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20.02.17
ED. 5564

A âncora de Lemann para a BR

A Lojas Americanas não enterrou seu interesse pela BR Distribuidora. Pelo contrário. A ideia com a aquisição não é pendurar uma loja da varejista em cada um dos postos. Quem pensou em algo tão simples subestimou as artes de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles – exibidas, mais uma vez, com a megaoferta pela Unilever. O projeto passa por implementar minishoppings em diversos postos, tendo a Americanas como loja âncora. Adquirida a rede de postos, o trio calafrio abriria negociações para atrair players complementares como parceiros ou mesmo sócios. Paralelamente seria necessário um choque de gestão no core business de distribuição de combustível, cujas margens são as mais baixas do setor. Mas tudo isso ao mesmo tempo e agora somente se a Petrobras topar ser minoritária e abrir mão da gestão. Por enquanto está difícil.

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19.01.17
ED. 5542

Bombril faz faxina para evitar recuperação judicial

Da Bombril periga sobrar apenas o bombril. Na tentativa de exorcizar o fantasma de uma segunda recuperação judicial no intervalo de uma década, o empresário Ronaldo Sampaio Ferreira decidiu colocar à venda boa parte das linhas de produtos da companhia. De acordo com informações filtradas junto à própria Bombril, o amaciante Mon Bijou já foi oferecido à Unilever.

Ferreira também busca um comprador para suas marcas de alvejante e de tira-manchas. Segundo o RR apurou, a norte-americana Reckitt Benckiser tem interesse no negócio. Estima-se que a venda destas três linhas renderia à Bombril algo em torno de R$ 200 milhões. A situação da Bombril é bastante delicada. No ano passado, após mudanças na gestão – Luiz Gustavo Figueiredo da Silva assumiu a presidência em março – a companhia até voltou a dar lucro. Mas carrega uma dívida líquida de R$ 112 milhões, quase sete vezes o Ebitda.

O patrimônio líquido está negativo em mais de R$ 300 milhões. Nos últimos dois anos, a empresa tem sofrido com uma geração de caixa continuamente baixa – a disponibilidade tem girado entre R$ 10 milhões e R$ 20 milhões. Ronaldo Sampaio Ferreira resistiu ao máximo à ideia de esquartejar a Bombril e vender ativos para salvar a companhia. Acabou convencido pelos números – e pelo consultor Ricardo  K, à frente do processo de reestruturação da empresa desde o início do ano passado. A princípio, além da tradicional palha de aço que dá nome à Bombril, Ferreira considera fundamental preservar também a linha de detergentes Limpol. No mais drástico dos cenários, a manutenção destes dois negócios garantiria à empresa cerca de 60% da sua atual receita, ou algo correspondente a R$ 600 milhões/ano.

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20.10.16
ED. 5479

O bolor da Anvisa

 A Unilever encabeça um grupo de grandes fabricantes de alimentos que encaminharam ao ministro da Indústria, Marcos Pereira, um menu de propostas para combater a burocracia na Anvisa. A liberação de licenças para novos produtos chega a demorar dois anos. No fim, nada vai dar em nada.

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• Mais um pouco e a Procter & Gamble terá de comprar o Boticário se quiser superar o concorrente no segmento de produtos de beleza. Mesmo com investimentos de R$ 120 milhões nesse ano, o dobro do Boticário, a companhia não está conseguindo superar a sina. Há seis anos, perdeu a terceira posição no ranking e nunca mais se recuperou. Tem 10% de mercado, contra 11% do Boticário. A líder do ranking, a Unilever, soma 12%. Nesse setor, 1% faz uma milionária diferença.

