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planos
08.06.17
ED. 5636

Correios não manda nem telegrama para o Postalis

São tantos problemas nos Correios que a gestão das aposentadorias de seus funcionários deve ter se tornado a última das prioridades da estatal. Só isso explica a demora na indicação dos novos conselheiros do Postalis, de responsabilidade da mantenedora. Os mandatos de dois integrantes do Conselho Deliberativo e de um membro do Conselho Fiscal expiraram em 30 de abril. No entanto, só na quarta-feira passada, um mês depois, os Correios apresentaram os três substitutos. Aliás, três, não, quatro. Não sabe por que razão a estatal afastou do Conselho Fiscal do Postalis outro de seus representantes, Juliano Armstrong, cujo mandato só terminaria em 30 de abril de 2019.

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correios-rr-5542
21.03.17
ED. 5582

Postalis encontra mais uma carta-bomba na sua contabilidade

Qualquer dia, os mais de cem mil carteiros do Brasil ainda vão para as ruas protestar contra tantos maus- tratos… Em meio à maior razia da história dos Correios, os funcionários da estatal serão obrigados a engolir mais um prejuízo decorrente da desastrosa gestão do Postalis. Segundo informações filtradas junto à própria entidade, o fundo de pensão deverá fazer uma baixa contábil de R$ 65,6 milhões referente à compra de debêntures do Grupo Galileo, responsável pela quebra da Universidade Gama Filho, em 2013. O Conselho Fiscal do Postalis já teria recomendado o writeoff da cifra. Dos mais de R$ 100 milhões que teria de receber, contando os juros, o Postalis embolsou apenas R$ 44 milhões. Procurado pelo RR, o fundo de pensão não quis comentar o assunto.
Em 2011, quando a Gama Filho já patinava em dívidas, o fundo de pensão comprou os papéis pelo valor de face de R$ 81 milhões. O investimento é alvo de investigação na Operação Greenfield, que apura o desvio de recursos nos grandes fundos de pensão do país. Curiosamente, a “ótima” oportunidade de negócio foi conduzida pelo atual presidente do Postalis, André Motta, à época diretor de investimentos da entidade. Não custa lembrar que, em julho do ano passado, o próprio Conselho Fiscal tentou impedir a nomeação de Motta para a presidência da fundação.

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23.02.17
ED. 5567

Pouso forçado

O presidente dos Correios, Guilherme Campos, tem defendido o cancelamento em definitivo da compra de 49,99% da Rio Linhas Aéreas. Talvez seja melhor: a operação é alvo de investigação no TCU.

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26.01.17
ED. 5547

A sina dos Correios

Os Correios já acumulam um prejuízo de quase R$ 200 milhões em janeiro. Nesse ritmo, o rombo de 2017 será ainda pior do que o do ano passado, de R$ 2 bilhões.

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correios-rr-5542
19.01.17
ED. 5542

Deu ladrão nos Correios

Investigações da PF no âmbito da Operação “Os 8 Odiados”, deflagrada em dezembro, indicam que uma quadrilha teria desviado quase R$ 2 milhões em mercadorias dos Correios no Distrito Federal. O esquema contou com a participação de funcionários ligados à estatal. Os Correios informam que “as apurações estão em andamento, mas é possível adiantar que existem fortes evidências de participação de empregados terceirizados”. Sobre o tamanho do prejuízo, a estatal garante que, por Deus ora, as cifras apuradas estão na casa dos R$ 600 mil. Tomara!

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10.01.17
ED. 5535

Velho fantasma

A venda de 49,99% da Rio Linhas Aéreas para os Correios, feita sem licitação, voltará à ordem do dia. O TCU, que suspendeu a operação no ano passado, deverá julgar até março o recurso da estatal contra a decisão. Parecer técnico do órgão já apontou risco ao erário. Os Correios informaram que “até o momento, não têm conhecimento do assunto.”

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Está reaberta a temporada de caça a cargos públicos. No governo estima-se que mais de uma centena de distintos dirigentes do Banco do Brasil, Caixa, Petrobras, Correios, Infraero etc. não atendam às novas regras da recém-promulgada Lei de Responsabilidade das Estatais.

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02.01.17
ED. 5529

Carta bomba

A direção dos Correios vai apresentar até fevereiro uma solução para o Postal Saúde, o deficitário plano médico  responsável por quase um terço dos custos da estatal. Procurado, os Correios negam a reestruturação. Mas confirmam a criação de uma comissão para “propor melhorias” na operação. Os carteiros do Brasil temem pelo pior.

