Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Aqua Capital tenta fisgar um comprador para a GeneSeas

6/02/2023
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A gestora Aqua Capital tem sondado possíveis compradores para a sua participação na GeneSeas, empresa que atua no setor de pescados. O mar não está para peixe e nem para a companhia. Controlada pela Aqua Capital desde 2015, a GeneSeas entrou em recuperação judicial em novembro do ano passado, com uma dívida em torno de R$ 250 milhões. Alguns bancos credores chegaram a demonstrar interesse em converter debt em equity e assumir o controle da empresa, mas as tratativas nessa direção não andaram.   

#Aqua Capital

Simone Tebet cata tudo que é grão para o IBGE

6/02/2023
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A ministra do Planejamento, Simone Tebet, trabalha dentro do governo para que o IBGE, subordinado a sua Pasta, concentre o levantamento e a divulgação das projeções de safra agrícola. Hoje, essa função está duplicada dentro do governo federal e é feita também pela Conab. Nos últimos anos, no entanto, as estimavas anunciadas por esta última têm sido alvo de críticas no próprio agronegócio, pela elevada dispersão e pelo método de apuração de dados. A maior parte do trabalho tem sido feita de forma remota pela falta de orçamento para o envio de técnicos às regiões agrícolas. Até aí como se o IBGE nadasse em dinheiro..

#Simone Tebet

STF acelera julgamento sobre Fundo de Participação dos Municípios

6/02/2023
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Segundo informações filtradas do STF, a presidente da Suprema Corte, Rosa Weber, pretende pautar ainda para este mês o julgamento em definitivo sobre o uso do Censo de 2202 no cálculo de partilha do Fundo de Participação de Municípios. No último dia 23, o ministro Ricardo Lewandowski concedeu liminar suspendendo decisão normativa do TCU, que havia autorizado a utilização dos dados do recenseamento do ano passado. Com isso, a repartição do Fundo passou a ser feita com base nos mesmos coeficientes de distribuição adotados no exercício de 2018. O tema está no centro de uma barafunda federativa e jurídica. Diversas cidades que se consideram prejudicadas pela decisão do TCU recorreram ao Judiciário, que vem dando liminares favoráveis às prefeituras, na maioria das vezes. Alguns ministros de Lula chegaram a recomendar a prefeitos, quando foram procurados sobre o assunto, a buscarem decisões na Justiça. 

#STF

Gigante chinês estuda adiar IPO no Brasil

3/02/2023
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A CTG Brasil, leia-se a chinesa Three Gorges, estuda postergar seu IPO na B3 para o segundo semestre. A abertura de capital estava inicialmente prevista para abril, mas o grupo entende que as condições de mercado talvez ainda estejam longe do ideal. Some-se a isso o contencioso com a Aneel e o Ministério de Minas e Energia, um fator de pressão sobre a precificação dos ativos da CTG. No ano passado, o Ministério reduziu em 4,9% a garantia física das hidrelétricas Capivara, Chavantes, Taquaruçu e Rosana, na prática diminuindo a quantidade de energia que as geradoras podem entregar ao sistema.

#China Three Gorges (CTG) #Ministério de Minas e Energia

Lula pretende anunciar novo arcabouço fiscal e reforma tributária até o fim de abril

3/02/2023
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Lula quer anunciar, junto com Fernando Haddad, Simone Tebet e Geraldo Alckmin, o novo arcabouço fiscal, a governança do orçamento e a reforma tributária. A ideia, conforme acerto do presidente da República com o presidente da Câmara, Arthur Lira, é que a arquitetura dos gastos públicos seja apresentada até o final de abril. Lira também pegaria uma carona no anúncio mais esperado do governo. A ideia inicial de divulgar o substituto do teto de gastos e os detalhes das mudanças na área tributária em junho ou julho foi aposentada. Os motivos são simples: primeiramente, toda a nova engenharia fiscal já está pronta – os termos da reforma tributária há muito dormitam no Congresso. Portanto, adiar para que? Em segundo lugar, a área econômica tem conversado muito com os dirigentes de instituições financeiras e foi convencida de que esse postergamento do anúncio das medidas vem piorando as expectativas e pode ter um efeito negativo e desnecessário sobre inflação e juros. Em terceiro, a garantia de Lira de que os projetos vão passar pelo crivo do Congresso – Rodrigo Pacheco já assegurou a sua parte do Senado.
A maior surpresa, contudo, é Luiz Inácio participar do evento. O presidente, em vários momentos, desdenhou do teto, responsabilidade fiscal e da meta de inflação. Não é novidade Lula ser um mimetismo ambulante. Ele segue o “modelo Vargas”: fala uma coisa para um e outra para outro; depois outra para um e outra para outro. O presidente defenderá o controle fiscal com unhas e dentes. Não é improvável que coloque no discurso alguns cacos da responsabilidade social, de forma a reiterar que ela caminha junto com a responsabilidade fiscal. E a mudança na meta de inflação? Essa, sim, ficaria para junho, na reunião do Conselho Monetário Nacional – conforme antecipou o RR. Até lá, o mercado estaria mais manso, em função das medidas tomadas, e o BC, menos hawkish. Assim como o arcabouço fiscal tem de ser crível, a meta de inflação tem de ser considerada factível. A mudança, na sua devida hora, é quase certa.

