Arquivo Notícias - Página 62 de 1963 - Relatório Reservado

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Crise da Postal Saúde vira foco de enfermidade para o governo Lula

2/02/2026
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Dentro da crise dos Correios há outra crise que mobiliza o governo. O Palácio do Planalto pressiona a direção da empresa a equacionar a desordem financeira e operacional da Postal Saúde. Os servidores e aposentados da estatal não têm conseguido atendimento nos principais hospitais e clínicas credenciados no plano. Grupos como Rede D’Or e Dasa vêm se recusando a agendar consultas e exames devido à falta de pagamento por parte da Postal Saúde. A inadimplência é resultado direto dos atrasos no repasse dos recursos dos Correios. Relatórios apontam que a dívida da estatal com a empresa de medicina de grupo já ultrapassa os R$ 740, mais que o dobro do registrado em 2024. Os índices de reclamação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar também duplicaram ao longo de 2025. Auxiliares do presidente Lula enxergam as enfermidades financeiras da Postal Saúde como um foco de desgaste político tão ou até mesmo maior do que o próprio rombo financeiro dos Correios. São funcionários públicos e dependentes – em outras palavras, eleitores – que não estão sendo devidamente assistidos pela má gestão da estatal e consequentemente do plano de saúde.

#Correios #Postal Saúde

“Estiagem” da Mosaic acentua fragilidade do Brasil em fertilizantes

2/02/2026
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Como se não bastasse a notória dificuldade de viabilizar novos projetos e reduzir a dramática dependência de fertilizantes importados, o Brasil enfrenta agora a ameaça de desinvestimento de grandes players do setor. É o caso da Mosaic. Segundo o RR apurou, após suspender temporariamente a produção de superfosfatados (SSP) no Paraná e em Minas Gerais, a companhia norte-americana discute medidas contracionistas mais drásticas. De acordo com uma fonte próxima à empresa, as hipóteses sobre a mesa incluem da descontinuidade de linhas específicas até mesmo ao fechamento definitivo de uma das duas fábricas afetadas pela paralisação – Paranaguá (PR) e Araxá (MG). Em Minas Gerais, há, desde já, forte tensão entre os funcionários. Segundo informações filtradas junto a lideranças sindicais, correm rumores sobre demissões na unidade de Araxá. Ressalte-se que, no ano passado, a companhia já havia negociado sua única mina de potássio no Brasil, a Taquari-Vassouras, localizada em Rosário do Catete (SE), para a VL Mineração. Procurada pelo RR, a Mosaic não quis se pronunciar.

O redimensionamento da capacidade industrial da Mosaic no Brasil seria a saída encontrada para reduzir a ociosidade e preservar rentabilidade. O pano de fundo da entressafra no Brasil é uma deterioração mais ampla do mercado, um choque simultâneo de demanda e competitividade. Entre outros fatores, a empresa sofre os efeitos da escalada de preços do enxofre, uma de suas principais matérias-primas: o valor para a entrega da commodity nos portos brasileiros subiu para a faixa de US$ 540–550/t (CFR) em janeiro, ante cerca de US$ 510–515/t no começo de dezembro, em um movimento que pressiona diretamente o custo de produção do SSP. Nesse cenário, mesmo para um gigante global da indústria de adubos, está cada vez mais difícil competir com a crescente entrada no país de produtos fosfatados provenientes da China. No ano passado, as vendas da Mosaic no mercado brasileiro ficaram estagnadas na casa dos nove milhões de toneladas, frustrando as projeções de aumento do volume de até 10%. Some-se a isso as taxas de juros nas alturas e a torrente de recuperações judiciais no setor agrícola no Brasil. Grandes distribuidores de insumos agrícolas, como a Agrogalaxy, e produtores rurais sofrem com dívidas impagáveis e acesso a crédito restrito.