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29.12.16
ED. 5527

O “ciclo olímpico” do ajuste

Foi dada a largada na temporada de cortes nos patrocínios estatais aos esportes olímpicos – conforme antecipou o RR na edição de 7 de novembro. Quem saiu na frente foi o Banco do Brasil, que fechou um novo acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei no valor de R$ 218 milhões para o próximo quatriênio, 25% a menos do que o contrato anterior. Nos primeiros dias de 2017, será a vez de os Correios anunciarem os novos termos da parceria com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA): os valores para o próximo ciclo olímpico deverão girar em torno de R$ 45 milhões, menos da metade dos R$ 95 milhões investidos entre 2012 e 2016.

Essa também deverá ser a linha de corte da Caixa Econômica: a área de marketing do banco trabalha com uma cifra 50% inferior para a parceria com as confederações de atletismo, ginástica, ciclismo e lutas, que receberam R$ 250 milhões nos últimos quatro anos. Procurada, a Caixa informou que sua “estratégia para o próximo ciclo olímpico só será definida em janeiro”. Os Correios, por sua vez, disseram que o acordo com a CBDA ainda está em negociação.

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08.12.16
ED. 5512

A nova “carta-bomba” do Postalis

O Postalis estuda a criação de um fundo exclusivo para abrigar ativos podres de sua carteira. O problema é que esta possibilidade já abriu uma nova frente de conflito entre os associados e a diretoria da fundação. Escoltados por seus representantes nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, funcionários e aposentados dos Correios já estariam se mobilizando para brecar a medida tanto na esfera administrativa quanto, se necessário, na jurídica.

O receio dos beneficiários do Postalis é que as participações penduradas nesse fundo sejam vendidas a terceiros a preços aviltados, com enormes deságios sobre a cifra original lançada em balanço. Fundos especializados na compra de junk bonds teriam sondado o Postalis, oferecendo pagar, no máximo, 5% sobre o valor de face dos títulos. Procurado, o Postalis nega a criação do fundo, mas confirma que “estuda alternativas para a recuperação dos seus ativos provisionados”. A fundação afirma ainda desconhecer qualquer mobilização dos beneficiários contra a direção.

A eventual criação de um fundo com ativos podres ainda dependeria da anuência da Previc, o órgão regulador do setor, mas os associados da Postalis querem furar esse balão de ensaio antes que ele ganhe altitude. Em tese, a proposta até faz sentido: os recursos arrecadados com a venda dos ativos podres seriam destinados a amortizar o déficit acumulado da fundação, próximo dos R$ 6 bilhões. De boas intenções, no entanto, os beneficiários do Postalis já estão fartos. Eles temem que a medida seja usada para justamente encobrir irregularidades e, sobretudo, evitar a responsabilização jurídica de ex-dirigentes que aprovaram investimentos sob suspeita.

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confederacao-rr-07
07.11.16
ED. 5490

Estatais mandam a conta do ajuste para os atletas olímpicos

 O governo Temer está prestes a servir um tira-gosto da sua nova política para o esporte. O prato raso será colocado à mesa no fim deste mês, quando se encerra o atual contrato de patrocínio dos Correios com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). A estatal vai anunciar uma drástica redução nos valores repassados à entidade. No último ciclo olímpico, os Correios desembolsaram cerca de R$ 95 milhões. Estima-se que a cifra cairá a menos da metade. Trata-se de uma medida com forte impacto simbólico: a empresa patrocina a natação brasileira desde 1991, naquela que é a mais longeva parceria entre uma estatal e uma confederação esportiva no país. É apenas o começo: o ministro dos Esportes, Leonardo Picciani, já sinalizou a dirigentes de outras entidades que, nos próximos três meses, todas as estatais vão rever ou mesmo rescindir seus respectivos contratos de patrocínio esportivo. Será a suada “contribuição” dos atletas brasileiros para o ajuste nas contas públicas.  Na prática, as estatais se tornaram agentes de políticas públicas para o esporte, com forte peso na formação de atletas. Nos últimos quatro anos, elas injetaram quase R$ 2,5 bilhões em mais de duas dezenas de confederações. Ou seja: foram praticamente R$ 600 milhões por ano, mais de três vezes o valor total do Bolsa Atleta – R$ 160 milhões em 2016. É praticamente impossível encontrar uma modalidade olímpica que não seja visceralmente dependente de uma empresa pública. O BNDES apoia a canoagem e o hipismo. A Caixa é o banco pagador do atletismo, da ginástica, do ciclismo, entre outros. A Petrobras garante o judô e o boxe. A Eletrobras tem uma longa parceria com o basquete. O Banco do Brasil patrocina a vela, o pentatlo e, sobretudo, o vôlei. Todos levarão uma cortada do ajuste econômico. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Correios.

