Buscar
Mercado
O plano de recuperação judicial da Fictor enfrenta forte resistência. Entre os credores, a percepção é que, da forma como foi desenhada, a proposta os coloca contra a parede. Essa interpretação é alimentada por uma cláusula central da RJ: a captação de um financiamento DIP (Debtor-in-Possession) de R$ 150 milhões. Pelo plano, caso a Fictor não consiga levantar esses recursos em até 18 meses após a homologação da recuperação judicial, os credores que aderirem a essa modalidade de pagamento sofrerão um deságio de 95% sobre seus créditos. É aí que está a armadilha. Desde já, os credores enxergam o risco de que eles próprios terão de arcar com o financiamento e colocar dinheiro novo na Fictor para viabilizar a recuperação judicial da empresa. Ou seja: para receber o que a instituição financeira lhes deve, antes terão de pagar. Esse receio parte da premissa de que a Fictor terá dificuldades para levantar R$ 150 milhões no mercado dadas as circunstâncias que cercam sua recuperação judicial. O grupo está no centro do escândalo do Banco Master, ao mesmo tempo em que é investigado por sua suposta participação em um esquema de fraudes contra a Caixa Econômica. Consultada pelo RR, a Fictor não se pronunciou até o fechamento desta matéria.
Todos os direitos reservados 1966-2026.