#Fernando Haddad #Geraldo Alckmin #Lula #Simone Tebet

Lítio entra no radar do governo Lula

3/02/2023
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O Brasil planeja levar a Argentina, Chile e Bolívia a proposta de uma parceria para a extração de lítio. O assunto tem sido discutido no âmbito do Ministério de Minas e Energia. A ideia é buscar de forma conjunta recursos internacionais para acelerar a produção, abrindo a possibilidade de investimentos cruzados. O quarteto forma uma espécie de “Opep do lítio”, tamanha a concentração de jazidas. Detém mais de 60% das reservas globais estimadas. O Brasil entra nesse pool com algo em torno de 8% do mineral encontrado em todo o mundo. No entanto, a produção interna é incipiente: responde por menos de 1% do mercado global. Os investimentos ainda são escassos vis-à-vis o enorme potencial brasileiro. A rigor, só duas empresas produzem lítio no país: a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) e a AMG Brasil. Para este ano, há a expectativa da entrada em cena de um terceiro player, a canadense Sigma Lithium, que promete iniciar o comissionamento do projeto Grota do Cirilo, em Minas Gerais.
A geopolítica do lítio está fervendo. O mineral está na proa dos temas estratégicos das grandes potências globais, vide a recente passagem do chanceler alemão Olaf Scholz pela América do Sul. Sua visita à Argentina e ao Chile teve como um dos principais objetivos negociar suprimentos adicionais de lítio para a Alemanha, mais especificamente para a produção de baterias usadas nos carros elétricos produzidos pela Mercedes-Benz e pela Volkswagen. Scholz tratou do assunto diretamente com o presidente chileno, Gabriel Boric. O desafio do governo Lula é posicionar o Brasil nesse tabuleiro. Ainda que a América do Sul seja o palco central das discussões multilaterais sobre o lítio, a gestão Bolsonaro praticamente se imiscuiu em relação a essa agenda. No ano passado, o governo boliviano abriu conversações com outros países e grupos privados para parcerias no setor. Na ocasião, além da própria China, Argentina, Chile e Rússia abriram conversações com a Bolívia. Não consta que o governo Bolsonaro tenha feito qualquer articulação nesse sentido. Enquanto isso, as peças se movimentaram. Na semana passada, por exemplo, a Bolívia anunciou um acordo com o consórcio chinês CBC, encabeçado pela gigante global das baterias Contemporary Amperex Technology (Catl), para investimentos de até US$ 1 bilhão na extração de lítio no país vizinho.
A investida no lítio entra também, em um contexto mais amplo, na estratégia do governo de Lula de recosturar as relações com os vizinhos sul-americanos e buscar projetos integrados. Por ora, os movimentos mais notórios nessa direção envolvem as tratativas para o financiamento do BNDES para a construção do gasoduto Nestor Kirchner, na Argentina, e as conversações já mantidas entre Lula e o presidente Luis Arce em torno da possibilidade de compra de energia elétrica produzida na Bolívia.

#Lula #Ministério de Minas e Energia

Controladores do Teuto avaliam venda de parte do capital

3/02/2023
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A família Melo, controladora do laboratório Teuto, estuda a entrada de novos sócios na companhia. Há dois cenários em discussão: um IPO ou a venda direta de uma parte de capital para um fundo de investimento. Em 2021, a empresa farmacêutica chegou a iniciar os preparativos para a abertura do capital em bolsa, mas a operação ficou pelo caminho. Antes disso, os herdeiros do empresário Walterci de Melo tiveram a Pfizer como sócia. Em 2017, no entanto, a multinacional americana revendeu sua participação de 40% para os acionistas controladores, com os quais mantinha uma conturbada relação.

