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A declaração feita ontem pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, de que não há data para a escolha do novo ministro do TCU escancarou o que já se dizia à boca miúda no Congresso: o governo não tem votos suficientes para assegurar a eleição do seu candidato, o deputado Odair Cunha (PT-MG). Na mão contrária, a oposição avança nas articulações para fisgar a cadeira do Tribunal de Contas. A base bolsonarista trabalha pelo nome do deputado Helio Lopes, o Helio Negão, (PL-RJ). Aliado de carteirinha do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lopes anunciou a mudança do seu domicílio eleitoral para Roraima com o objetivo de disputar a eleição para o Senado. Mas o que se diz nos gabinetes do Congresso é que ele topa sair da disputa se tiver assegurado seu posto vitalício no TCU. Outro nome que desponta pelo lado da oposição é a deputada Adriana Ventura (Novo-SP). O fato é que, para o Palácio do Planalto, a sucessão de Aroldo Cedraz no Tribunal de Contas lembra o script da escolha do substituto de Luis Roberto Barroso no STF. A demora na sabatina de Jorge Messias se deve também à falta de votos no Senado para assegurar sua nomeação à Suprema Corte.
“Trump quer ser o dono da ONU”.
“Não é possível os Estados Unidos acharem que mandam nos outros países”
“Vocês acham normal o presidente Trump, todo dia, ficar dizendo: eu tenho o maior navio do mundo, eu tenho o maior exército do mundo. Por que ele não fala: eu tenho a maior capacidade de produção de alimentos do mundo?”
“Não aceitaremos novas investidas neocoloniais que buscam ditar como devemos gerir nossas riquezas e nossa democracia”.
Por mais provocativas e inamistosas que possam soar, as recentes declarações de Lula dirigidas a Donald Trump não devem ser entendidas como um tropeço no andamento das tratativas diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. E, sim, como mais uma das calculadas performances teatrais bem ao gosto do presidente brasileiro. Enquanto Lula sobe ao palco e joga para a (sua) plateia, na coxia os governos dos dois países avançam na costura de um acordo. Segundo informações filtradas pelo RR, o Itamaraty aguarda para a primeira semana de abril a confirmação da data de uma conversa entre Lula e Trump, que pode ser por telefone ou na melhor hipótese em Washington. Na ocasião, a julgar pelos entendimentos mantidos entre as respectivas áreas diplomáticas, os dois países vão sacramentar uma aliança para o direito preferencial na exploração de minerais críticos, com a contrapartida do processamento no Brasil. Esta é justamente a mais valiosa moeda de troca colocada à mesa pelo governo brasileiro. A ponto de os minerais estratégicos se tornarem uma espécie de “salvo conduto” para que Lula seja boquirroto e verbalize suas cutucadas nos Estados Unidos.
Ao contrário do que muitos possam pensar, essa política do “morde e nem sempre assopra” não é resultado de improviso ou de bravatas intempestivas de Lula – ainda que elas existam aos borbotões. Tudo, ressalte-se, tem sido devidamente combinado e calibrado junto ao Itamaraty, notadamente ao chanceler Mauro Vieira. Discreto, avesso a holofotes, o ministro das Relações Exteriores tem cumprido um papel fundamental nas tratativas com o Departamento de Estado norte-americano. Vieira tem informado permanente Lula sobre a temperatura das conversas, o que o presidente toma como subsídios para modular seus discursos em relação a Trump. Os sinais captados pelo Itamaraty indicam que, ao menos até o momento, não há qualquer disposição por parte do presidente norte-americano em responder às provocações de Lula. Em parte, porque muito provavelmente elas são interpretadas como o que são: confetes jogados pelo presidente brasileiro sobre sua claque. Mas, sobretudo, porque os Estados Unidos têm interesses maiores em solo, ou melhor, no subsolo brasileiro.
Em meio à escalada da disputa geoeconômica com a China, os Estados Unidos buscam reduzir sua dependência de cadeias dominadas por Pequim no fornecimento de minerais críticos — insumos essenciais para a transição energética, a indústria de defesa e a revolução digital. Lítio, terras raras e níquel, entre outros, passaram a ocupar o mesmo patamar de relevância que o petróleo teve no século XX. E o Brasil reúne reservas relevantes em praticamente todas essas frentes. Hoje, a China responde por uma fatia dominante do processamento global de terras raras e concentra etapas-chave da cadeia de refino de diversos minerais estratégicos. Não se trata apenas de extração, mas de controle industrial. É justamente nesse ponto que Washington tenta agir: diversificar fornecedores e, sobretudo, reconfigurar a etapa de processamento, onde está o maior valor agregado. O Brasil aparece como peça possível dessa engrenagem — não apenas como exportador de minério bruto, mas como parceiro na internalização de etapas industriais, com transferência de tecnologia e financiamento externo.