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 O que une o fundo Innova Capital, de Jorge Paulo Lemann, e a Península, de Abilio Diniz, não é apenas uma rede de padarias batizada de Benjamin, com nove unidades em São Paulo e comprada no ano passado por R$ 20 milhões. O próximo ponto de encontro dos dois empresários deverá ser no capital da Diletto, fabricante de sorvetes. Nesse caso, Lemann entrou no negócio primeiro – comprou 20% do capital da companhia por R$ 100 milhões – e agora acerta a entrada de Diniz. A proposta, para variar, é ambiciosa: colocar a Diletto nos calcanhares da maior fabricante de sorvetes depois das líderes Unilever, dona da Kibon com 21% do mercado nacional e da Nestlé – 7% de participação de mercado.  A operação cai como uma luva na estratégia da dupla de montar um colar de participações em empresas de pequeno e médio portes, vide o desembarque de Abilio Diniz no capital da Wine.com, anunciado ontem. O plano de Lemann e Abilio é aportar R$ 200 milhões na Diletto, passar a ter o controle da companhia e deixar os empresários Leandro Scabin, Fábio Meneghini e Fábio Pinheiro como minoritários. O capital será usado na expansão da capacidade de produção da Diletto para que até 2017 chegue a 40 milhões de litros de sorvete por ano, o que fará com que ultrapasse a norte-americana General Mills – proprietária da marca Häagen-Dazs –, a Creme Mel, de Goiânia, e a paulista Jundiá, respectivamente terceira, quarta e quinta colocadas no ranking do setor.  Com o plano de expansão, a Diletto deverá dar um pulo na receita, alcançando a marca de R$ 300 milhões contra um sexto disso atualmente. Lemann, que tem furor megalomaníaco em aumentar as margens de lucro celeremente, parece estar aprendendo, com a idade, a lidar melhor com o tempo mais longo de realização dos resultados dessas empresas adolescentes. Trouxe pelas mãos um Abilio igualmente bem mais amaciado. Tratam as companhias como se fossem moças debutantes. São administrações sem orçamento base zero ou demissões saindo pela porta e janela da empresa. Parecem estar ficando mais humanos. As seguintes empresas não se pronunciaram ou não comentaram o assunto: Península, Innova e Diletto.

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15.10.15
ED. 5227

Unilever

Segundo informações filtradas junto à Unilever, o faturamento do grupo no Brasil vai crescer 5% em 2015. Em outros tempos, seria uma performance decepcionante. Com o PIB a menos 2,5%, será uma proeza.

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26.08.15
ED. 5193

Unilever reserva um espaço na gôndola para a Bombril

A Unilever partiu para cima da Bombril. A concorrente é vista pelos anglo-holandeses como uma presa suscetível a uma boa oferta pelo controle. Por boa oferta leia-se algo em torno de oito vezes o Ebitda – aproximadamente US$ 250 milhões. A Bombril está às voltas com um crônico histórico de prejuízos, que desde 2012 se aproximam de R$ 250 milhões. Seu market share no setor de limpeza estagnou nos 6% – a Unilever, para efeito de comparação, domina 25% do mercado. Oficialmente, a Bombril garante que não está passando por nenhum processo de fusão ou venda do controle. Além da proposta feita ao empresário Ronaldo Sampaio Ferreira, dono integral das ações ordinárias da Bombril, a Unilever pressiona pelos flancos, construindo alianças com os sócios preferencialistas. Apesar de não dispor de poder de veto sobre as decisões de Ferreira, BNDESPar e Previ têm peso suficiente para influenciar no futuro da empresa. Tanto BNDESPar quanto Previ receberam com tapete vermelho a oferta da Unilever. Sonham em pular fora desse barco não é de hoje. A Unilever tem a solução final para resolver os mil e um problemas da Bombril: fechar o capital, enxugar o número de produtos, com mais de 400 itens, e transformar a companhia em um apêndice da nova estratégia dos anglo-holandeses de focar principalmente em produtos populares. O plano é simplesmente absorver a Bombril e misturá-la ao portfólio da companhia no Brasil. O reforço faz parte da estratégia de engorda da operação brasileira, que já é a segunda maior do grupo no mundo, com receita de US$ 2,5 bilhões. * A Unilever não comentou sobre o assunto.

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19.06.15
ED. 5145

Casquinha

A Unilever, dona da Kibon, mira em fabricantes regionais de sorvetes. A primeira da fila é a paulista Jundiá, que garante não estar a  venda.

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