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07.10.19

Cem anos de perdão?

A Polícia Federal está à caça de um golpista que tem se passado por “amigo” da deputada federal Dulce Miranda (MDB-TO). Pelo WhatsApp, o “espertalhão” tem pedido a pessoas próximas à parlamentar ajuda financeira para bancar os advogados do marido de Dulce. Ao menos dois incautos já teriam caído na armadilha. Só mesmo com muita dose de ingenuidade. Para quem não está ligando o nome à pessoa o marido da deputada é o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda, preso no último dia 26 de setembro. Ao que consta, dificuldade financeira não é o problema de Miranda, dono de fazendas no Norte do país. Para não dizer que ele é acusado pela PF de integrar uma organização criminosa que teria desviado cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos.

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30.09.19

Dissidência na PF

Ao que parece, nem toda a Polícia Federal está fechada com Mauricio Valeixo, que balança no cargo sob pressão do Palácio do Planalto. Uma ala da PF de São Paulo ligada ao delegado Dr. Filho, chefe da corporação no estado, faz campanha para que Disney Rossetti assuma o comando da força. Rosseti é o atual nº 2 da PF.

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25.09.19

Valeixo com um pé fora da Polícia Federal

O diretor da Polícia Federal, Mauricio Valeixo, pode ter queimado a última vida que lhe restava. Jair Bolsonaro confidenciou a assessores palacianos que vai bater o martelo sobre o destino de Valeixo após voltar de Nova York. Em pouco mais de 24 horas, a situação do delegado virou de ponta-cabeça. Na última quarta-feira, Bolsonaro assegurou ao ministro Sergio Moro que Valeixo permaneceria no cargo. No entanto, no dia seguinte, veio a operação de busca e apreensão da PF no gabinete do líder do governo no Senado, Fernando Bezerra. A reação de Bolsonaro ao saber da diligência, relatada ao RR por uma fonte do Palácio do Planalto, é impublicável.

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19.09.19

Um memorial que nunca será esquecido

O inquérito da Polícia Federal sobre o suposto desvio de recursos públicos para a construção do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte, bate duro na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – conforme o RR antecipou em 18 de agosto. Segundo a newsletter apurou, a ex vice-reitora da UFMG Sandra Starling está entre os 11 indiciados pela PF. A universidade era responsável pela execução das obras. Além da investigação policial, o caso corre em outras duas raias. O Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos realiza uma auditoria para punir os eventuais responsáveis no âmbito administrativo. O TCU também vai conduzir uma investigação para buscar o ressarcimento dos prejuízos à União. Procurada, a UFMG disse que “se mantém à disposição das autoridades, confiante que todas as circunstâncias serão esclarecidas”.

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11.09.19

PF reage à interferência de Bolsonaro

Uma ameaça de “motim” começa a ganhar corpo na Polícia Federal como resposta às ingerências do presidente Jair Bolsonaro na instituição. Segundo uma alta fonte da PF, delegados da corporação discutem a realização de uma operação-tartaruga nos aeroportos. Seria um gesto com forte potencial de repercussão devido ao caos que procedimentos desta natureza costumam provocar no fluxo de embarque e desembarque. No entanto, a graduação da reação poderá aumentar caso se confirme a decantada demissão do diretor-geral Mauricio Valeixo. De acordo com a mesma fonte, integrantes da cúpula da PF cogitam a hipótese de uma renúncia coletiva. Há nomes no primeiro escalão da instituição bastante próximos a Valeixo, como o diretor de Inteligência Policial, Claudio Ferreira Gomes. Como se não existisse Sergio Moro – ou talvez até porque ainda exista Sergio Moro –, Jair Bolsonaro atropelou o seu ministro da Justiça e passou a interferir diretamente na Polícia Federal. O processo de fritura de Marcelo Valeixo é um passo adiante em relação à degola do delegado Ricardo Saadi da Superintendência da PF no Rio.

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19.08.19

Memorial da anistia ou da corrupção?

A Polícia Federal vai concluir até o fim do mês o inquérito que investiga o desvio de recursos públicos para a construção do Memorial da Anistia, em Belo Horizonte. Segundo a fonte do RR, ao menos três servidores da Universidade Federal de Minas Gerais, responsável pela execução das obras, deverão ser denunciados. O acervo de possíveis delitos é extenso.

A PF reuniu evidências de que museólogos contratados para a montagem do Memorial prestaram serviços para o Instituto Lula às custas do empreendimento. Os investigadores apuram ainda a eventual existência de um esquema de “caixinha” imposto aos funcionários, que seriam obrigados a repartir uma parcela do salário com dirigentes da UFMG. Pairam ainda acusações de fraudes em pagamentos autorizados pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), contratada para produzir o material das exposições.

Procurada, a UFMG informou que, “como há um processo sub judice, está impedida de se manifestar por se tratar de procedimento sigiloso”. A PF e o Instituto Lula não quiseram se pronunciar. A Polícia Federal investiga as obras do Memorial da Anistia desde 2017, no âmbito da Operação Esperança Equilibrista. Em dezembro daquele ano, cinco dirigentes da reitoria da Universidade foram alvo de condução coercitiva. O timing do avanço das investigações da PF não poderia ser mais conveniente para o governo. Na semana passada, a ministra Damares Alves anunciou que as obras não serão concluídas, ao menos não na concepção original. Outro projeto deverá ocupar a área destinada ao monumento. Orçado em R$ 28 milhões, o projeto já consumiu aproximadamente R$ 12 milhões.