Isso não significa total ausência de risco nas tratativas entre Brasil e Estados Unidos. Um dos pontos mais sensíveis da agenda recente foi a introdução, por parte de Washington, da discussão sobre “narcoterrorismo” na América Latina. Cresce a pressão de setores do governo norte-americano para enquadrar grandes facções criminosas da região — inclusive brasileiras — em categorias jurídicas tradicionalmente reservadas a organizações terroristas. E o que é pior, estendê-las a países, estigmatizando nações intensivas, digamos assim, em narcoterrorismo. A medida, se levada adiante, teria efeitos que vão muito além da retórica. Na prática, abriria espaço para a aplicação de sanções mais duras, o bloqueio internacional de ativos, a ampliação de instrumentos de cooperação judicial e, em cenários mais extremos, até a justificativa legal para operações extraterritoriais sob o argumento de combate ao terrorismo.
É justamente esse último ponto que acende o alerta em Brasília. A classificação de facções como grupos narcoterroristas é vista por integrantes do governo brasileiro como uma tentativa de alargar o raio de atuação dos Estados Unidos em temas internos, em uma última linha uma afronta à própria soberania nacional. Há o receio de que o enquadramento sirva como precedente para pressões políticas, condicionantes em acordos bilaterais e até ingerências indiretas em políticas de segurança pública. Além disso, o Brasil resiste à própria premissa conceitual. Para o Itamaraty e setores do Ministério da Justiça, equiparar o crime organizado doméstico ao terrorismo internacional implica uma distorção analítica com consequências práticas relevantes. O entendimento predominante é que, embora as facções brasileiras tenham alto grau de organização e violência, sua atuação está orientada por lógica econômica — controle de mercados ilícitos — e não por objetivos políticos ou ideológicos, elemento central na definição clássica de terrorismo.
Há um outro ruído na radiofonia entre Brasília e Washington: o chamado “Escudo das Américas”, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para combater o narcotráfico na América Latina e no Caribe. Curiosamente, Brasil, México e Colômbia não foram convidados para integrar o grupamento. A Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína – responde por até 70% da oferta global. O México, por sua vez, é um grande processador da droga e o principal hub logístico para a sua entrada no território norte-americano, além de um importante fabricante de entorpecentes sintéticos como fentanil e metanfetamina. Já o Brasil não se notabiliza exatamente pela produção, mas por ser uma rota estratégica de abastecimento de narcóticos para vários países. Sua posição geográfica, fronteiras extensas e porosas — sobretudo com os vizinhos andinos — e uma infraestrutura logística relativamente sofisticada transformaram o país em um corredor privilegiado para o escoamento da droga em direção à Europa e à África Ocidental.
Ainda assim, a exclusão de Brasil, Colômbia e México do “Escudo das Américas” é lida, em Brasília, menos como um desenho definitivo e mais como uma peça de negociação — um ativo que Washington preserva para uso futuro, seja como moeda de barganha, seja como instrumento de pressão. Nem Lula nem o Itamaraty trabalham com a hipótese de um alijamento permanente do Brasil de uma arquitetura regional dessa natureza. A avaliação predominante é que, se houver algum tipo de ação mais assertiva por parte dos Estados Unidos no campo do narcotráfico, ela tenderá a se concentrar na Colômbia ou no México, onde estão, respectivamente, a origem e o principal eixo de distribuição da droga. Ou seja, sob a ótica do governo Lula, no caso específico do Brasil o que pesará nessa balança não são toneladas de narcóticos, mas, sim, reservas e mais reservas de minérios críticos.
A sucessão de Carlos Fávaro no Ministério da Agricultura abriu uma disputa intestina dentro do governo Lula entre PT e PSD. A escolha pende para o partido de Gilberto Kassab: o atual ministro da Pesca, André de Paula (PSD-PE), é o favorito para assumir a cadeira de Fávaro, que vai deixá-la para disputar a eleição ao Senado. De Paula tem o respaldo da bancada da legenda e, sobretudo, do atual titular da Agricultura, seu principal cabo eleitoral junto a Lula. Mas o PT ainda tenta, no apagar das luzes, reverter a desvantagem e emplacar no cargo Carlos Ernesto Augustin, assessor especial do Ministério. Augustin, conhecido como “Teti”, é dono da Petrovina, uma das maiores produtoras de sementes de soja do Brasil. Ele ganhou espaço no governo desde a transição e é visto como um nome de continuidade da atual gestão, com trânsito entre técnicos e parte do agronegócio. Além disso, há um handicap adicional: embora não seja um quadro orgânico do PT, Augustin tem, digamos assim, relações fraternais com o partido. É irmão de Arno Augustin, que foi secretário do Tesouro Nacional no Lula II e no Dilma I.