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18.10.16
ED. 5477

Correios

 O Correios estaria preparando um Plano de Demissões Voluntárias. Seria uma antessala para a posterior venda de participações em áreas específicas, como logística e encomendas expressas. • Procuradas, as seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Correios.

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correios-rr-12
12.09.16
ED. 5452

Postal Saúde é uma carta fora dos planos dos Correios

O novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, recebeu carta branca para mexer em um vespeiro. Criada em 2013, durante o governo Dilma Rousseff, para cuidar da assistência médica dos quase 120 mil funcionários da estatal, a Postal Saúde estaria com os dias contados. Segundo o RR apurou, a estatal estuda um novo modelo sem descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho, que prevê assistência integral aos empregados. A terceirização da carteira, com a contratação de uma operadora de plano de saúde, seria a opção mais provável para a gestão do serviço.  Procurada, a estatal nega o fechamento do Postal Saúde e a terceirização do serviço. Está feito o registro. O fato é que o assunto vem sendo tratado internamente com o maior cuidado e discrição. Por ora, as discussões estão restritas ao alto-comando dos Correios. De antemão, a direção da estatal já contabiliza o risco de uma batalha jurídica. A medida deverá provocar fagulhas e faíscas junto aos empregados, que perderão poder sobre a condução de um negócio que movimenta mais de R$ 1,5 bilhão por ano. Hoje, todos os diretores da Postal Saúde são funcionários de carreira da estatal, a começar pelo atual presidente, Ariovaldo Câmara, que assumiu a presidência há apenas dois meses.  Os números depõem em alto e bom som contra a Postal Saúde. A empresa é uma “miniPostalis” – antes que alguém faça alguma interpretação enviesada, a comparação com o encalacrado fundo de pensão dos Correios diz respeito aos maus resultados financeiros. Segundo o RR apurou, seria necessário um aporte da ordem de R$ 2 bilhões para cobrir os gastos e prejuízos da subsidiária, cifra que os Correios negam. O que não dá para negar é que a saúde financeira da estatal não permite mais sobressaltos desta natureza. No ano passado, os Correios tiveram um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Some-se a isso o fato de que a companhia terá de abrir o caixa e se unir aos próprios empregados para cobrir o déficit atuarial do Postalis, superior a R$ 6 bilhões.

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 A Operação Greenfield, deflagrada pela Polícia Federal na última segunda-feira, começa com o nome trocado. Deveria se chamar “Operação Investimentos Maduros”. A obsessão pelas estatais Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios, e seus respectivos fundos de pensão, assim como o desejo de achar algum petista envolvido em qualquer tramoia, acaba por dirigir a investigação para desequilíbrios atuariais ou irregularidades no trade. Melhor seria se a PF colocasse a lente na pilha de associações de rentabilidade inaceitável, revolvendo os investimentos de M&A, onde se encontram as piores e inexplicáveis participações das fundações. É lá que está o mapa das propinas. É pesquisa para mais de 30 anos.  No governo FHC despachar o mico para os fundos de pensão virou lugar comum. É bem verdade, nem tudo foram urtigas: houve aquisições positivas, como a Vale. Mas uma grande parcela das compras foi de companhias em situação lastimável, que vêm sugando as reservas dos fundos até hoje. Em algumas delas, as fundações, mais especificamente a Previ, não poderiam participar por determinação estatutária. E mesmo assim entravam ilegal e desarvoradamente no capital de empresas deficitárias. O RR não vai nominar nem uma das centenas de companhias passíveis de um “Lava Fundos”. Mas o mercado todo sabe. Tanto quanto sabia das propinas das empreiteiras em obras públicas.

