26.06.17
ED. 5647

“Síndrome de Setúbal”

A mosca azul da “perenidade” parece ter picado Jayme Garfinkel, controlador da Porto Seguro. O empresário tem flertado com a ideia de remendar mais uma vez o estatuto da seguradora e estender sua permanência na presidência do Conselho. Pela regra original, ele deveria ter deixado o cargo de chairman em novembro de 2016, ao completar 70 anos. No entanto, pouco antes da data limite, subiu o teto para os 72 anos, prorrogando seu mandato até o fim de 2018. Agora, se pergunta por que não seguir “aconselhando” formalmente seus executivos até os 74 ou 75 anos? Talvez seja a proximidade com Roberto Setubal, seu sócio – o Itaú é dono de 30% da seguradora. Setubal mudou o estatuto do banco e ganhou mais dois anos na presidência. De todo o modo, caso Garfinkel se contente em ser jubilado ao fim do ano que vem, o clã já tem um potencial sucessor no Conselho da Porto Seguro: em março deste ano, Bruno Garfinkel, filho de Jayme, deixou a diretoria de automóvel da empresa para se aninhar no board. Procurada pelo RR, a Porto Seguro não se pronunciou até o fechamento da edição.

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