Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Americanas começa a se desfazer de seus anéis

2/02/2023
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O plano da Americanas de vender ativos para fazer caixa começa a ganhar a forma. Segundo o RR apurou, a companhia pretende se desfazer do controle do Grupo Un.ico, que reúne cerca de 400 lojas das marcas Puket, Imaginarium, MinD e Lovebrands. Em abril de 2021, a Americanas pagou R$ 243 milhões por 70% do capital, com uma opção dos 30% restantes até 2024. Desde então, tornou-se uma peça de difícil encaixe no mosaico de operações da Americanas, notadamente no que diz respeito à integração de fornecedores e sinergia no mix de vendas. Somados aos recorrentes prejuízos, são fatores que automaticamente empurram o Grupo Un.ico para o balcão, sobretudo no momento em que a Americanas precisa fazer dinheiro a todo custo. Consultada, a empresa não se pronunciou. 

Saint Gobain vende todos os seus tijolos no Brasil

2/02/2023
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O Grupo Saint Gobain pretende deixar definitivamente o varejo de material de construção no Brasil. Além da Telhanorte, sua maior operação no setor, a multinacional francesa pretende vender também a Tumelero, rede com 26 lojas do Rio Grande do Sul. Trata-se de uma considerável guinada na atuação da Saint Gobain no país. Com a Telhanorte, comprada em 2000, e a Tumelero, adquirida em 2017, os franceses se consolidaram como o segundo maior grupo do setor no Brasil, atrás apenas da conterrânea Leroy Merlin. A venda das duas bandeiras indica que a tendência da Saint Gobain é se distanciar do varejo para se concentrar na sua operação industrial, que reúne um colar de empresas, como a Brasilit. O problema é o timing. O grupo tenta vender suas operações no segmento de material de construção no momento em que o mercado está super ofertado de ativos. Além da Telhanorte e da Tumelero, a C&C, do Grupo Alfa, também está à venda. Procurada pelo RR, a SaintGobain informou que “não comenta especulações de mercado”. 

#Grupo Saint Gobain

O campo está nos calcanhares de Aloizio Mercadante

2/02/2023
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A Frente Parlamentar da Agricultura pressiona o governo por um aumento dos repasses do BNDES para o agronegócio. Até o momento, o banco reservou cerca de R$ 2,9 bilhões para sete programas de crédito voltados à safra 2022/2023. Os recursos começam a ser liberados hoje.  A bancada ruralista alega que os recursos não dão nem para a saída. Um exemplo: a previsão é que os créditos destinados ao financiamento de estruturas de armazenagem se esgotem ainda no mês de fevereiro, dada a escassez de silos no país – no Mato Grosso, o déficit de estocagem atinge metade da safra de grãos. Em tempo: a cobrança por mais dinheiro não vem apenas dos grandes ruralistas, mas também de entidades sociais e cooperativas do setor. Nesse caso, o pleito é por um aumento do crédito do BNDES para a agricultura familiar. O valor previsto para a safra 2022/23 é de R$ 491 milhões. 

#BNDES

Caixa Econômica vai intensificar abertura de agências

2/02/2023
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Ao que parece, o “papel anticíclico” da Caixa Econômica ressaltado pela nova presidente do banco, Rita Serrano, começa dentro de casa. Segundo o RR apurou, uma das prioridades da executiva é ampliar a rede de atendimento da instituição. A meta seria chegar à marca de cinco mil agências em dois anos – hoje, são aproximadamente 4,3 mil unidades. Na ponta do lápis, significa uma média de 350 inaugurações por ano, para efeito de comparação duas vezes mais do que o número de agências abertas em todo o mandato de Jair Bolsonaro.

#Caixa Econômica

Queda de braço pelo comando da Suframa

2/02/2023
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Parlamentares da base aliada têm feito lobby junto a Geraldo Alckmin pela indicação de um político da região para o comando da Zona Franca de Manaus. O favorito é o ex-deputado Bosco Saraiva, que tem o apoio do senador Omar Aziz. Alckmin resiste à ideia. Quer um economista no cargo. Segundo uma fonte próxima, o vice e ministro do Desenvolvimento chegou a pensar em deslocar Uallace Moreira para a Suframa – a Superintendência da Zona Franca. Mas o economista da Universidade Federal da Bahia acabou sendo nomeado para a Secretaria de Desenvolvimento Industrial, Comércio, Serviços e Inovação da Pasta.  

#Geraldo Alckmin #Suframa

Paulo Bernardo está com um pé em Itaipu

2/02/2023
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Corre em Brasília a informação de que, até o fim desta semana, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo será nomeado para a diretoria financeira de Itaipu. A hidrelétrica binacional está na cota de indicações da presidente do PPT, Gleisi Hoffmann, ex-mulher de Bernardo. Em tempo: o ex-deputado federal André Vargas, que foi filado ao PT entre 1990 e 2014, está cotado para uma das cadeiras do Conselho de Administração de Itaipu.  

#Gleisi Hoffmann #Itaipu

Americanas custou muito caro para o BlackRock

1/02/2023
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O BlackRock realizou um senhor prejuízo ao se desfazer de quase toda a sua participação na Americanas. Segundo o RR apurou, a maior parte da posição – algo em torno de 40 milhões de ações – foi montada entre novembro e dezembro, quando o papel foi negociado a um preço médio de R$ 13,08. Na semana passada, quando o BlackRock se desfez de aproximadamente 5% da rede varejista, a cotação não passava de R$ 1. Ou seja: uma perda superior a 90%.

