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A Kasinski está caindo pelas tabelas. A companhia deverá fechar o ano com uma queda de 80% nas vendas em relação a 2012. Entre janeiro e junho, o número de motos comercializadas já recuou 50% na comparação com igual período no ano passado – ao todo a empresa emplacou apenas cinco mil unidades. Desde dezembro, o market share caiu de 2,1% para 0,6%. Diante destes números, a Kasinski caminha para fechar mais um ano no vermelho, mesmo com as medidas emergenciais que vêm sendo adotadas. Recentemente, a fábrica na Zona Franca de Manaus ficou parada por mais de 30 dias. A companhia concedeu férias coletivas e, no retorno, licença remunerada para parte dos funcionários. Somadas todas as paralisações, a produção já caiu quase 70% ao longo deste ano. Não é de se estranhar que, neste cenário, o clima entre os sócios vá de mal pior. A chinesa Zongshen, que comprou o controle da Kasinski em 2009, atribui este desempenho a equívocos estratégicos cometidos pelo presidente da empresa e acionista minoritário, Claudio Rosa. Entre outras questões, os asiáticos criticam a prioridade dada ao mercado nordestino, justamente um dos mais afetados pelo aperto do crédito no segmento. Segundo o RR apurou, Claudio Rosa deverá deixar a presidência da Kasinski nas próximas semanas. Procurada, a empresa negou a mudança de comando.
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