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postalis-rr-15
15.08.16
ED. 5433

Conselheiros transformam Postalis em campo de batalha

 O que mais falta acontecer ao Postalis? Abalado por seguidos escândalos, suspeitas de desvios de recursos e um rombo da ordem de R$ 6 bilhões, o fundo de pensão dos Correios enfrenta agora uma guerra entre as suas mais altas instâncias de poder. De acordo com uma fonte ligada à fundação, o Conselho Fiscal estaria entrando com uma representação na Secretaria de Previdência Complementar (Previc) contra o Conselho Deliberativo. O objetivo seria anular uma série de atos aprovados pelo órgão, a começar pela recente demissão de Silvio Gulias, que chefiava a área de auditoria da fundação. Gulias foi responsável pela elaboração de um minucioso relatório que levanta denúncias contra o novo presidente do Postalis, André Luiz Motta – ver RR edição de 4 de julho. Segundo a mesma fonte, o documento lista mais de uma dezena de contratos com fornecedores firmados quando André Motta ocupava a diretoria de investimentos do fundo. Na avaliação da auditoria interna, alguns desses acordos teriam sido fechados sem licitação por influência do executivo. Procurado pelo RR, o Postalis confirmou a demissão do auditor Silvio Gulias “por motivos técnicos”. O fundo negou a existência de disputa entre os conselhos. Disse também desconhecer qualquer ação de conselheiros junto à Previc. O fundo não se pronunciou especificamente acerca do relatório elaborado pela área de auditoria. Sobre as denúncias contra André Motta, o Postalis afirma que “se houvesse qualquer irregularidade envolvendo o nome do executivo, a Previc não teria concedido a habilitação ao novo presidente.”  Antes que André Motta assumisse a presidência, os conselheiros fiscais chegaram a recomendar o adiamento da sua posse com base no relatório produzido pela equipe de auditoria, conforme também noticiou o RR em 4 de julho. No entanto, menos de uma semana depois, a nomeação foi confirmada. O próprio Conselho Deliberativo não apenas bancou a indicação do executivo como estaria fazendo de tudo para blindá-lo no cargo.  O fogo cruzado entre os poderes do Postalis se intensifica a cada dia, com acusações de parte a parte. Nos bastidores, os conselheiros fiscais alegam que o Conselho Deliberativo estaria agindo para acobertar possíveis irregularidades cometidas pelo André Motta na diretoria de investimentos com o intuito de salvar a própria pele. Isso porque muitas das operações e contratos firmados à época foram aprovadas pelos mesmos conselheiros. Em contrapartida, o Conselho Deliberativo acusa os conselheiros fiscais de vocalizarem interesses de grupos políticos que foram derrotados na escolha do novo presidente – diga-se de passagem, uma indicação do PSD, do ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab. Segundo o RR apurou, o Conselho Deliberativo defende a destituição dos integrantes do Conselho Fiscal, a começar pelo seu presidente, Reginaldo Chaves.

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05.08.16
ED. 5427

Convites via correio

 O novo presidente dos Correios, Guilherme Campos, tornou-se um dos personagens do governo mais assediados por parlamentares, prefeitos e integrantes do Judiciário. Nada a ver com a reestruturação da estatal, os escândalos no Postalis ou as denúncias que pesam contra ele de falsificação de assinaturas à época da criação do seu partido, o PSD. Campos tem recebido uma saraivada de pedidos de ingressos para as Olimpíadas. O Correios é um dos patrocinadores da Rio 2016.

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21.06.16
ED. 5394

Mais cartas

 Da mesma forma que a Petrobras faz força para pular fora da participação compulsória no pré-sal, os Correios já não querem mais ter o mesmo tratamento na entrega de correspondências. Consultada, a estatal nega ter interesse na quebra do monopólio. No entanto, segundo o RR apurou, o assunto já é discutido pela nova diretoria da empresa. A obrigatoriedade tem exigido investimentos volumosos da companhia, mas a rentabilidade é inferior a 5%. A operação responde por metade da receita; há cinco anos, esse índice era superior a 70%. Está faltando um Pedro Parente nos Correios.

