Relicitação do Galeão e eleição no Rio são dois voos que se cruzam - Relatório Reservado

Política

Relicitação do Galeão e eleição no Rio são dois voos que se cruzam

  • 23/03/2026
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A relicitação do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, prevista para o próximo dia 30, é um voo que se cruza com o cenário político e eleitoral do estado. Segundo informações que circulam no setor, a Changi, de Cingapura, atual concessionária, e a espanhola Aena procuraram escutar do próprio Eduardo Paes quais são seus planos para o Galeão em caso de vitória na corrida pelo governo do Rio. Gostaram do que ouviram: sobre a mesa planos para aumentar o momento do terminal para 25 milhões de passageiros em até dois anos. Na avaliação das duas empresas, o potencial de expansão do aeroporto está, em razoável medida, indexado à eleição de Paes. O track records aponta nessa direção. Como prefeito, Paes empenhou-se pessoalmente para restringir o movimento no Santos Dumont e redirecionar voos para o Galeão, medida que ajudou a elevar o fluxo de passageiros no aeroporto internacional de oito milhões para 17 milhões/ano entre 2023 e 2025.

Além da Changi, que vai participar do leilão ao lado da Vinci Compass, sua sócia, e da Aena, concessionária de Congonhas, a Zurich Aiport também é apontada nos bastidores como candidata à relicitação do aeroporto carioca. Se espanhóis e suíços entram na disputa olhando exclusivamente para a frente, os asiáticos têm de mirar, ao mesmo tempo, o futuro e o passado. De outra maneira, a sua conta não fecha. A Changi ainda busca cobrir os prejuízos acumulados no Galeão desde 2017, quando assumiu a operação, até então nas mãos da Odebrecht.

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