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planos

 A recém-aprovada Lei da Responsabilidade das Estatais já enfrenta um princípio de rebelião na base do governo federal. O senador peemedebista Dario Berger está vendo o seu plano de escolha da diretoria da Eletrosul virar poeira. Trata-se de uma reviravolta que deverá mexer, inclusive, nas eleições para prefeito de Florianópolis, onde está a sede da estatal. O candidato do PSD (do ministro Gilberto Kassab), apoiado pelo PMDB nacional, é o atual prefeito Cesar Júnior. Sem os cargos, o PMDB catarinense deverá recusar o apoio à reeleição de Júnior.

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16.06.16
ED. 5391

Power Brothers

 Pelo “sistema de cotas” minuciosamente planilhado por Eliseu Padilha, caberá ao senador Dario Berger (PMDB-SC) escolher o novo presidente da Eletrosul. Sinal de quer Berger dominou o pedaço. Ainda no governo Dilma Rousseff, a estatal foi comandada por seu irmão, Djalma Berger.

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aporte
12.05.16
ED. 5367

Aporte nas estatais está no topo da agenda Temer

 As capitalizações da Petrobras e da Eletrobras, com recursos do governo, já está contratada junto ao futuro ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. É consenso entre os próceres de Michel Temer que o nível de endividamento das duas empresas superou a instância corporativa e beira a irresponsabilidade cívica. Ambas as estatais têm uma participação no crescimento econômico insubstituível. E encontram-se aos frangalhos devido a um passivo que não tem solução fora da injeção de recursos públicos. A estimativa é que a Petrobras não sai do ponto em que se encontra se não for capitalizada em R$ 100 bilhões. Essa ordem de grandeza não dispensa corte de despesas e de investimentos e venda de ativos. É uma medida indispensável, conforme Armínio Fraga, que vem sendo cogitado para a presidência da Petrobras. Quando o economista se manifesta publicamente a favor de um aporte de capital na estatal, existem pelo menos três hipóteses: ou ele está com a carteira da sua gestora de recursos abarrotada de papéis da dita cuja; ou faz o seu próprio lobby para o cargo; ou exerce o hábito de ser palpiteiro. O RR considera a terceira hipótese como a mais provável.  O modelo que está sendo cogitado é um derivativo da proposta do BTG de conversão da dívida da Petrobras junto aos bancos públicos. Em um novo ambiente econômico, com um dólar na faixa de R$ 3,20, previsão da própria estatal, a regulamentação das leis que retiram a obrigatoriedade de participação em 30% nos campos do pré-sal e o fim da exigência do similar nacional, é razoável esperar que a capitalização da empresa seja acompanhada pelo acionista minoritário. No final do ano passado, ainda com Joaquim Levy na Fazenda, e no início deste ano, com Nelson Barbosa na Pasta, Aldemir Bendine bateu na porta de ambos com o mesmo pedido. Não foi atendido. A perspectiva agora é a de que a dívida pública bruta é um problema consumado, para se resolver apenas mais à frente. O débito das estatais não pode mais ser ignorado.  A capitalização da Eletrobras será menos espetaculosa, mas não menos relevante do que a da Petrobras. Há engenhosidades sendo preparadas no laboratório de Minas e Energia de Michel Temer. Elas passam fundamentalmente pela área de transmissão. As participações da Chesf, Furnas, Eletronorte e Eletrosul no setor seriam transferidas para a própria holding, mais precisamente para um novo braço da estatal: a Eletrobras Transmissão. Esta empresa já nasceria como dona do maior colar de ativos no transporte de energia elétrica do país, com participação em quase metade das linhas transmissoras em operação e em fase de implantação. Ou seja: em uma das mãos, ativos maduros, já amortizados; na outra, a garantia de receitas futuras com a entrada em cena das novas concessões. Um mix que seria ofertado ao mercado numa bandeja de prata com a abertura de capital da Eletrobras Transmissão. Por vias oblíquas, o governo captaria recursos para a empresa-mãe tocar projetos prioritários, notadamente na área de geração – a começar pela construção das usinas do Tapajós. Nesse caso, aliás, Temer já vai receber de herança o modelo e o edital para a concessão das hidrelétricas.

