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Em Nova York, a estratégia é distinta. Os credores sustentam que a alienação também viola obrigações assumidas pela Oi no âmbito do plano de recuperação judicial reconhecido pela Justiça americana por meio do Chapter 15. Segundo a petição apresentada à Corte de Falências, a venda por R$ 4,5 bilhões desrespeita cláusulas contratuais que estabelecem um preço mínimo de R$ 12,3 bilhões para a alienação do ativo ou, alternativamente, exigiriam a anuência dos detentores de ao menos 60% das notas garantidas. De acordo com os credores, cerca de 92% desses títulos votaram contra a proposta apresentada pelo BTG.
O impasse ameaça um dos pilares da reestruturação financeira da Oi. A participação na V.tal representa o principal ativo com liquidez remanescente na massa falida e é considerada fundamental para gerar recursos destinados ao pagamento dos credores e ao cumprimento do cronograma da recuperação judicial. A paralisação da operação ocorre poucos dias depois de outro revés relevante: o fracasso do leilão da Oi Soluções, que não recebeu qualquer proposta. Juntos, os dois episódios comprometem a estratégia de monetização de ativos da companhia e ampliam a pressão sobre a condução da recuperação judicial.
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