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Saneamento
Intramuros, assessores diretores do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, já dão como certo o atraso no cronograma da concessão da PPP que assumirá a coleta e o tratamento de esgoto no estado.
Inicialmente previsto para o início de 2026, o leilão deverá ser empurrado para o segundo trimestre. O motivo é a exigência do Tribunal de Contas de Goiás (TCE-GO) de ajustes na modelagem. Ao todo, o TCE-GO fez 11 apontamentos técnicos.
As mudanças vão de ajustes ambientais até a revisão de custos estimados para estações elevatórias, passando pela metodologia de cálculo de expansão das redes. Na prática, cada correção exigida demandará reelaboração de estudos, consultas adicionais e, possivelmente, um novo calendário de audiências públicas.
Ao todo, a PPP prevê investimentos da ordem de R$ 5,8 bilhões. O risco de atraso se soma à complexidade do próprio contrato, que prevê a implantação de mais de 300 Estações de Tratamento de Esgoto e 14 mil quilômetros de redes de coleta.
Em tempo: se o leilão for realizado no segundo trimestre, há o risco de Ronaldo Caiado não estar mais no cargo para bater o martelo. O autodeclarado candidato à Presidência da República terá de se desincompatibilizar do posto de governador no início de abril caso dispute a corrida ao Palácio do Planalto.
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