A disputa expõe implicações que vão além da troca de nomes. A permanência do PSD no comando do ministério representaria um aceno do Palácio do Planalto ao Congresso e ao centrão, preservando o equilíbrio político da coalizão e mantendo uma relação mais pragmática com o agronegócio. Já a escolha de um nome do PT, como Augustin, indicaria uma inflexão: maior controle do partido sobre a agenda agrícola, mas ao custo potencial de tensionar a relação com um setor historicamente refratário ao governo.
A troca de controle da Privalia, maior outlet virtual de moda do país, abre espaço para um reposicionamento mais agressivo da companhia no tabuleiro do e-commerce brasileiro. O objetivo do fundo Order VC, que comprou a empresa junto à francesa Veepee em janeiro, é partir para o ataque a concorrentes como Mercado Livre, Shopee e Shein. O que se ouve no setor é que o primeiro vetor dessa ofensiva seria a transformação da Privalia em uma plataforma híbrida, ampliando iniciativas como o Brandsplace — modelo que permite às marcas venderem diretamente dentro do ambiente da empresa, com controle de preço, portfólio e logística. Trata-se de um movimento que reduz a dependência de estoques sazonais — característica histórica do outlet — e aproxima a companhia de um marketplace mais sofisticado, porém com curadoria. Ao contrário de Mercado Livre e Shopee, baseados em volume e pulverização de sellers, a Privalia pode explorar uma vantagem estrutural: a relação direta com marcas premium e a gestão mais controlada da oferta.
Outro eixo importante é a potencial integração com o portfólio do próprio Order VC. Com um ecossistema de empresas que ultrapassam R$ 5 bilhões em receita e reúne empresas de consumo e varejo, o fundo oferece à Privalia uma base proprietária de produtos e marcas a serem distribuídos e monetizados dentro da plataforma. Na prática, isso permitiria reduzir custos de aquisição de oferta, aumentar margem e criar campanhas exclusivas — um modelo mais próximo de integração vertical leve do que de marketplace tradicional.
Há ainda um terceiro movimento potencial, mais sutil e possivelmente mais relevante: a monetização da audiência. Com iniciativas como o Privalia Ads, a companhia começa a trilhar o caminho de transformar tráfego em receita de mídia — um modelo que já sustenta parte relevante da rentabilidade de players globais. Nesse campo, a Privalia não disputa diretamente com Shopee ou Shein no preço, mas na capacidade de oferecer um público mais qualificado e segmentado para as marcas.
O governo do Espírito Santo planeja um follow on do Banestes. A avaliação é que há uma janela de oportunidade diante dos recentes resultados do banco. Em 2025, a instituição financeira atingiu o maior lucro da sua história – R$ 413 milhões, alta de 5,3% em comparação ao ano anterior. Além da captação de recursos em si, a oferta de ações permitiria reduzir a excessiva concentração de capital nas mãos do estado. O free float do banco público é de apenas 8% – os 92% restantes permanecem nas mãos do governo capixaba. A ideia do follow on ganha corpo após o Banestes ser chamado a participar da recomposição do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), na esteira da liquidação do Banco Master. Caberá à instituição financeira arcar com cerca de R$ 120 milhões. A ida ao mercado chama atenção pelo fato de o Banestes ser hoje um dos últimos dos moicanos. Trata-se de um dos três bancos estaduais ainda sobreviventes no país, ao lado do Banrisul e do BRB. Este último, como se sabe, atravessa delicada situação financeira e institucional, no rastro justamente do episódio do Banco Master.
A relicitação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, prevista para o próximo dia 30, é um voo que se cruza com o cenário político e eleitoral do estado. Segundo informações que circulam no setor, a Changi, de Cingapura, atual concessionária, e a espanhola Aena procuraram escutar do próprio Eduardo Paes quais são seus planos para o Galeão em caso de vitória na corrida pelo governo do Rio. Gostaram do que ouviram: sobre a mesa planos para aumentar o momento do terminal para 25 milhões de passageiros em até dois anos. Na avaliação das duas empresas, o potencial de expansão do aeroporto está, em razoável medida, indexado à eleição de Paes. O track records aponta nessa direção. Como prefeito, Paes empenhou-se pessoalmente para restringir o movimento no Santos Dumont e redirecionar voos para o Galeão, medida que ajudou a elevar o fluxo de passageiros no aeroporto internacional de oito milhões para 17 milhões/ano entre 2023 e 2025.
Além da Changi, que vai participar do leilão ao lado da Vinci Compass, sua sócia, e da Aena, concessionária de Congonhas, a Zurich Aiport também é apontada nos bastidores como candidata à relicitação do aeroporto carioca. Se espanhóis e suíços entram na disputa olhando exclusivamente para a frente, os asiáticos têm de mirar, ao mesmo tempo, o futuro e o passado. De outra maneira, a sua conta não fecha. A Changi ainda busca cobrir os prejuízos acumulados no Galeão desde 2017, quando assumiu a operação, até então nas mãos da Odebrecht.
