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22.05.19
ED. 6119

A volta de Messer

Ninguém sabe, ninguém viu, mas Dario Messer já está no Brasil. A Polícia Federal tem fortes indícios de que o doleiro, foragido há mais de um ano, retornou do Paraguai e circula entre cidades do Centro-Oeste. Espera o desfecho das negociações entre seus advogados e o Ministério Público para um acordo de delação – informação antecipada pelo RR na edição de 6 de maio.

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29.04.19
ED. 6103

Laboratório de malfeitos

A Polícia Federal teve acesso a documentos e extratos bancários no exterior que revelam novos detalhes do esquema de propina montado pelo Labogen, ligado a Alberto Yousseff. As investigações apontam para conexões com políticos da Argentina e do Paraguai. As diligências se baseiam na delação premiada dos doleiros Leonardo Meirelles e Nelma Kodama, assim como Yousseff presos nos primórdios da Lava Jato, ainda em 2014. Procurada, a PF diz que “não se manifesta sobre investigações em andamento.”

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08.04.19
ED. 6089

Um doleiro de muitas faces

O cerco ao doleiro Dario Messer, foragido há mais de um ano, está se fechando. Segundo fonte da Polícia Federal, a Interpol conseguiu rastrear o descolamento de Messer por cidades do interior do Paraguai. As investigações chegaram também a clínicas onde o doleiro se submeteu a cirurgias plásticas nos últimos meses.

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01.04.19
ED. 6084

Sérgio Moro busca munição financeira para a Polícia Federal

Ao mesmo tempo em que tenta, a duras penas, avançar com seu pacote anticrime no Congresso, o ministro Sérgio Moro abriu outro front de combate dentro do governo. Moro tem pleiteado à área econômica a liberação de recursos adicionais para a Polícia Federal. O orçamento para 2019 é praticamente o mesmo do ano passado – em torno de R$ 7,5 bilhões. O aumento do efetivo da PF está condicionado à munição financeira extra.

Sem o reforço, a corporação não conseguirá colocar em marca o plano de contratar ainda neste ano de 500 a mil dos aprovados em concurso realizado em 2018. Não é só: a Justiça defende a realização de novo processo seletivo. Estima-se que hoje a PF tenha um déficit, por exemplo, de aproximadamente 400 delegados em seus quadros por conta de restrições orçamentárias, que se acentuaram nos últimos quatro anos.

Consultado pelo RR, o Ministério da Justiça confirmou que “há o pedido de aumento de despesa relativo às nomeações do concurso realizado em 2018, além do pedido de autorização de novo concurso.” A Pasta informou ainda que “o Ministério da Economia também deverá ser provocado para se manifestar acerca viabilidade do atendimento do pedido.” A escassez de pessoal tem se refletido diretamente no ritmo de trabalho da PF. É bem verdade que, nos últimos anos, o grau de complexidade e o volume de operação cresceram consideravelmente – a Lava Jato praticamente exigiu uma Polícia Federal só para ela. Ainda assim, a corporação tem levado, em média, um ano e nove meses para concluir uma investigação. Em 2017, esse índice era de um ano.

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27.02.19
ED. 6064

Trágica inovação

A Polícia Federal está pleiteando ao ministro Sérgio Moro verba adicional para desenvolver uma versão mais sofisticada do Alethia. Trata-se do sistema criado pelo Instituto Nacional de Identificação (INI) da própria PF usado para o cruzamento das impressões digitais das vítimas da tragédia de Brumadinho. O investimento bem que poderia ser cobrado como uma doação da própria Vale.

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20.02.19
ED. 6059

As peças se mexem no xadrez da PF

Ao que parece, uma peça importante no tabuleiro da Polícia Federal poderá sair do jogo. Ao menos do jogo jogado em terras brasileiras. Segundo o RR apurou, o delegado Elzio Vicente da Silva, que comandou a diretoria de Combate ao Crime Organizado até o início deste ano, está cotado para assumir o cargo de adido da PF em Buenos Aires. Consultada, a instituição diz protocolarmente que “as nomeações em cargos de adidância são publicadas em Diário Oficial.” Silva teve papel relevante no protagonismo da Polícia Federal na República. Em outras ações, comandou a Operação Acrônimo, que começou com a simples apreensão de pouco mais de R$ 100 mil em poder do lobista Benedito Oliveira no aeroporto de Brasília em 2010 e quase derrubou Fernando Pimentel do governo de Minas Gerais – o que as urnas acabariam por fazer. O delegado chegou a ser cogitado para assumir o comando da PF. Consta, no entanto, que teria tido divergências com outras áreas da corporação, notadamente o SINQ (Serviços de Inquéritos Policiais), responsável por conduzir junto ao STF investigações contra ministros e parlamentares.

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21.01.19
ED. 6037

Os avalistas que importam

Causou certo desconforto na Polícia Federal a nomeação do delegado Igor Romário de Paula como diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado. O cargo, historicamente, é ocupado por delegados de longa carreira que já tenham passado pelas superintendências mais relevantes, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Romário de Paula chefiou a PF em Alagoas e posteriormente se notabilizou por trabalhar na tropa da Lava Jato na “República de Curitiba”. Se não passou por cargos tidos por seus colegas como mais importantes, tem o apreço e a admiração do novo diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e, sobretudo, de Sergio Moro. Convenhamos, não é pouca coisa.