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30.03.16
ED. 5337

Eletrobras é o fio de esperança na transmissão

 A Eletrobras é a Petrobras às avessas. Se, de um lado, o governo abriu mão da presença compulsória da petroleira no pré-sal; do outro, a holding do setor elétrico terá de engolir a fórceps quilômetros e mais quilômetros de linhas de transmissão. Diferentemente do que previa o modelo original, a Eletrobras vai entrar nos leilões do segmento previstos para abril e julho. A companhia terá participações minoritárias nos consórcios vencedores por meio das controladas Furnas, Eletronorte e Eletrosul. Apenas a Chesf ficará de fora – a companhia foi proibida pela Aneel de participar de novos empreendimentos de transmissão por conta de atrasos em antigos projetos. A entrada em cena da Eletrobras é vista no governo como a única maneira de viabilizar as novas licitações e evitar a repetição do fracasso registrado em novembro do ano passado: das 12 licenças ofertadas, apenas quatro receberam propostas. Na ocasião, a Aneel conseguiu arrecadar apenas R$ 3,5 bilhões, menos de 45% da receita estimada. Consultada, a Eletrobras não quis comentar o assunto.  A escassez de investidores e a ameaça de um novo insucesso falaram mais alto do que a intenção do governo de preservar o caixa da Eletrobras. Mesmo depois de a Aneel incorporar uma série de determinações feitas pelo TCU – a começar pelo fatiamento das licenças em dois leilões e o aumento da taxa de remuneração dos projetos de 8,5% para 9,5% –, faltam candidatos para a licitação. Segundo alta fonte do Ministério de Minas e Energia, até o momento apenas a Taesa – leia-se Cemig e o FIP Coliseu – garantiu sua presença na concorrência de abril. Ainda assim, condiciona sua participação à associação com a Eletrobras.  O desembarque nas duas próximas licitações da Aneel exigirá um contorcionismo financeiro da Eletrobras. A companhia terá de fazer ajustes no seu orçamento, remanejando recursos que estavam originalmente destinados a outros projetos na área de transmissão – o plano de investimentos da estatal prevê cerca de R$ 5 bilhões para este segmento.

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12.02.16
ED. 5305

Furnas é um condado nas Minas e Energia

   O recente vazamento do eventual projeto de abertura do capital de Furnas, prontamente desmentido pelo governo, mostrou o quanto é sinuosa e cheia de atalhos a estrutura hierárquica na área de Minas e Energia. O presidente da estatal, Flavio Decat, levou o assunto para a reunião com sindicalistas realizada no último dia 13 de janeiro – e de lá para a mídia – sem consultar formalmente o ministro Eduardo Braga e o seu superior imediato, o nº 1 da Eletrobras, José da Costa Neto. Segundo o RR apurou, a proposta de IPO de Furnas chegou a ser discutida no ano passado, dentro de um plano maior que previa também a oferta de ações da Eletronorte, Chesf e Eletrosul. No entanto, ela foi engavetada pelo próprio Eduardo Braga, que considerou o timing inadequado – nas reuniões, o ministro chegou a usar como exemplo as dificuldades da Petrobras para vender parte da BR. Decat não tomou ciência de Braga e desarquivou essa agenda por conta própria. Não foi o primeiro curto-circuito entre ambos. Consultada, a Eletrobras informou que “não há, neste momento, qualquer autorização governamental para a operação”.  Em condições normais de temperatura e pressão, o prazo de validade de Flavio Decat na presidência de Furnas já teria se esgotado – talvez antes mesmo deste último episódio –, devido ao seu, digamos assim, excesso de proatividade. Mas o organograma da cúpula do setor elétrico tem suas sutilezas. Decat pertence à cota pessoal de Dilma Rousseff, a quem é muito ligado desde os tempos em que ela estava no Ministério de Minas e Energia. Costuma ser recebido no Planalto com frequência superior à de muitos ministros. O próprio Eduardo Braga tem dificuldade em medir se o vazamento dos planos para um IPO de Furnas ocorreu por mero voluntarismo de Decat ou se esse balão subiu aos céus soprado pelo Planalto. Braga talvez prefira nem saber.