#BlackRock #Lojas Americanas

Vivara volta à carga sobre H. Stern

1/02/2023
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Corre no setor que a Vivara está fazendo uma nova ofensiva sobre a H. Stern. Do M&A surgiria uma rede de joalherias com receita na casa de R$ 1 bilhão. No mercado, todos sabem que a H. Stern é um antigo objeto de cobiça do empresário Nelson Kaufman, dono da Vivara.

#H. Stern #Vivara

Segurança de aeroportos mobiliza Ministério da Justiça

1/02/2023
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Circula no Ministério da Justiça um documento reservado que alimenta ainda mais as preocupações em relação à segurança institucional. Trata-se da pauta da última reunião do Conselho Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) realizada no dia 7 de dezembro do ano passado. Segundo o RR apurou, o colegiado do Conaero – instância consultiva e deliberativa formado por representantes de nove órgãos do governo federal que atuam diretamente na gestão dos aeroportos do país – alertou sobre os riscos de segurança nos grandes terminais brasileiros. Mais do que isso: os conselheiros recomendaram que a Abin e outros órgãos de Inteligência do governo passassem a produzir relatórios periódicos sobre os 20 maiores aeroportos de passageiros do Brasil. De quebra, o Conaero propôs ainda uma maior integração entre a Polícia Federal e PMs na segurança dessas instalações.  

O documento do Conaero – vinculado à Secretaria de Aviação Civil, por sua vez, subordinada ao recém-criado Ministério dos Portos e Aeroportos – tem um tom bastante cuidadoso: não faz menção explícita a eventuais riscos ou situações que poderiam ameaçar a segurança nos grandes aeroportuários brasileiros. No entanto, a abordagem do assunto pelo Conaero chama a atenção especialmente em razão do timing: a reunião, curiosamente a última sob a presidência de Jair Bolsonaro, ocorreu exatos cinco dias após o estranho episódio registrado no aeroporto de Brasília. Aproximadamente cem indígenas invadiram uma área restrita do terminal para protestar contra Lula e o STF. Segundo as primeiras investigações à época, os manifestantes estavam ligados a grupos pró-Bolsonaro que acampavam na porta do Quartel General do Exército, na capital federal. Outro fato confere maior gravidade às recomendações do Conaero: a reunião do colegiado foi realizada 17 dias antes da Polícia do DF encontrar uma bomba em um caminhão cheio de querosene, estacionado nas proximidades do próprio Aeroporto de Brasília. A descoberta, ressalte-se, se deu a oito dias da posse do presidente Lula, que reuniu milhares de pessoas na capital e naturalmente provocou um enorme aumento do fluxo de passageiros no terminal.

Em contato com o RR, o Ministério dos Portos e Aeroportos confirmou que “o assunto foi abordado durante reunião da Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero) em 7 de dezembro, após invasão de área restrita no Aeroporto Internacional de Brasília ocorrida cinco dias antes pelo acesso ao embarque doméstico”. Ainda segundo a Pasta, “após uma série de reuniões com órgãos de regulação, inteligência e segurança, ocorreu um alinhamento das ações entre os atores responsáveis, que contribuiu para a identificação e mitigação dos impactos do artefato explosivo que foi colocado em um caminhão-tanque que entraria no terminal aeroportuário, em 24 de dezembro de 2022.” Também consultada pelo site, a Abin informou que “a segurança das infraestruturas estratégicas do país é objeto de permanente monitoramento e avaliação de ameaças por parte da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Neste cenário, a Agência mantém interação constante com órgãos integrantes do Conaero para troca de informações.” Ainda assim, a Abin afirma que “não houve a produção de relatórios específicos sobre possíveis atentados contra aeroportos brasileiros”. Pode ser. Ainda que caiba a ressalva de que o papel da Agência Brasileira de Inteligência não é exatamente o de revelar o que faz ou deixa de fazer. A máxima parece se aplicar também ao Ministério da Justiça. Consultada, a Pasta saiu pela tangente, dizendo ao RR que “a Polícia Federal é o órgão representante do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Conaero, cabendo a ela, portanto, eventuais elucidações do que é tratado no Conselho.” No entanto, também procurada, a PF não quis se manifestar sobre o assunto. 

#Conaero #Ministério da Justiça

Crise dos “Lemann Brothers” aumenta o apetite do Mubadala pelo Burger King

1/02/2023
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O Mubadala está lançando uma nova investida para comprar a Zamp, holding que controla o Burger King no Brasil. Qualquer semelhança entre o timing da ofensiva e o escândalo da Americanas não é mera coincidência. O fundo árabe quer se aproveitar do momento de fragilidade de Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, que figuram entre os principais acionistas da Zamp por meio da 3G Capital. A aposta é que desta vez o trio não oferecerá resistência para a oferta de compra das ações da holding em mercado. As duas primeiras propostas para a aquisição de 41,5% da companhia, realizadas entre agosto e setembro do ano passado, foram rechaçadas pelos acionistas. Na ocasião, o valor máximo ofertado pelo Mubadala foi de R$ 8,31 por ação. De lá para cá, o papel caiu significativamente. Desde outubro, quando a ação atingiu a máxima história de R$ 7,76, a Zamp já perdeu aproximadamente 35% do seu valor de mercado.

#Burger King

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