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Política
A oposição enxergou na sucessão da Petros um terreno fértil para criar embaraços políticos ao governo. Partidos do Centrão, à frente o PL, estão se mobilizando para entrar com uma representação junto ao Tribunal de Contas da União. A ideia é requisitar que o TCU fiscalize a escolha do novo presidente da fundação à luz das normas de governança da entidade. A ofensiva se baseia em um acórdão da própria Corte publicado no último mês de maio. O TCU considerou procedente a denúncia de que houve interferência indevida da Petrobras na nomeação de Henrique Jaëger para a presidência da Petros, em 2023 – o executivo deixou o cargo em março. Segundo o Tribunal, a estatal teria indicado diretamente o nome de Jaëger à Fesa Executive Search, consultoria contratada para conduzir o processo de seleção. O Centrão enxerga uma brecha para constranger o próprio TCU, na linha do “Já que não dá para voltar no tempo que a Corte, agora, faça o que não fez em 2023”.
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