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Governo
A presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Veronica Sánchez da Cruz Rios, tem buscado junto à equipe econômica uma verba suplementar para o órgão regulador. Mesmo com o recuo do governo na decisão de cortar de 25% do orçamento das agências reguladoras, a entidade vive uma preocupante secura financeira. Há riscos de paralisia de importantes serviços, a começar pelo funcionamento da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN). A ANA já reduziu o número de visitas técnicas e os trabalhos de manutenção nas estações da RHN. A rede reúne estruturas de medição e sistemas usados para monitorar em tempo real as condições hídricas e climáticas do Brasil. Qualquer soluço na operacionalização da RHN pode ter impacto direto sobre o planejamento e operação de usinas hidrelétricas, a gestão de recursos hídricos e mesmo sobre a atuação de órgãos da Defesa Civil. Entre os membros da Fazenda circulam relatórios que quantificam os potenciais prejuízos causados pela falta de verbas: estações de monitoramento desativadas ou operando abaixo da capacidade, quedas na qualidade e frequência de coleta de dados, impossibilidade de vistoria anual das estações, além da perda da capacidade de recompor instalações danificadas.
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