#Teuto

ArcelorMittal ameaça suspender patrocínio por ataque a Lula

3/02/2023
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O ataque do jogador de vôlei Wallace contra o presidente Lula nas redes sociais pode custar muito caro ao seu time, o Sada Cruzeiro. A ArcelorMittal ameaça romper o contrato de patrocínio à equipe. Segundo o RR apurou, a companhia faz pressão nos bastidores pelo desligamento definitivo do jogador. Em contato com a publicação, a ArcelorMittal afirmou que “repudia veementemente qualquer tipo de manifestação que exalte ou estimule o ódio e a violência. A empresa lamenta profundamente o posicionamento do atleta Wallace de Souza, cuja atitude desrespeita os valores e princípios da organização.”. A siderúrgica disse ainda ao RR que “acompanha atentamente as tratativas junto ao clube e os desdobramentos do caso”. Na última terça-feira, Wallace, atleta também da seleção brasileira de vôlei, postou uma enquete no Instagram, com a seguinte pergunta: “Daria um tiro na cara do Lula com essa 12?”.

#ArcelorMittal #Lula

Brasil ainda cava um lugar na Parceria das Américas

3/02/2023
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O Itamaraty mantém tratativas para que o Brasil entre, em um segundo momento na Parceria das Américas para a Prosperidade Econômica, iniciativa costurada pela Casa Branca e anunciada formalmente na semana passada. O governo Lula faz gestões para levar na carona a Argentina, que também ficou de fora da relação inicial de países-membros do acordo multilateral. Segundo informações que circulam no Ministério das Relações Exteriores, este será um dos assuntos em pauta no encontro entre Lula e Joe Biden, em Washington, previsto para este mês.

#Ministério das Relações Exteriores

O Paulo Guedes de agora tem muito mais bilhões na cachola

2/02/2023
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Para onde vai Paulo Guedes? That´s the question. Segundo fontes ligadas ao ex-ministro, ele esperará o prazo da quarentena e voltará à parceria com o irmão, Gustavo Guedes. A mesma fonte do RR diz que o aconselhamento dado a Guedes é para que ele recauchute a antiga operação, tornando-a mais modesta e menos visível. O ex-ministro e seu irmão foram sócios na BR Investimentos. Ambos foram investigados por supostos crimes contra o sistema financeiro no uso de dinheiro de fundos de pensão estatais: Previ, Funcef, Petros e Postalis. A lambança foi enorme. A Previc, órgão fiscalizador dos fundos de pensão, descascou os investimentos feitos pelos “Guedes” na empresa HSM, que gerou um prejuízo de R$ 16 milhões. À época, Gustavo prestou depoimento ao Ministério Público, envolvendo megaempresas, que seriam partners no FIP BR Educacional. Tudo passou como se nada houvesse havido.    

A nomeação de Paulo Guedes para o Ministério da Economia teve um papel cleaner em relação aos estranhos acontecimentos que envolviam sua ex-empresa e seu irmão. Gustavo continua sendo o porto de referência, mas Paulo pode muito bem dizer: “Sempre terei Serfaty”. O ex-ministro tem uma história de tapas e beijos – mais beijos, para ser verdadeiro – com o ex-sócio no Banco Pactual, Marcelo Serfaty. Foi no Pactual, ícone dos bancos de investimentos na década de 80, que Paulo Guedes converteu a sua murcha exposição na academia (um complexo que o ex-ministro sempre carregou) em um sucesso estelar na área financeira.   

As idas e vindas da trajetória de Guedes como financista daria um filme candidato ao Oscar. O ex-ministro saiu do Pactual, ingressou como sócio na asset JGP – essa, sim, uma história de mais tapas do que beijos. Saiu da empresa e, em um período “de baixa”, foi acolhido pelo “parça” Serfaty. Reza a lenda que foi no escritório do ex-sócio que Paulo, ansioso e sequioso por resultados, perdeu e ganhou uma fortuna. Serfaty foi fundador e CEO da Fidúcia Asset Management. Pouco tempo depois criou o fundo de private equity G5 Partners. Paulo Guedes teria se tornado sócio deste fundo. É nesse ponto que começa um segundo episódio rumoroso. Já em pleno governo Bolsonaro, sem medo de qualquer responsabilização ou dilema ético, o então ministro indicou Serfaty para conselheiro do Banco do Brasil e logo depois para a presidência do Conselho do BNDES. A área de integridade do banco de fomento levantou objeções à nomeação. Mas quem naquele tempo bateria de frente com o todo poderoso ministro da Economia?  