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esportes
20.06.16
ED. 5393

Temer entra de carrinho nos patrocínios esportivos das estatais

 Após gerar indignação na classe artística com a extinção do Ministério da Cultura, Michel Temer corre o risco de despertar a revolta de zagueiros, cabeças de área, e, no limite, ginastas, judocas e remadores – para não falar da cartolagem em geral. Há uma crescente disposição do Planalto de rever o volume de recursos estatais destinados a patrocínios esportivos. A justificativa para a antipática medida combinaria argumentos técnicos e políticos. Na visão de Temer, muitos dos contratos de publicidade mantidos por empresas públicas não trazem o retorno esperado em termos de exposição da marca e teriam como principal motivação beneficiar aliados do PT. Um caso emblemático é o do patrocínio da Caixa Econômica ao Corinthians, do deputado federal petista Andrés Sanchez, ex-presidente do clube e muito ligado a Lula. Não por acaso, os maiores cortes atingiriam exatamente as verbas de marketing da Caixa para o futebol. Para este ano, o banco fechou acordos de patrocínio com 12 clubes brasileiros, entre eles Corinthians, Flamengo, Vasco, Atlético-MG e Cruzeiro, com um investimento somado da ordem de R$ 125 milhões.  Por ora, os esportes olímpicos seriam preservados. No entanto, entre os próprios dirigentes das mais diversas confederações apoiadas por empresas estatais, o receio é que o dead line para a trégua seja a Olimpíada. Logo após o evento, as torneiras começariam a ser fechadas. Independentemente do timing, o governo está cutucando um vespeiro. Caso os cortes se confirmem, a economia será extremamente pequena vis-à-vis o desgaste político – mais um – que a medida poderá proporcionar. Tome-se como exemplo os esportes olímpicos. Ao longo de todo o ciclo 2012-2016, estima-se que as empresas estatais desembolsarão cerca de R$ 2,5 bilhões, ou pouco mais de R$ 600 milhões/ano, em patrocínios a diversas modalidades. O Banco do Brasil, por exemplo, gasta por ano R$ 70 milhões com a Confederação Brasileira de Vôlei – diga-se de passagem, contrato que já esteve no centro de um escândalo de desvio de recursos públicos. Os Correios investem por ano outros R$ 68 milhões, a maior parte endereçada à Confederação de Desportos Aquáticos. Neste cesto, é bom que se diga, há recursos fundamentais para a formação de atletas, verbas que trafegam no limite entre o esporte e a educação.

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susep-previc
25.05.16
ED. 5376

Susep e Previc se cruzam em uma super agência reguladora

 A Fazenda pretende ressuscitar um projeto há tempos esquecido nos escaninhos do Poder. Trata-se da criação de uma super agência reguladora das áreas de seguro e previdência privada, setores que se tornaram praticamente um só. A proposta passa pela fusão da Supep (Superintendência de Seguros Privados) com a Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar). O primeiro passo nesta direção já foi dado com a transferência da Previdência para a Pasta de Henrique Meirelles, levando a reboque a própria Previc. Hoje, as duas autarquias são vistas pelo governo e pelo próprio mercado como entidades enfraquecidas, sem expressão. No caso específico da Previc há ainda o desgaste por conta dos sucessivos rombos e episódios de má gestão nos fundos de previdência ligados às estatais. Este é justamente um dos principais combustíveis da proposta. Na avaliação da Fazenda, a super agência terá uma maior sinergia regulatória e, consequentemente, maior eficiência na supervisão e fiscalização. Esta nova configuração reduziria, por exemplo, o risco de casos semelhantes ao do Postalis, o fundo de pensão dos Correios que carrega um rombo de R$ 5 bilhões e inúmeras acusações de gestão fraudulenta.  Além de proporcionar maior segurança regulatória, o governo e os agentes do setor apostam que este novo ambiente estimulará um negócio que ainda engatinha no Brasil: o mercado de annuities. Muito comuns nos Estados Unidos, onde o setor movimenta por ano mais de US$ 230 bilhões, as annuities são contratos de longo prazo. Uma seguradora ou um fundo de previdência transfere o risco do fluxo de caixa dos desembolsos futuros, relacionados aos benefícios de planos de previdência em período de desacumulação. O tomador é o emissor das annuities. Dessa forma, é possível mitigar os riscos associados às garantias de uma renda vitalícia. Trata-se de um produto que, por definição, depende de um arcabouço regulatório extremamente rigoroso, regido por normas praticamente inquebrantáveis. Países sul-americanos, como o Chile, tiveram êxito ao criar regras para fomentar o setor. Estudos de grandes seguradoras internacionais indicam um mercado potencial de até US$ 50 bilhões no Brasil, cifras que aguçam o interesse de grupos como Munich Re, Swiss Re, além de fundos de securitização.