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A rádio-corredor da Polícia Federal informa: uma nova fase da Operação Greenfield estaria prestes a sair do forno. Ela seria resultado de centenas de documentos e informações passadas à PF pela Funcef sobre investimentos em dois fundos: o FIP Global Equity e o FIP Sondas, leia-se a famigerada Sete Brasil. Procurada, a PF diz que não comenta “eventuais investigações em andamento”.

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29.07.19

Moro faz um “pacto de sangue” com os hackeados

Na última quinta-feira, o ministro da Justiça, Sergio Moro, ligou para uma lista de 18 autoridades dos Três Poderes tranquilizando-as sobre o hackeamento de seus celulares e computadores. O RR recebeu a informação de 14 desses nomes da sua fonte. Moro garante que destruirá todas as interceptações ilegais hoje em poder da Polícia Federal. Afirma essa intenção para escalões que não têm a menor ideia se foram vítimas do grampo digital. Moro afiança aos ministros, juízes e parlamentares que sua privacidade estará resguardada. O ministro os coloca em condições de similitude com a sua condição.

São todos vítimas de ações criminosas. Procurado pelo RR, Sergio Moro não se pronunciou. Não há motivos para imaginar que Moro não prosseguirá com a escalada de telefonemas. Ao manipular o medo e oferecer a salvação final, tem os trunfos para construção de um exército de aliados. De certa forma, uma tática muito parecida com a utilizada durante 48 anos pelo diretor do FBI, John Edgar Hoover, um referência quando se trata do binômio informação e poder. É bem verdade que Hoover nunca foi o grampeado, mas sempre o grampeador.

Moro encontra-se na primeira categoria, o que o torna, sim, padecente de atos meliantes. Mas não consta que Hoover tenha articulado por trás dos bastidores em processo de Justiça, exercendo o papel duplo de juiz e procurador e combinando provas com a promotoria. Por uma regra aritmética elementar, os dois estariam empatados. Moro já deu provas em profusão de que interpreta os códigos e considera os princípios jurídicos conforme sua conveniência. Um sofista médio diria que ele não é o único a cometer a prática. “Que mal fiz eu, se todos cometem males iguais ao meu?”

É discutível se o ministro tem a prerrogativa de desaparecer com provas criminais sob a guarda da PF, o que se diga em dobro quando em domínio da Justiça. É igualmente impreciso o limite da manipulação dos vazamentos pelo ministro da Justiça, assim como a extensão da sua serventia. Moro está no seu direito de buscar todas as formas legais de defesa da invasão da sua privacidade. Mesmo os seus dribles na ética são compreensíveis em situação de autodefesa. Há um crime detectado e um cadáver estendido no chão. Ponto a favor do ministro. Mas que não se confunda a irrefutabilidade do delito de hackeamento com a inexistência de “crimes menores”, tais como a parceria do então juiz com os procuradores. As “conversas secretas” de Moro existem, e outras poderão vir à tona, se o roteiro mais provável da história – novas divulgações pelo The Intercept e seus parceiros – não for atingido pelo imponderável. Até agora, o que se pode depreender é que o juiz é “sócio” dos investigadores. Como diz um certo magistrado do STF, “não se combate o crime cometendo crime”.

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24.07.19

Papai Noel do crime

Os Ministérios da Justiça do Brasil e do Paraguai vão intensificar as operações conjuntas na fronteira para o combate ao contrabando. As respectivas Polícias Federais preparam uma sequência de ações com foco, sobretudo, no fluxo ilegal de eletroeletrônicos. O timing foi escolhido a dedo. A partir de agosto, os contrabandistas começam a montar seus estoques para atender às encomendas de Natal.

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22.07.19

O “trade-off” do crime organizado

O serviço de inteligência da Polícia Federal tem monitorado um movimento de diversificação no tráfico de drogas no país. Grandes quadrilhas antes dedicadas quase que exclusivamente à cocaína vêm entrando gradativamente no “comércio” de maconha. Segundo relatórios enviados ao ministro da Justiça, Sergio Moro, o fenômeno tem sido observado, notadamente, em duas regiões: na fronteira entre Mato Grosso do Sul com o Paraguai e Bolívia e na divisa entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. Há uma boa e uma má notícia por trás dessa movimentação. Por um lado, trata-se de uma reação do crime organizado ao aumento da apreensão de cocaína no Brasil. Entre janeiro e maio, a PF interceptou e recolheu mais de 39 toneladas da droga, quase 70% a mais do que igual período no ano anterior. Esse resultado se deve a uma maior integração entre a própria instituição e as Forças Armadas no controle das fronteiras. Por outro lado, no entanto, há uma efervescência no tráfico de maconha muito em função da legalização da droga no Uruguai. Organizações criminosas antes restritas ao Rio Grande do Sul, como o Primeiro Comando do Interior, começam a se espraiar por Santa Catarina e Paraná na esteira da grande quantidade de marijuana que hoje circula no território uruguaio. O próprio Exército já trata a divisa entre o Uruguai e o Rio Grande como um novo “ponto quente” nas bordas territoriais brasileiras. Procurada, a PF não se pronunciou.

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