Além dos problemas do mercado interno, a retração da Mosaic no Brasil reflete também o período conturbado da própria matriz. Nos Estados Unidos e no Canadá, a companhia reportou uma queda acentuada da demanda por fertilizantes no quarto trimestre de 2025. Em resposta, a empresa se viu forçada a reduzir seu plano de produção de fosfatados na América do Norte e redirecionar volumes para mercados com consumo mais resiliente. Como consequência, a Mosaic decidiu alienar ativos para recompor caixa. Em dezembro, vendeu sua operação de potássio em Carlsbad, Novo México, para a International Minerals Carlsbad. Uma coisa está diretamente ligada à outra: o desempenho cadente na América de cima pressiona ainda mais o grupo a enxugar suas operações na América de baixo.

#Mosaic

Polarização à vista na comunicação de Flavio de Bolsonaro

2/02/2026
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No entorno de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já se dá como certa a contratação do marqueteiro Daniel Braga para a sua campanha presidencial. Braga, que atua na comunicação do PL, é bastante próximo do senador Rogério Marinho (PL-RN). O parlamentar é o mais cotado para ser o coordenador da candidatura de Flavio. No entanto, há um ponto ainda em aberto: entre os próprios assessores do ‘01” não está muito claro como se dará a divisão de tarefas com o também publicitário Marcello Lopes. Este último chegou primeiro e já ocupa um razoável espaço de influência na pré-campanha de Flavio, inclusive acompanhando-o pessoalmente em diversos eventos. Um potencial campo de fricção é a gestão da comunicação digital. Como se sabe, trata-se de um território estratégico para o clã Bolsonaro. Para o bem e para o mal.

#Flavio de Bolsonaro

Azimut avança na gestão de recursos com novas aquisições no Brasil

2/02/2026
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O RR apurou que a italiana Azimut está negociando novas aquisições na área de wealth management no Brasil. Há duas operações no pipeline, ambas envolvendo portfólios superiores a R$ 10 bilhões, segundo uma fonte que a companha a movimentação da instituição. Em dezembro, a Azimut comprou o controle da Knox Capital, vinculada à XP e com uma carteira de aproximadamente R$ 7 bilhões sob gestão. No ano passado, a empresa chegou a R$ 50 bilhões sob gestão no Brasil. Nos bastidores, os italianos falam em duplicar essa cifra em até dois anos. O Brasil já é a terceira maior operação global da Azimut, que administra mais de US$ 100 bilhões em 20 países.

#Azimut

Grupo indiano deve aumentar voltagem judicial no setor elétrico brasileiro

2/02/2026
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A judicialização do setor elétrico brasileiro – uma bola de neve que envolve mais de R$ 150 bilhões, nas estimativas mais conservadoras – está prestes a ganhar um novo capítulo. A indiana Two Square (antiga Sterlite) avalia entrar na Justiça contra a Aneel. Na semana passada, a agência confirmou os pedidos de caducidade antecipada das concessões da Serra Negra e Tangará, empresas de transmissão controlada pelo grupo asiático. A alegação é que ambas não cumpriram obrigações contratuais e acumulam atrasos no cronograma de seus respectivos projetos, incluindo a falta de licenças ambientais, o que é rechaçado pelos indianos.  Na queda de braço com a Aneel, a Two Square sustenta que houve mudança de entendimento regulatório ao longo da execução dos projetos, além de entraves exógenos — ambientais, fundiários e financeiros — que teriam comprometido os cronogramas originais. A estratégia jurídica questionaria tanto o mérito da caducidade quanto o rito adotado pela Aneel, com pedidos de tutela para suspender os efeitos da decisão. Seja com o nome de Sterlite, seja rebatizada como Two Square, a história do grupo indiano no Brasil pode ser dividida em duas etapas. A primeira, de bonança, ao arrematar concessões de transmissão com investimentos somados da ordem de R$ 4 bilhões; a segunda, de tempestade: no ano passado, a empresa entrou em recuperação extrajudicial no Brasil na tentativa de repactuar dívidas de R$ 1,4 bilhão.

#Energia

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