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26.12.18
ED. 6021

Portas fechadas

Menos de duas semanas depois de ser alvo de ação da Polícia Federal, na operação que investiga denúncias de corrupção contra Aécio Neves, o presidente nacional do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva, fechou o escritório que manteve por anos na sede da Força Sindical, na Liberdade, no Centro de São Paulo. No último dia 11, o local foi vasculhado por agentes da PF. Agora, se voltarem lá, encontrarão apenas mesas e armários vazios.

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03.12.18
ED. 6006

A disputa por protagonismo na PF

Ainda que por vias indiretas, Sérgio Moro alimentou a disputa de poder dentro da Polícia Federal. As regionais de São Paulo e de Brasília reivindicam o direito de indicar nomes para cargos importantes, como a diretoria de inteligência e a nevrálgica diretoria deinvestigação e combate ao crime organizado. No caso desta última, há uma mobilização para que o atual diretor Elzio Vicente da Silva, ex-superintendente da PF-DF, permaneça no posto. Os delegados paulistas e de Brasília temem perder uma certa primazia na cadeia de comando da PF com a escolha de Maurício Valeixo para a diretoria-geral. O receio é que a “República de Curitiba”, de onde Valeixo é egresso, assuma as rédeas da instituição. Convenhamos, faz todo o sentido.

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14.09.18
ED. 5953

PF junta os fios entre Beto Richa e Protork

O RR apurou que a Polícia Federal investiga as relações entre o ex-governador Beto Richa e a Protork, grupo paranaense que fabrica autopeças e minimotocicletas. Segundo fonte da própria PF, a empresa controlada pela família Bonilha seria uma espécie de “lavanderia” de Richa, prestando-se a pagamentos ilegais ao ex-governador e a aliados. De acordo com a mesma fonte, as investigações mostram que Richa, preso na última terça-feira, costumava fazer visitas constantes, às vezes semanais, à sede da companhia. Entre outros pontos, a PF apura as circunstâncias que cercam a adesão da Sport Bay, controlada pela Protork, ao Paraná Competitivo, programa de incentivos do governo paranaense. Procurada, a Polícia Federal não quis se pronunciar. O RR também fez seguidos contatos com a Protork por e-mail e telefone – o último deles às 18h06 de ontem. No entanto, a empresa não retornou até o fechamento desta edição. Em 2012, a Protork inaugurou sua fábrica de minimotos na cidade de Siqueira Campos, com a presença do governador. Um ano antes, imagens de dois secretários do governo Richa – Luiz Claudio Romanelli (Trabalho) e Ricardo Barros (Indústria e Comércio) – descendo de um jatinho da empresa causaram polêmica e foram usadas por adversários políticos do tucano. A Justiça fecha o cerco aos tantos amigos de Richa. Nesta semana, o juiz Sergio Moro decretou o bloqueio de contas da Start Agência de Notícia e da RF Participações Ltda, além do empresárioPF junta os fios entre Beto Richa e Protork Jorge Atherino e de sua mulher, Flora, todos suspeitos de integrar um suposto esquema de corrupção liderado pelo ex-governador paranaense.

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14/09/18 20:08h

josimeri.souza

disse:

A Pro Tork respondeu em nota que é vitima de mentira e que suas atividades são legais. Que provas o RR notícias tem para divulgar tal reportagem?

06.09.18
ED. 5948

O Capitão e os federais

A Polícia Federal liberou 21 agentes para acompanhar os candidatos à Presidência da República. O primeiro a pedir reforço de sua segurança foi Jair Bolsonaro. Alvaro Dias e Marina Silva também já requisitaram os serviços da PF.

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04.06.18
ED. 5880

Polícia Federal segue o rastro das cédulas da Casa da Moeda

A Polícia Federal parece estar levando ao pé da letra a máxima “Follow the money”. Segundo o RR apurou, as investigações da PF contra o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) respingam na Casa da Moeda – na última quarta-feira houve uma operação de busca e apreensão no gabinete do parlamentar na Câmara por supostas fraudes no Ministério do Trabalho. Há suspeitas de irregularidades em licitações da estatal para a compra de equipamentos e de produtos químicos para a produção de papel-moeda.

Recursos teriam sido destinados ao financiamento ilegal de campanhas eleitorais, notadamente de parlamentares do Centro-Oeste, base de Jovair. As supostas fraudes teriam ocorrido tanto em gestões anteriores quanto na atual, comandada por Alexandre Borges Cabral, que assumiu a presidência da estatal em junho de 2016. A Casa da Moeda do Brasil (CMB) já é alvo da Operação Vícios II, da Polícia Federal, que desde 2015 investiga denúncias de irregularidades em outras licitações da estatal. Procurada pelo RR, a CMB informou que a licitação objeto de investigação na Vícios II foi “auditada e considera- da regular pelo TCU, no Acórdão no 1741/2009.”

