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O RR apurou que a Ourofino, maior empresa de saúde animal da América Latina, negocia a venda de um lote de vacinas contra febre aftosa para o laboratório argentino Tecnovax. Consultada, a empresa disse que “não comenta esse tipo de informação”. De acordo com a mesma fonte, as tratativas engrenaram depois que o governo Milei flexibilizou as normas para a importação dos imunizantes. Até maio, apenas produtos provenientes do Paraguai e do Uruguai estavam autorizados a entrar no país, uma regra feita sob medida para punir o Brasil. Custou caro. Com a reserva de mercado, fabricantes uruguaios e paraguaios elevaram os preços, o que levou os pecuaristas argentinos a pressionarem o governo a abrir as exportações de vacinas a outros países. O imunizante da Ourofino, por exemplo, chega ao país vizinho por metade do valor cobrado pelos dois grandes fabricantes locais, o Centro Diagnóstico Veterinario e a Biogênesis. Melhor para a empresa brasileira, que volta a acessar um mercado em expansão. No ano passado, os pecuaristas argentinos desembolsaram cerca de US$ 65 milhões para a imunização do rebanho. Estima-se que este valor vai chegar a US$ 105 milhões até 2030. Com valor de mercado de R$ 1,2 bilhão e receita líquida de R$ 1 bilhão no ano passado, a Ourofino exporta para mais de 30 países.
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