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Aviação
Mais de 16 anos após a falência, a marca da finada Vasp continua por aí, circulando feito zumbi entre o governo de São Paulo, a Secretária do Tesouro da União e o espólio do empresário Wagner Canhedo.
Ontem, circulou no mercado a informação de que que haveria um interessado em capturar o brand para usá-lo em uma companhia aérea pequena, de low cost. Já houve três tentativas de leilão da marca – a mais recente em novembro de 2021 -, todas fracassadas.
No início do processo de falência, em 2008, o brand chegou a ser avaliado em quase R$ 400 milhões. Agora, quem pagar uma pequena fração do antigo valor leva fácil. O nome Vasp está associado a cobras e lagartos: quebra da empresa, sinônimo de fracasso da privatização, companhia do ecossistema de corrupção de PC Farias, e por aí vai.
Nesse momento em que a aviação civil voa em direção ao centro da Terra, adquirir a marca é comprar um mico preto com a turbina pinada. Em tempo: o mercado de memorabília é mais bem-sucedido do que a administração da massa falida da companhia aérea.
Há sites de colecionadores especializados na venda de um sem-fim de quinquilharias originais da Vasp, de painéis de instrumentos de voo a guardanapos e louças. Mais fácil do que negociar a marca da companhia.
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