A companhia garante ainda que a “Operação Vícios foi iniciada a partir de comunicação da própria CMB”. A estatal nega ter qualquer relação com a recente operação da PF contra o deputado Jovair Arantes. O RR fez também várias tentativas de contato com o gabinete do parlamentar, por e-mail e por telefone, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição – a última mensagem foi enviada às 18h44 de sexta-feira. A PF também não se manifestou. É notória, em Brasília, a influência do grupo político de Jovair Arantes e do PTB sobre a Casa da Moeda. O partido e, mais especificamente, o parlamentar são apontados como responsáveis pela indicação não apenas de Alexandre Cabral, mas também de Marise Fernandes de Araújo para a presidência do Conselho e de Jeovah de Araújo Silva Junior para a diretoria da estatal. Consta também que a intercessão de Jovair junto ao presidente Michel Temer teria sido fundamental para o governo recuar no projeto de privatização da Casa da Moeda.

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04.05.18
ED. 5860

Conexão Panamá

A “Operação Câmbio, desligo”, deflagrada ontem pela Polícia Federal, promete um segundo capítulo. O doleiro Marco Ernst Matalon seria a ponte para dois parlamentares citados no escândalo dos Panama Papers, ambos investigados por remessa ilegal de recursos para offshores.

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29.03.18
ED. 5836

O mecanismo

Em meio à intervenção federal, as investigações da Lava Jato no Rio de Janeiro deverão engatar uma sexta marcha. O novo diretor da Polícia Federal, Rogério Galloro, planeja reforçar a equipe com o deslocamento de mais dois delegados. Hoje, o time da PF que atua na Operação no estado conta com sete delegados.

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27.03.18
ED. 5834

Escolha de Daiello

O ex-delegado Leandro Daiello, que comandou a Polícia Federal até o ano passado, é um homem dividido: de um lado, a promessa de uma vida mais “pacata” como bem remunerado consultor da área de segurança; do outro, a possibilidade de se render ao assédio do Partido Novo e concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputado.

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11.01.18
ED. 5784

PF aperta o cerco à Petrópolis

A Polícia Federal está puxando o fio da meada do suposto esquema de doações ilegais de campanha que teria sido montado pela cervejaria Petrópolis no Nordeste. Segundo o RR apurou, há indícios de que o novelo se espalhe por outros três estados da região, além de Pernambuco, Bahia e Ceará, citados na primeira fase da Operação Caixa 3. Um deles seria Alagoas. As doações teriam como contrapartida empréstimos feitos pelo Banco do Nordeste à cervejaria de Walter Faria. Procurada, a Polícia Federal informou que “não se manifesta sobre investigações”. Já a Petrópolis disse que “está à disposição para qualquer esclarecimento, a fim de auxiliar nas investigações e elucidar os fatos.”

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A PF colocou meio galho dentro em sua nota conjunta com o Ministério da Agricultura. Mas ainda é pouco para acalmar o mercado lá fora. É preciso assumir que a Operação Carne Fraca foi uma lambança.

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21.03.17
ED. 5582

PF erra na dose e promove uma carnificina reputacional

A Policia Federal dessa vez não fez conduções coercitivas e vazamentos seletivos, mas exercitou todo o autoritarismo e inconsequência que poderia se imaginar na generalização e exposição irresponsável de um dos setores da economia com maior geração de empregos e inserção competitiva internacional. Todas as autoridades da área agropecuária foram desprezadas, ninguém da cúpula do governo foi consultado, desconhece-se o percentual dos desvios em relação à totalidade da produção e da exportação e ignoram-se as diferenças entre as irregularidades das empresas pode ser que haja bois de piranha nessa carnificina reputacional. Os laudos técnicos são pouco substanciosos para uma operação desse porte e as propinas pagas para calar a fiscalização ainda estão no território da suspeição em diversos casos – portanto, não há culpa decretada para todas as companhias – e o assunto viralizou na internet. A queima de riqueza com o emporcalhando das marcas das empresas é incalculável e tem um impacto redobrado em relação à imagem do país, devido ao acúmulo com o propinódromo da Lava Jato. É um caso onde não há acordo de leniência que arrume as coisas. A operação “Carne Fraca” reforça a percepção de um país sem crédito, moral e vergonha na cara. Cabe um investigação rigorosa, sem dúvida. Mas a PF não podia passar por essa sem uma admoestação pública e confissão de precipitação e mea culpa internacional na condução desastrada das investigações e divulgação como se fosse uma instituição inimiga do aparelho de Estado.

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09.12.16
ED. 5513

Out of records

O episódio Marcelo Calero abriu mais uma ferida na relação entre o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Laiello. Moraes foi cobrado pelo Planalto por só ter tomado conhecimento das gravações entregues por Calero à PF após o vazamento na imprensa.

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27.10.16
ED. 5484

Redoma

 O policial legislativo Paulo Igor da Silva, que denunciou o rastreamento ilegal de grampos em gabinetes e residências de senadores, está sob proteção da PF desde o último fim de semana.

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