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No mercado, o recuo de Michael Klein em sua ofensiva para assumir a presidência do Conselho da Casas Bahia vem sendo tratado como um mero jogo de cena. Por de trás da cortina, Klein estaria se articulando com acionistas da companhia para formar um grande bloco com peso suficiente para impor mudanças no management. Dono de 10,4% da rede varejista fundada por seu pai, Samuel Klein, o empresário já teria arregimentado um grupo de minoritários com algo em torno de 15% do capital.
A ideia de Klein seria reunir sob a sua liderança o equivalente a 35% da Casas Bahia, contando com a sua participação. Pelo seu cálculo, isso lhe permitiria rearrumar as cadeiras do board da empresa ao seu gosto. No início de abril, Klein chegou a convocar uma assembleia extraordinária de acionistas com o objetivo de se eleger chairman da companhia e também emplacar o seu indicado, Luiz Nannini, no Conselho.
Poucos dias depois, pediu o cancelamento da AGE. Não foi por boniteza, mas, sim, por precisão. O empresário identificou o risco de ser derrotado na votação. Agora, trata de buscar aliados para um novo bote sobre o board da Casas Bahia.
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