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A sucessão no comando da B3 vai além da escolha de um nome para substituir Gilson Finkelsztain, de saída do cargo de CEO para assumir a presidência do Santander no Brasil. A mudança se dá em um momento fulcral de transição da empresa do papel clássico de uma bolsa – monopolista, diga-se de passagem – para um modelo de infraestrutura financeira digital, em que negociação, registro e liquidação passam a ser integrados em novas arquiteturas tecnológicas. A missão no 1 do novo será avançar na tokenização de ativos e na digitalização de registros. Segundo informações filtradas pelo RR, a estratégia discutida no Conselho de Administração é consolidar a B3 como uma provedora de infraestrutura financeira para bancos, corretoras e fintechs. Nesse modelo, a companhia deixaria de capturar valor apenas na intermediação de negociações e passaria a monetizar o uso de sua estrutura por terceiros.
Em tempo: esse contexto aumenta a complexidade da sucessão de Gilson Finkelsztain e ajuda a explicar as divergências existentes dentro do Conselho da B3. Parte do board defende a escolha de um executivo da casa. Os principais candidatos são Luiz Masagão, VP de produtos e clientes, Mario Palhares, VP de operações – conforme informou ontem o Pipeline, do Valor Econômico. No entanto, há um grupo de conselheiros que prega a contratação de um nome de fora, no mercado.
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