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Por que tamanho apetite da BlackRock pelos ADRs da Axia?
26/01/2026Há rumores no mercado de que a BlackRock tem atuado intensamente na ponta compradora de ADRs da Axia (ex-Eletrobras). A ofensiva da maior gestora de recursos do mundo, com mais de US$ 14 trilhões em ativos, seria uma das principais razões para a alta de 14% dos papéis acumulada nos últimos dias. O que a BlackRock farejou? Nas bolsas, há uma forte expectativa de que a Axia aumente a voltagem da sua política de dividendos em 2026. No ano passado, a empresa aprovou a distribuição recorde de R$ 8,3 bilhões a seus acionistas. Relatórios recentes de casas de análise já revisaram para cima as estimativas de lucro e de geração de caixa para 2026, criando um pano de fundo favorável para dividendos extraordinários ou aumento do payout. O gatilho mais imediato é a alta do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) – o preço da energia elétrica no mercado de curto prazo no Brasil -, que tem impulsionado as margens das geradoras com maior exposição ao mercado livre. Soma-se a isso o histórico recente da companhia, que vem utilizando reservas de lucro e instrumentos societários para devolver capital aos acionistas. Como sempre, o BlackRock sabe muito bem onde está pisando.
Plano Nacional de Ferrovias: concessão ou reestatização disfarçada?
26/01/2026O TCU desponta como mais um óbice para o Plano Nacional de Ferrovias elaborado pelo governo Lula, que até agora não conseguiu leiloar sequer um km de trilhos. Segundo o RR apurou, o modelo de compartilhamento de riscos desenhado pela ANTT para as concessões da Ferrogrão e da EF-118 enfrenta resistências dentro da Corte. Entre os ministros do Tribunal de Contas, a quem caberá a palavra final, há uma preocupação com os riscos colaterais da proposta. Que nem são tão colaterais assim. O principal receio é que o formato acabe se transformando em uma “reestatização” travestida de concessão à iniciativa privada e, com isso, a conta venha a cair onde quase sempre cai: no colo da União. A modelagem tem pontos cinzentos relativos à divisão de obrigações financeiras. A princípio, a ideia da ANTT é estabelecer gatilhos automáticos para o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato em caso de variação no valor das obras. Em tese, é uma forma de compensar o investidor por custos não previstos, decorrentes, por exemplo, de alterações de traçados ou da disparada de preços de um determinado insumo. Na prática, porém, o receio do TCU é que o chamado compartilhamento acabe empurrando de volta para a União gastos de responsabilidade do concessionário. Não há dúvidas de que é necessário oferecer alguma isca para atrair investidores aos leilões da Ferrogrão e da EF-118, ainda mais tratando se de um governo que, em três anos, não conseguiu licitar qualquer nova concessão ferroviária. No entanto, no entendimento dos integrantes da Corte, esta pode ser uma brecha perigosa para litígios e paralisação das obras. Gatilhos mal definidos ou excessivamente discricionários para acionar reequilíbrios econômico-financeiros tendem a elevar o risco judicial.
A área técnica do TCU também observa com cautela os impactos fiscais implícitos do modelo. O mecanismo de compartilhamento traz a reboque o risco de gerar passivos relevantes, sem contabilização orçamentária prévia. Soma-se a isso o temor no Tribunal de Contas de que o formato abra uma porteira: uma eventual chancela ampla ao modelo pode pressionar sua replicação em outras concessões de infraestrutura, inclusive rodoviárias e portuárias, ampliando a exposição do Estado a riscos que hoje são majoritariamente privados. Há ainda dúvidas quanto à capacidade de fiscalização da ANTT. O compartilhamento de riscos exige um aparato técnico robusto para auditar custos, validar pleitos e reduzir assimetrias de informação entre concedente e concessionário. Sem essa musculatura institucional, o TCU avalia que o modelo pode se tornar ingovernável na prática.
Ometto puxa o coro do empresariado pela candidatura de Tarcísio
26/01/2026
Gigante asiático busca parceiros para a construção de data centers no Brasil
26/01/2026De primeira: o RR apurou que a Nova Complex, de Cingapura, mantém conversas com empresas da área de energia e fundos de investimento em busca de parceiros locais para a implantação de dois data centers no Brasil. Sobre a mesa cifras que podem chegar a US$ 7 bilhões. Um potencial candidato a sócio dos asiáticos seria a Omnia, leia-se o Pátria Investimentos. Seria um casamento de pesos-pesados. Em associação com a Casa dos Ventos, a Omnia está envolvida no maior projeto de infraestrutura de dados em curso na América Latina: a implantação do data center da chinesa TikTok no Ceará, orçada em R$ 200 bilhões. A investida no Brasil representa uma importante inflexão geoeconômica no mapa de negócios da Nova Complex. A quase totalidade dos seus investimentos em data centers está concentrada na Ásia e no Oriente Médio, com exceção para um empreendimento na Finlândia.
Braço direito de Fávaro desponta como nome forte na reforma ministerial
26/01/2026À medida que se aproxima a dança das cadeiras ministeriais programada para abril, uma figura em alta na bolsa de apostas de Brasília é Irajá Lacerda, secretário-executivo do Ministério da Agricultura. Homem de confiança de Carlos Fávaro (PSD-MT), Lacerda está cotado para assumir a cadeira do ministro, que deixará o cargo para concorrer ao Senado. Mas não só: nos últimas dias, seu nome passou a ser ventilado para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, em substituição a Paulo Teixeira (PT-SP), que vai disputar a reeleição à Câmara dos Deputados. Advogado e ex-presidente da Comissão de Direito Agrário da OAB-MT, Lacerda tem sua trajetória profissional ligada à pauta da regularização fundiária.