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Segundo o RR apurou, o Casino pretende realizar o follow on do Assaí no primeiro trimestre de 2023. Os franceses entendem que nesse timing encontrarão uma ambiência econômica mais favorável à operação. A oferta de ações da rede atacadista poderá envolver até 30% do capital, ou algo próximo de US$ 500 milhões.
A nomeação do ex-presidente da Copersucar João Teixeira para o Conselho de Administração da Mosaic no Brasil dá algumas pistas da estratégia que os norte-americanos estão bolando. No setor, a chegada de Teixeira é vista como um forte sinal de que a fabricante de fertilizantes pretende oferecer soluções de financiamento para tanto para a sua cadeia de fornecedores quanto para o próprio agronegócio. Teixeira é respeitado no mercado como um criador de engenhosas soluções financeiras. Entre outras experiências, foi CEO do Banco Votorantim e ocupou cargos na direção do Grupo Santander e no ABN Amro.
A agritech peruana Space AG planeja entrar no agronegócio no Brasil. Especializada no monitoramento de lavouras, especialmente no cultivo de frutas, a startup recebeu no ano passado aportes de fundos norte-americanos, entre os quais o The Yeld Lab Latam. O ingresso no Brasil é uma peça fundamental no projeto de expansão da Space AG na América Latina – recentemente, a empresa entrou no México e no Chile.
Fechou o tempo nos bastidores do PL. O presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, tem se referido ao senador Wellington Fagundes, do Mato Grosso, de quinta coluna para baixo. Fagundes, nome forte na bancada ruralista, vem deslizando na direção de Lula, inclusive intermediando a interlocução entre assessores do futuro governo e empresários do agronegócio.
O RR apurou que Westwing, uma das maiores redes de artigos de móveis e artigos de decoração do país, tem procurado outras empresas do setor para um possível M&A. Houve conversações neste sentido com a Mobly, mas as tratativas não avançaram. Nos últimos meses, a Westwing reviu investimentos e segurou seu plano de abertura de lojas.
O governador eleito de São Paulo, Tarcísio Ferreira, não foi contatado pelo comitê de transição do governo Lula. Tarcísio se diz pronto a dar sua colaboração pessoa, passando informações sobre sua gestão e motivação das suas prioridades. Tem dito também que não tem nada contra Lula e quer manter o melhor diálogo com o governo federal. Freitas não é bobo. Sabe que não se rasga dinheiro. O economista Gabriel Galípolo, ex-presidente do banco Fator e integrante do comitê de transição da Infraestrutura com maior proeminência, não tem demonstrado o menor entusiasmo com essa colaboração, ainda mais que ela se dê de forma pública. Os titulares de Ministério do Bolsonaro e os seus áulicos não são bem-vindos. As informações estão sendo levantadas junto aos técnicos, com ênfase aos quadros de carreira dos diversos órgão de governo. Chega de bolsonaristas.
A equipe de transição do PT na área de educação já está debruçada sobre um tema sensível: o fim do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, implementado pelo governo Bolsonaro. O objetivo é suspender uma iniciativa vista pelo futuro como um projeto de doutrinação e uma interferência indevida no modelo educacional brasileiro. O programa foi a forma encontrada pelo presidente Jair Bolsonaro para ampliar o número de colégios “militares” sem a necessidade de construção de novos estabelecimentos integralmente sob a gestão do Exército. Até o momento, a iniciativa abrange 127 escolas públicas em todo o país. Ressalte-se o “até o momento”. O Ministério da Educação promete converter mais 89 escolas ao sistema até o fim do ano, um custo da ordem de R$ 1 milhão cada uma. Parece até uma vendeta premeditada.
A disparada do número de escolas cívico-militares ao apagar das luzes da gestão Bolsonaro acabará aumentando o desgaste que o governo Lula terá de administrar com a “desmilitarização” na área de educação. O programa envolve as Forças Armadas, ainda que os oficiais participantes do projeto sejam todos da reserva. Na média, os colégios participantes do programa contam com 18 militares inativos para cada mil alunos. Eles têm atuação direta tanto na gestão escolar quanto na formulação do modelo de ensino.
Klabin e Suzano deverão anunciar um novo reajuste nos preços da celulose ainda neste ano. As duas fabricantes brasileiras surfam a tempestade, ou melhor, a bonança perfeita: alta demanda global e restrições na oferta do produto. Essa combinação tem mantido as cotações da celulose de fibra curta seguidamente acima dos US$ 860. Klabin e Suzano enxergam espaço para mais um aumento devido aos gargalos na logística global e ao adiamento da entrada em operação de novas fábricas, caso do Projeto Mapa, da chilena Arauco. O mercado trabalha com a projeção de que os preços vão ceder no médio e longo prazo. Mas, no horizonte mais curto, predomina a aposta na alta dos preços. O paradoxo, no entanto, é que as ações tanto da Klabin quanto da Suzano não refletem essa estimativa. A primeira acumula uma queda de 11,9% no ano. Já a Suzano soma uma desvalorização de 3,3% ao longo de 2022.
O RR apurou que o grupo hospitalar Mater Dei, de Minas Gerais, planeja entrar no Rio de Janeiro. Trata-se de um movimento importante no setor, leia-se o ingresso de um “forasteiro” em uma região dominada pela Rede D´Or. O Mater Dei já está vasculhando oportunidades de aquisição na cidade. Talvez nem precise procurar muito. Na semana passada, o grupo anunciou um acordo de “cooperação técnica” com a Americas Serviços Médicos, dona de seis hospitais no Rio – entre os quais o Samaritano. As duas empresas garantem que a parceria não envolve “investimentos conjuntos”. Mas vai saber…
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