou, o novo ministro da Justiça, Anderson Torres, já teria recebido do Palácio do Planalto a missão de ceifar os superintendentes da PF no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, respectivamente Tácio Muzzi Carvalho e Carneiro e Marcio Nunes de Oliveira. Não por coincidência, a geografia do troca-troca envolve áreas de interesse nevrálgico da família Bolsonaro. No Rio, é notória a preocupação do presidente Jair Bolsonaro em conter as investigações contra Flavio Bolsonaro pelo suposto esquema de rachadinha em seu antigo gabinete na Alerj. No Distrito Federal, por sua vez, a substituição seria uma manobra com o objetivo de abafar o inquérito recém-aberto pela PF contra Jair Renan Bolsonaro. O “04” é investigado por possível tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Ainda neste mês, a PF deverá enviar um relatório para o Ministério Público com detalhes sobre as suas primeiras diligências.

Em tempo: no caso do Distrito Federal, há uma bola dividida com a qual o ministro Anderson Torres terá de lidar. Ex-secretário de Segurança Pública do DF, Torres é bastante próximo ao atual superintendente local da Polícia Federal, Marcio Oliveira. E daí? – diria o seu chefe.

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