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14.01.16
ED. 5287

Dilema fraternal

 O senador catarinense Dário Berger está com o corpo no PMDB e a alma no PSDB, que já lhe ofereceu a ficha de filiação. O que ainda o prende ao atual partido é o receio de que sua ida para a oposição custe a cabeça do irmão, Djalma Berger, nº 1 da Eletrosul.

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11.11.15
ED. 5245

Eletrosul fecha o ano com “saldão” de ativos

 Se depender do presidente da Eletrosul, Djalma Berger, o governo Dilma Rousseff vai se tornar o mais privatista da história. Berger encaminhou ao Conselho da Eletrobras um plano de desmobilização de ativos capaz de enrubescer os economistas tucanos. Entre as “mercadorias” mais relevantes destacam-se a hidrelétrica de Mauá, no Paraná, e metade da participação da companhia na usina de Jirau, hoje de 20%. Na categoria “contrapeso”, o prato da balança chega a transbordar. Entram nesse pacote as linhas de transmissão dos Lotes A e E arrematadas pela estatal no leilão da Aneel de agosto do ano passado, o Complexo Eólico Cerro Chato, em Sant’Ana do Livramento (RS), as PCHs Barra do Rio Chapéu e João Borges, em Santa Catarina, e a hidrelétrica de São Domingo, no Mato Grosso do Sul. O Credit Suisse já foi contratado para avaliar os ativos e formatar o modelo de venda.  O clima na Eletrosul é de barata-voa. A Eletrobras é, ao mesmo tempo, algoz e vítima. Ela foi a responsável por cortar em 30% o orçamento da controlada. Mas o que fazer se ela própria é vítima do degringolamento das contas públicas? O fato é que Djalma Berger pretende colocar a holding em córner. Vai levar como alternativa o atraso ou mesmo o cancelamento de projetos de geração. Todas as saídas são ruins, inclusive a própria desmobilização, já que não há candidatos e, se existirem,  será na bacia das almas. Procurada pelo Relatório Reservado, a seguinte empresa não retornou ou não comentou o assunto: Eletrosul.

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09.07.15
ED. 5159

Eletrosul

Nova mudança a  vista no comando da Eletrosul. Apenas três meses após assumir a presidência da estatal, Marcio Zimmermann está deixando o cargo. Em seu lugar, assume Djalma Berger, que deverá ser nomeado amanhã. Ponto para Michel Temer. Djalma é irmão do senador Dário Berger (PMDB-SC), muito ligado ao vice-presidente.

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09.06.15
ED. 5137

Eletrosul

Dona de 49% do parque eólico de Geritabu (RS), a Eletrosul teria planos de reduzir sua participação no negócio. Formalmente, a estatal garante que tudo fica como está.

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17.04.15
ED. 5103

Múltipla escolha

O destino de Ideli Salvatti, que foi ejetada da Secretaria de Direitos Humanos para dar lugar a Pepe Vargas, ainda é uma incógnita. Ela pode ficar com a presidência dos Correios, assumir uma diretoria na CEF ou acabar na Eletrosul. Bem, ao relento ela não fica.

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12.01.15
ED. 5038

A Eletrosul busca um sócio

A Eletrosul busca um sócio para a vaga da Copel, que abandonou a construção de uma linha transmissora no Mato Grosso do Sul. A fatia dos paranaenses era de 24,5%. A subsidiária da Eletrobras tem outro tanto e o controle pertence a  espanhola Elecnor.

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