Em paralelo, já corria a investigação sobre as relações do fundo G5 Partners – private equity do qual o ex-ministro teria sido sócio com Serfaty – e o BNDES. Ou seja, o dono de um private equity, sócio ou ex-sócio de um ministro poderoso, conselheiro principal do maior banco de desenvolvimento do país, estaria se locupletando com contratos desse mesmo banco. O atual presidente da Petrobras e então senador, Jean Paul Prates, no dia 1° de agosto de 2020, entrou com requerimento de informações pelo Senado Federal sobre o conflito de interesse envolvendo toda a operação. De acordo com fontes ligadas a Prates, o Comitê de Ética do BNDES teria sentado em cima do processo. Pode-se concluir que interesses mais musculosos do que o tímido pedido do senador se levantaram, matando, juntamente com o auge da pandemia, a demanda por esclarecimentos. Naquele momento, Paulo Guedes mais parecia um foguete decolando em direção ao sol.    

Recuando alguns anos e retornando ao período de parcerias com o mano Gustavo, ocorre mais uma daquelas coincidências que fazem do mercado financeiro um simulacro das famílias aristocráticas do século XVIII e XIX: todo mundo se conhece e os parentes se casam um com os outros. Serfaty tinha sido coordenador das áreas de planejamento estratégico e pesquisa macroeconômica do Banco Bozano Simonsen, um potentado dos anos 80 e 90. Ele teria feito uma ponte entre Paulo Guedes e Júlio Bozano, um verdadeiro mito entre os banqueiros. Bozano, além de ser uma águia, é um charme só. Mas quem conhece o ex-ministro sabe que na primeira hora ele é simplesmente irresistível. Paulo já estava mexendo com projetos de educação além de operações diversificadas de private equity. Apresentou, então, seu pacote a Bozano. Foi a mistura da fome com a vontade de comer.    

Em 2013, faltando pouco mais quatro anos para se tornar o “posto Ipiranga”, Paulo Guedes deixou sua BR Investimentos ser incorporada pelo Grupo Bozano, associando sua grife de enfant terrible à do tradicional banqueiro. A partir daí, já sócio de Bozano, saboreou de tudo um pouco: fundos de ações, multimercados, quantitativos. E mais: operações de private equity nas empresas Estapar, Oba Hortifruti, Hospital Vera Cruz, Ânima Educação, Abril Educação e Amor aos pedaços, só para citar as mais votadas. O resultado desse refogado entre competência e rede de relacionamentos foi que a Bozano, gestora de recursos da qual Paulo era sócio, já administrava recursos da ordem de R$ 2,7 bilhões quando o futuro ministro despontou na aurora da campanha de Bolsonaro. Como há sempre um instrumento desafinado para atrapalhar a orquestra, a Lava Jato entrou no circuito associando o nome da Bozano a compra de dólares no paralelo, através de uma conta no banco Morgan Stanley, em Nova York. Até a Operação ser deflagrada, comprar dólares no black era tão simples como comer um biscoito de polvilho.    

Não chegou a faiscar Paulo Guedes, mas para Bozano, o incomodo foi muito maior devido à prisão de um diretor na Operação “Câmbio, desligo”, que apontou o suposto envolvimento da instituição na compra e entrega das verdinhas. Como sempre, tudo se resolveu com bons advogados. Mas e agora José? – corrija-se para e agora Paulo? Para onde vai o performático ex-czar da economia, tão simbiótico com Jair Bolsonaro, que podia ser considerado praticamente uma costela do ex-presidente. Conforme é sabido, o poder de Guedes era tão grande, mas tão grande, que ele se negou a mostrar sua conta bancária offshore não declarada ao Congresso, e ficou tudo por isso mesmo. Paulo Guedes vale hoje um “pré-sal” em termos de informações guardadas na cachola e acessos acumulados durante o seu reinado no Ministério da Economia. Isso ninguém lhe tira.  

Mesmo que a quarentena virasse uma década, ninguém proibiria o ex-ministro de recorrer ao bordão de Rick Blaine, no eterno Casablanca: “Sempre terei o mano Gustavo”. Um porto seguro onde Paulo Guedes poderá voltar a operar o mercado, agora com uma potência que vai além da sua decantada inteligência. Sim, a força de quem enxergou tudo, aprendeu tudo, conheceu tudo e todos. Em condições normais, vai ser difícil conter o poder de fogo do financista. O mercado que aguente. 

#Paulo Guedes #Previc

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