Alavancagem pesa sobre o telhado da Eternit

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Alavancagem pesa sobre o telhado da Eternit

  • 4/07/2025
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A escalada da alavancagem financeira da Eternit acendeu o alerta vermelho entre os investidores. No mercado, já há informações, inclusive, de que a empresa poderá lançar mão de uma emissão de papéis para repactuar o perfil do seu passivo. No primeiro trimestre de 2025, a relação dívida líquida/ EBITDA chegou a 1,6 vez. A olho nu, pode parecer um índice baixo, mas entre janeiro e março do ano passado essa proporção era de um para um. Há um nítido viés de alta no endividamento da companhia. O problema, maior não está exatamente no volume de dívida, mas na perda de capacidade de geração de caixa. A Eternit até conseguiu aumentar sua receita líquida em 6,3%, totalizando R$ 283,4 milhões no trimestre. No entanto, o EBITDA recorrente despencou 78,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2024, chegando a apenas R$ 3,6 milhões. A margem bruta consolidada, por sua vez, caiu de 21,2% para 14,9%. A empresa basicamente vendeu mais, mas ganhou muito menos.
Boa parte do estrago veio do desempenho da mineradora Sama, subsidiária que produz crisotila. Após uma parada programada, os volumes despencaram e a receita do segmento caiu 10,6%, comprometendo a margem de contribuição. A crise no negócio de amianto — já cercado por insegurança jurídica — expôs ainda mais a fragilidade do modelo da Eternit, que tenta se reinventar com novos produtos e digitalização, mas ainda carrega um portfólio ancorado em ativos arriscados.

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