Arquivo Notícias - Página 77 de 1964 - Relatório Reservado

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Serena busca parceiros para acelerar sua expansão nos Estados Unidos

13/01/2026
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A Serena Energia mantém conversas com empresas de energia e fundos de investimento norte-americanos com o objetivo de desenvolver novos parques eólicos nos Estados Unidos. A empresa enxerga um grande potencial de crescimento na América graças a uma combinação de fatores: alta demanda por energia por conta da proliferação de data centers, elevada procura por contratos offtake, políticas estaduais pró-renováveis etc. A Serena já tem um parque eólico no Texas, o Goodnight 1, e, na semana passada, levantou US$ 350 milhões junto ao Itaú para a construção da segunda fase do complexo. A estratégia da companhia é fechar contratos de longo prazo (PPAs) com grandes compradores de energia, justamente como o acordo firmado para fornecer eletricidade a um data center do Google, que viabilizou a implantação de Goodnight 2. O acesso a potenciais parceiros internacionais tem sido pavimentado pelos dois principais acionistas da Serena: a gestora Actis e o GIC, fundo soberano de Cingapura.

Efeito Lava Jato: a suspeição generalizada de indicados a cargos públicos

13/01/2026
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No limite, não existirá mais ninguém no Brasil apto a ocupar cada um dos quase 50 mil cargos da gestão federal. De ministros de Estado a assessores comissionados, passando por presidentes e diretores de estatais, autarquias, agências reguladoras etc, há um crescente e perigoso processo de estigmatização de nomes designados para postos na administração pública direta e indireta. O tema tem sido objeto de discussão na Casa Civil e na CGU, que se dividem nas atribuições técnicas e jurídicas relacionadas ao preenchimento de funções na esfera federal – da concentração das indicações à análise de antecedentes, passando pela definição das normas e orientações e pela fiscalização do cumprimento dos critérios legais e de integridade. O que se vê hoje, e que se pode denominar Efeito Lava Jato, é uma caça às bruxas institucionalizada que tem criado embaraços em sequência tanto para quem escolhe quanto para quem é escolhido. Trata-se de um estado permanente de suspeição. A pergunta que se apresenta, e para qual parece não haver resposta, é: Como encontrar nomes sem qualquer “impedimento” ou “conflito de interesses”?
O problema não é novo. Mas parece que, desde o regime militar, quando a indicação de cargos para a tecnocracia e a fiscalização da lisura dos escolhidos estavam entregues à lupa e ao tacape do SNI, a proliferação de associações de menções e fatos negativos aos nomes do Executivo parece estar virando norma. É bem verdade que a internet tem tido um papel fundamental no emporcalhamento de reputações. Ela incinera candidatos a cargos públicos antes mesmo de uma eventual indicação. Google e IA tornaram-se instrumentos de uso recorrente quando esse é o objetivo. A investigação isenta tem se restringido à mídia. Mesmo assim, a própria imprensa, baluarte do legítimo levantamento de dados, volta e meia se confunde com pesquisas feitas por robôs. Como separar o joio do trigo? Essa é a questão sem respostas na área de informações do governo, na Casa Civil e na CGU.
Há 83 milhões de ações em andamento no Judiciário brasileiro; 18 mil julgamentos em aberto no STF; o TCU soma por ano mais de cinco mil processos de controle apreciados de forma conclusiva; a CVM profere decisões sobre aproximadamente 800 processos administrativos sancionadores por ano; o CARF carrega mais de 70 mil recursos pendentes; a Aneel emite algo como de 1,5 mil decisões colegiadas anualmente; o BNDES tem um estoque de mais de 150 mil clientes, entre empresas e projetos com financiamentos ativos. Por trás dessa numeralha de trâmites, há sempre uma figura em comum: o servidor público, em seus mais variados níveis hierárquicos.
Nesse descomunal emaranhado de fios públicos e privados, como escolher para o STF um nome que, seja por prestação direta de serviços, seja por consanguinidade, vínculo familiar ou relação pessoal, jamais em tempo algum tenha sequer triscado em alguma parte com ação na Corte? Como achar para o CARF um tributarista que nunca tenha chegado perto de uma empresa com pendências tributárias e contestações ao órgão? Como indicar para o colegiado da CVM um advogado, economista ou qualquer outro profissional que jamais tenha tratado de qualquer tema de interesse de companhias abertas? Como peneirar para a ANAC alguém que não tenha na sua lista de contatos nenhum nome ligado ao setor aéreo? Como indicar um diretor para o Banco Central sem qualquer experiência junto ao setor financeiro? Levado ao extremo, esse patrulhamento excessivo já deixou há muito de ser instrumento de rigor, controle e salvaguarda para se tornar um óbice estrutural à montagem de quadros qualificados, com prejuízo para o próprio serviço público. O resultado é um paradoxo institucional: quanto mais notória a reputação e mais reconhecido o saber técnico de um profissional, maior a probabilidade de que ele seja descartado por já ter transitado — legitimamente — pelos mesmos ambientes que hoje se pretende regular, julgar ou administrar. Ao criminalizar a trajetória, o sistema empobrece suas próprias escolhas e acaba penalizando a coisa pública, que se vê privada justamente de quem reúne capital técnico, densidade intelectual e compreensão real dos setores sob sua responsabilidade.