O desmonte da Cosan avança mais uma casa. Segundo informações apuradas pelo RR, o grupo de Rubens Ometto planeja vender parte ou mesmo o controle da Moove, seu braço de produção e distribuição de lubrificantes. De acordo com a mesma fonte, emissários de Ometto já sondaram possíveis candidatos, entre os quais a BP, fabricante da marca Castrol, e a Petronas, da Malásia. No mercado, a Iconic, joint venture entre a Chevron e a Ipiranga, também é vista como uma potencial interessada no negócio. Ao menos em condições normais de temperatura e pressão. No entanto, a própria Ipiranga está sobre o balcão, colocada à venda pelo Grupo Ultra, o que reduz consideravelmente a probabilidade de a empresa entrar em um deal desta magnitude. Segundo a fonte do RR, a pretensão da Cosan seria levantar algo em torno de R$ 10 bilhões com a venda da Moove. Porém, o que se diz no mercado é que dificilmente o grupo conseguirá alcançar este valor. Trata-se da mesma referência de valuation buscada pela Cosan na frustrada tentativa de IPO da Moove em Nova York, em outubro 2024 — a operação foi engavetada por falta de demanda pelos papéis. Procurada pelo RR, a companhia não quis se pronunciar.
Há outro fator que pressiona ainda mais a precificação da empresa de lubrificantes – como de resto, de todos os negócios de Ometto: a crise financeira da Cosan. Que não é apenas a crise financeira da Cosan. Como se não bastasse sua própria dívida de curto prazo, da ordem de R$ 16 bilhões, o grupo ainda carrega o peso do passivo de R$ 65 bilhões da Raízen, o que têm obrigado tanto a controladora quanto a controlada a venderem ativos em profusão. Em pouco mais de um ano, a Cosan, por exemplo, já se desfez da sua participação na Vale, de usinas de álcool e açúcar e de parques de energia solar. A Moove, companhia com atuação em dez países e faturamento anual superior a R$ 11 bilhões, é mais um pingente que está prestes a cair do colar de participações de Rubens Ometto.
A escalada do conflito no Irã praticamente detonou os planos de IPO da BRK Ambiental, controlada pela Brookfield. O pipeline de investidores estrangeiros — que vinha sendo estruturado como pilar central da oferta — perdeu tração à medida que a guerra no Oriente Médio jogou a precificação de risco global nas alturas. Segundo informação que circula em petit comité, dois fundos internacionais que já haviam manifestado a firme intenção de participar da oferta decidiram abandonar a operação. Caso se confirme, o cancelamento do IPO, estimado em R$ 4 bilhões, será um duro baque para a BRK. A empresa carrega uma estrutura de capital pressionada pelo elevado endividamento. O passivo de curto prazo gira em torno de R$ 12 bilhões, o que significa uma preocupante alavancagem de seis vezes o Ebitda. Sem a injeção de capital via equity, a holding de concessões de saneamento perde um instrumento direto de desalavancagem e tende a permanecer dependente do mercado de crédito — justamente em um momento de encarecimento global do funding. Isso pode alongar o ciclo de maturação financeira e postergar a convergência da alavancagem para níveis mais próximos de 4x o Ebitda.
O plano dos Correios de levantar R$ 1,5 bilhão com a venda de imóveis começa a ser tratada dentro da própria estatal como inexequível. O ceticismo decorre do descompasso entre a meta financeira e a qualidade do portfólio disponível para alienação. Um primeiro levantamento mostrou que uma parcela expressiva dos imóveis é antiga, exige reformas pesadas e está localizada em áreas que perderam valor de mercado ao longo do tempo. Uma amostra dessa depreciação: nas próximas semanas, os Correios pretendem levar a leilão um primeiro lote de prédios e terrenos contabilmente estimados em cerca de R$ 600 milhões. A própria companhia calcula que o deságio chegará a 80%. Ou seja: a cifra levantada não passará dos R$ 120 milhões.
O problema é que o plano de desinvestimento imobiliário é um dos pilares da estratégia de reestruturação dos Correios. Outras medidas em curso são a renegociação da dívida com credores financeiros e fornecedores e um plano de demissões voluntárias que tem como meta reduzir o efetivo em até dez mil funcionários. Com perdas recorrentes, estimadas em R$ 9 bilhões no ano passado, a estatal tornou-se uma “caloteira” contumaz. No ano passado, os Correios não quitaram cerca de R$ 3,7 bilhões em obrigações financeiras, incluindo fornecedores, pagamento de tributos e contribuições para o fundo de pensão, o Postalis, e o plano de saúde de seus trabalhadores, o Postal Saúde.
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