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23.03.16
ED. 5333

Crise sai pior do que a encomenda para os Correios

  Além de um rombo superior a R$ 2 bilhões, o governo Dilma Rousseff poderá deixar outro indesejável legado para os Correios: a perda da histórica primazia no mercado de encomendas expressas. A grave crise financeira da companhia começa a abrir espaço para o avanço de grandes grupos internacionais em um segmento no qual a estatal sempre teve mais de 50% de market share. A maior ameaça atende pelo nome de FedEx. No momento em que os Correios acumulam seguidos prejuízos, fecham agências e perdem terceirizados, a empresa norte-americana tira do papel um programa de investimentos com o objetivo de quadriplicar sua operação no país. Embalada pela aquisição mundial da TNT Express, recém-aprovada pelo Cade, a FedEx pretende aumentar sua rede de 300 para 1,2 mil agências em três anos. Até 2019, o grupo espera cobrir até 90% das cidades brasileiras com mais de 500 mil habitantes. Além da abertura de lojas próprias, a FedEx mira nos próprios franqueados que a estatal deverá deixar pelo caminho. Segundo o RR apurou, os Correios deverão perder cerca de 200 das pouco mais de mil agências que operam no sistema de franchising – corte negado pela empresa.  A perda de participação no mercado de encomendas expressas tem forte impacto sobre as finanças dos Correios. O setor responde por mais de 40% da sua receita. Mantido o ritmo dos últimos três anos, a companhia deverá chegar a 2017 com menos de 45% de share. Cada pontinho desses que se vai leva junto R$ 250 milhões em faturamento. Do lado contrário, a FedEx sobe a ladeira. Desde 2012, saiu de 10% para 20% de participação. Sua meta é chegar a 30% até 2019. A atual fragilidade da estatal joga a seu favor. A direção da companhia chegou a solicitar um aporte de recursos do Tesouro Nacional, proposta já rechaçada pelo governo. Mais de 40% das agências dos Correios operam no vermelho. Não por outro motivo, a empresa já anunciou o fechamento de lojas próprias – conforme antecipou o RR na edição de 10 de março. O número deverá chegar a dois mil pontos. A FedEx agradece. Procurada pelo RR, a FedEx não comentou o assunto.

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10.03.16
ED. 5324

Correios

s Correios estudam o fechamento de até 5% da sua rede de lojas próprias, o equivalente a 300 agências, para reduzir custos e melhorar seus raquíticos resultados. Procurada, a estatal confirmou que “está trabalhando em medidas de redução de despesas buscando sua sustentabilidade financeira”.

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24.02.16
ED. 5313

Fraude no Postalis também se escreve com “X”

  As investigações da Polícia Federal que apuram um rombo de R$ 5 bilhões nas contas do Postalis avançam sobre a participação do fundo no antigo Império “X”. Há fortes indícios de irregularidades na compra de ações da então OGX feitas entre 2010 e 2011. A fraude seguiria o modus operandi adotado na aquisição de títulos do BVA, também sob investigação da PF. Corretores no exterior, notadamente nos Estados Unidos, teriam comprado ações da OGX, revendendo-as por um valor mais alto a empresas offshore. No passo seguinte, o Postalis teria adquirido os títulos a preços ainda maiores. Procurada, a fundação diz “não ter conhecimento sobre as referidas investigações”. A entidade informou que “as ações do grupo EBX foram adquiridas através de um fundo de investimentos que, por sua vez, investia em outro fundo.” O Postalis afirma ainda que todo o processo de aquisição foi conduzido pelo BNY Mellon, gestor dos dois fundos.  Na época, a fundação dos Correios aplicou cerca de R$ 130 milhões em empresas da EBX. Para se ter uma ideia do tamanho do negócio e do seu impacto sobre as finanças da entidade, em determinado momento as empresas “X” responderam por mais de 20% dos investimentos do Postalis em renda variável.

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13.01.16
ED. 5286

Postalis

 O presidente do Postalis , Antonio Carlos Conquista, está por um fio. Indicado pelo petista Wagner Pinheiro, ex-presidente dos Correios, Conquista é alvo da Polícia Federal e da CPI dos Fundos de Pensão

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30.11.15
ED. 5258

Sedex 15

 Wagner Pinheiro deixou uma pauta-bomba para Giovanni Queiroz, seu sucessor na presidência dos Correios . Na contas da estatal, o reajuste das tarifas postais de 8,97% não dá nem para a saída. Para reequilibrar as finanças dos Correios, será necessário um índice superior a 15%

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11.11.15
ED. 5245

Novo endereço

 Wagner Pinheiro não ficará ao relento após deixar os Correios. O ministro Ricardo Berzoini trabalha pela sua nomeação para uma vice-presidência da Caixa. Talvez fosse melhor não perder tempo com isso.