#CGU #TCU

Yduqs negocia aquisição da Descomplica

13/01/2026
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A Yduqs mantém conversações para a compra da Descomplica, startup de aulas online com faturamento próximo de R$ 100 milhões. A operação é vista dentro do grupo como uma oportunidade para alavancar a Quest.Edu, sua recém-criada vertical de cursinhos. A montagem da nova unidade de negócios tem sido acompanhada de uma agressiva política de aquisições. Em outubro, por exemplo, a Yduqs fechou de uma só vez a aquisição dos cursinhos ProMedicina, ProEnem e EuMilitar. O guarda-chuva reúne ainda as marcas Qconcursos, Folha Dirigida e Damasio. A Descomplica tem entre seus acionistas nomes de peso como Softbank, a família Zuckerberg e Península, além de Marco Fisbhen, fundador e CEO da empresa. Em 2021, a edtech recebeu um aporte de US$ 85 milhões. No entanto, o negócio tem custado a engrenar. O que se diz no mercado é que a Descomplica segue operando no vermelho e já queimou praticamente todo o capital recebido. Procuradas pelo RR, Yduqs e Descomplica não se pronunciaram.

#Descomplica #Yduqs

Custo eleitoral surge como entrave ao enxugamento dos Correios

13/01/2026
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O plano de reestruturação dos Correios, que prevê o fechamento de cerca de mil agências e um amplo programa de demissão voluntária, enfrenta resistências dentro do PT. Em um ano eleitoral, alas do partido avaliam que o custo político do enxugamento da estatal pode ser mais elevado do que o desgaste provocado pelos prejuízos bilionários acumulados desde 2022. A leitura é pragmática: déficits contábeis não votam, mas fechamento de unidades e cortes de pessoal produzem efeitos imediatos sobre bases eleitorais, sobretudo em municípios médios e pequenos, onde as agências dos Correios cumprem papel simbólico e social relevante.
Nos bastidores, dirigentes petistas têm alertado o governo para o risco de transformar a reestruturação em munição para adversários. A avaliação é que imagens de portas fechadas e trabalhadores deixando a empresa tendem a repercutir mais do que números de balanço, ainda que superlativos – somente neste ano, os Correios acumulam prejuízos superior a R$ 6 bilhões. Esse cálculo político ajuda a explicar a cautela do Palácio do Planalto em acelerar o cronograma de cortes. Ainda que a direção dos Correios insista na necessidade de ajustes para garantir a sobrevivência da empresa, setores do PT defendem diluir ou postergar decisões mais impopulares.

#Correios #PT

Goiás e Mato Grosso do Sul disputam os aminoácidos chinesas

13/01/2026
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A chinesa Ningxia Eppen, uma das maiores produtoras globais de aminoácidos para nutrição animal, humana e vegetal, está provocando uma disputa federativa no Centro-Oeste. Os governos de Goiás e do Mato Grosso do Sul duelam para aninhar a fábrica que os asiáticos planejam instalar no Brasil. O investimento é da ordem de US$ 300 milhões. Representantes da companhia têm mantido conversas simultâneas com autoridades dos dois estados. Emissários da Ningxian Eppen já teriam, inclusive, realizado uma visita técnica em Goiás em áreas com potencial para receber o empreendimento. Um dos pré-requisitos é a abundância de milho, um insumo central para a fábrica.

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