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O governo do Espírito Santo planeja um follow on do Banestes. A avaliação é que há uma janela de oportunidade diante dos recentes resultados do banco. Em 2025, a instituição financeira atingiu o maior lucro da sua história – R$ 413 milhões, alta de 5,3% em comparação ao ano anterior. Além da captação de recursos em si, a oferta de ações permitiria reduzir a excessiva concentração de capital nas mãos do estado. O free float do banco público é de apenas 8% – os 92% restantes permanecem nas mãos do governo capixaba. A ideia do follow on ganha corpo após o Banestes ser chamado a participar da recomposição do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), na esteira da liquidação do Banco Master. Caberá à instituição financeira arcar com cerca de R$ 120 milhões. A ida ao mercado chama atenção pelo fato de o Banestes ser hoje um dos últimos dos moicanos. Trata-se de um dos três bancos estaduais ainda sobreviventes no país, ao lado do Banrisul e do BRB. Este último, como se sabe, atravessa delicada situação financeira e institucional, no rastro justamente do episódio do Banco Master.
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