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A decisão da Perfin Investimentos de não participar da privatização da Copasa, que se inicia amanhã, causou forte estranheza no mercado. Segunda maior acionista individual da estatal de saneamento, com 15%, a gestora era dada como nome certo na disputa. Por essa razão, seu recuo tem alimentado diferentes especulações entre os investidores. Línguas ferinas falam em uma fissura na relação com a Aegea – ambas são sócias na gaúcha Corsan. Pode ser que sim, pode ser que não. O fato é que a Aegea vai entrar sozinha na oferta de ações da Copasa em meio a uma crise de confiança e a turbulências internas entre seus acionistas – ver RR.
Outra hipótese aventada para a desistência da Perfin é um reposicionamento tático da gestora. Nesse caso, em vez de entrar em uma disputa de controle que tende a ser altamente competitiva, a gestora teria optado em ser a fiel da balança no bloco minoritário da Copasa, valendo-se da expressiva posição acionária que já possui, Com essa postura, preservaria capital, evitaria risco operacional e manteria influência relevante sobre a governança da companhia no pós-privatização, negociando diretamente com o futuro controlador. Ou seja: a Perfin ficaria de fora da privatização, pero no mucho. Aproveitaria a posição que já tem como atalho para uma composição posterior com o novo acionista de referência da companhia. Faz todo o sentido. A julgar pelo seu track record de sucesso, pode-se afirmar que a decisão da gestora de José Roberto Ermírio de Moraes Filho e Ralph Gustavo Rosenberg de não entrar na privatização da Copasa se deve muito mais a um cálculo estratégico do que a um momento de hesitação.
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