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05.10.15
ED. 5220

CorreiosPar é resgatada entre os achados e perdidos

O governo decidiu ressuscitar um projeto que estava praticamente esquecido na caixa postal dos Correios. Trata-se da CorreiosPar, o braço de participações da estatal. Em tese, a empresa já existe. Foi formalmente instituída em julho do ano passado, com a premissa de reunir um colar de subsidiárias que seriam montadas a partir da diversificação das atividades dos Correios. Tem até diretor-presidente: Jorge Luiz Gouvêa, no cargo há cerca de um ano. Na prática, porém, jamais saiu do papel, um pouco pelas frustradas tentativas de parceria nas mais variadas áreas de negócio, um pouco pela própria inércia que viceja em Brasília. Agora, a proposta da CorreiosPar é reavivada com pretensões que vão além do projeto original. O governo vislumbra a possibilidade de rechear esse envelope ainda vazio com participações nos mais variados negócios e, posteriormente, abrir o capital da nova companhia, seja por meio de um IPO em Bolsa, seja com a oferta de ações para um sócio estratégico. A venda de 51% do controle a investidores privados permitiria à CorreiosPar se livrar das amarras de uma empresa estatal, com os ganhos de praxe: desde agilidade na tomada de decisões a condições mais favoráveis para a obtenção de crédito. Oficialmente, os Correios garantem que o projeto jamais foi abandonado e continua em andamento. De fato, a CorreiosPar já poderia até ter decolado, carregando como seu primeiro ativo a participação societária na Rio Linhas Aéreas. No entanto, o tão sonhado projeto dos Correios de ter uma frota própria de aviões está sub judice. O TCU suspendeu a compra de 49,99% da Rio por entender que a estatal burlou a lei de licitações. Sem aeronaves, mas com os pés no chão, a direção dos Correios trabalha em cima de dois negócios que faziam parte do escopo original da CorreiosPar e foram engavetados junto com o projeto. A companhia deverá anunciar até o fim do ano a criação de uma subsidiária de serviços digitais, com foco em certificação e impressão e emissão eletrônica, notadamente contas de concessionárias públicas. Em outro front, pretende montar também uma operadora de telefonia móvel virtual (MVNO). O MVNO consiste na prestação de serviços de transmissão de dados e voz por meio do aluguel da rede de grandes empresas de telefonia, portanto sem a necessidade de uma estrutura própria de telecomunicações. É bem verdade que o segmento de MVNO ainda não emplacou no Brasil. Bancos e redes de varejo, como Pão de Açúcar, chegaram a estudar a criação de operadoras próprias, mas não levaram o projeto adiante. Os Correios, no entanto, consideram que, no seu caso, o negócio é viável. A estatal enxerga uma demanda reprimida dentro de casa, leia-se corporações de médio e grande portes que já utilizam seus serviços postais. Em um só pacote, a companhia poderá oferecer a um único cliente transporte de encomendas expressas, impressão e postagem de documentos certificados e serviços de telefonia.

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31.07.15
ED. 5175

A direção dos Correios

A direção dos Correios já torce para que o TCU breque em definitivo a transferência de 49,99% da Rio Linhas Aéreas para a estatal. Mais do que economizar R$ 50 milhões, a empresa se livrará de um negócio deficitário e que já gerou muita controvérsia.

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15.07.15
ED. 5163

Caixa postal

Os Correios engavetaram o projeto de comprar empresas postais no exterior, notadamente na América do Sul. Formalmente, a estatal garante que sua prioridade é fechar parcerias com congêneres nos Estados Unidos e na àsia. Até que para uma empresa cujo presidente está no maior “cai não cai” desde janeiro, caso de Wagner Pinheiro, os Correios estão indo longe demais.

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07.05.14
ED. 4865

Além da Funcef

 Além da Funcef, os eflúvios do doleiro Alberto Youssef pairam também sobre o Postalis, o sempre encrencado fundo de pensão dos funcionários dos Correios.

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