Arquivo Notícias - Página 140 de 1964 - Relatório Reservado

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Dúvidas cercam projeto de lítio da Lightning Minerals em Minas Gerais

9/10/2025
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Nem tudo que reluz é lítio no Vale do Jequitinhonha. Os investimentos da australiana Lightning Minerals no Brasil são cercados por incertezas. Os dados mineralógicos na reserva de lítio de Esperança, em Minas Gerais, ainda são inconclusivos sobre a viabilidade comercial do projeto. A empresa não apresentou, até o momento, uma estimativa formal de recursos minerais que permita dimensionar o potencial econômico dos depósitos. Outro ponto de dúvida é a sustentabilidade financeira da operação: a Lightning depende de novas rodadas de captação para financiar sondagens e análises adicionais. Por ora, o caixa resolve o custo dos estudos geológicos, em torno de R$ 20 milhões. Mas a empresa australiana precisará levantar capital para seguir adiante caso as pesquisas apontem a existência de alto teor de lítio na reserva.

#Lightning Minerals

Produtores e exportadores de café já sentem no ar um aroma de anti-tarifaço

9/10/2025
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Assim como os oráculos buscavam prever o futuro a partir da borra no fundo de xícaras, produtores e traders de café no Brasil tentam vaticinar os próximos passos do governo norte-americano interpretando os sedimentos deixados pela aproximação entre Lula e Donald Trump. O telefonema entre ambos na última segunda-feira tem alimentado informações cruzadas e rumores de um anti-tarifaço.

Segundo uma fonte da área de comércio exterior, o setor já trabalha com a possibilidade de o governo dos Estados Unidos retirar a sobretaxa de 40% imposta ao Brasil ou até mesmo, em uma reviravolta ainda mais radical, zerar a tarifa de 10% que incide sobre todas as importações de café. O gravame passou a ser aplicado no início deste ano, com o retorno de Trump à Casa Branca.

Há enormes pressões internas para que o governo norte-americano volte ao regime de alíquota zero. Grandes grupos de torrefação e redes de cafeteria não estão dispostos a reduzir margens para arcar com os custos de importação do café, notadamente o brasileiro. Tampouco querem – e podem – correr o risco de repassar o imposto ao consumidor, sob ameaça de quem o fizer perder expressiva fatia de mercado.

Um fato em especial aumenta ainda mais a fervura interna por um meia-volta, volver de Trump. Todos os demais países produtores de café, a começar por Vietnã e Colômbia, encontram-se na entressafra. Já o Brasil está exatamente no período pós-colheita. Com disponibilidade de oferta. Ou seja: os maiores compradores de café dos Estados Unidos não têm para onde correr. É comprar no Brasil ou não comprar de ninguém. Ressalte-se que o café brasileiro responde por um terço de todo o consumo no mercado norte-americano (24 milhões de sacas/ano).

Pode até ser que produtores e exportadores brasileiros estejam olhando para os resíduos na xícara com excesso de otimismo. Mas não chega a ser um absurdo a ideia de Donald Trump não apenas voltar atrás no tarifaço ao Brasil, mas na própria taxa de importação do café.

No limite, Trump estaria fazendo um favor a si mesmo. A tributação já causa um estrago nos Estados Unidos. Em setembro, a Starbucks anunciou 900 demissões. Se um gigante com mais de 17 mil cafeterias e receita de US$ 24 bilhões por ano apenas dentro dos EUA começou a cortar cabeças, o que dizer das centenas de pequenas redes existentes no país.

#Agronegócio #Café

Cemig espreita a porta de saída na Taesa

9/10/2025
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Corre no mercado que a Cemig e a colombiana ISA retomaram conversas envolvendo a transferência do controle da Taesa. A operação contemplaria a venda da participação integral da estatal mineira na empresa de transmissão, equivalente a 36,9% do capital ordinário. Com o negócio, a ISA passaria a ser sócia majoritária da companhia, com 53% das ONs. Considerando-se apenas a cotação da Taesa em bolsa, a fatia da Cemig está avaliada em aproximadamente R$ 2,7 bilhões. Em tempo: nos últimos dias, tem chamado a atenção do mercado o apetite da BlackRock por ações da empresa de transmissão. A gestora norte-americana tem atuado de forma intensa na ponta compradora de papéis da Taesa. Entre os investidores, há quem enxergue no movimento da BlackRock um indício de que as conversas entre Cemig e ISA esquentaram.

#Cemig

Banco do Brasil faz campanha por MP de olho em alívio em sua carteira de crédito

9/10/2025
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A própria direção do Banco do Brasil tem feito pressão junto a parlamentares pela aprovação da Medida Provisória 1.314/2025, que autoriza a renegociação de R$ 12 bilhões em dívidas rurais. Até o momento, o assunto é mantido em banho-maria no Congresso. Deputados e senadores sequer formaram a Comissão Mista responsável por analisar a MP. A demora é motivo de preocupação para o BB. A Medida Provisória surge como um alívio para o fardo que o banco carrega em seu balanço com o aumento da inadimplência da sua carteira de crédito rural. Dentro do BB, há estimativas de que o índice de empréstimos em aberto pode cair até um ponto percentual – o nível de inadimplência gira em torno de 5% de todos os financiamentos. O Banco do Brasil deverá operacionalizar até 40% dos R$ 12 bilhões previstos na MP.

#Banco do Brasil

Zema segue os passos de Tarcísio em beija-mão a Bolsonaro

9/10/2025
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Romeu Zema deverá pedir autorização ao STF para visitar Jair Bolsonaro em sua prisão domiciliar, em Brasília, segundo um interlocutor privilegiado do governador de Minas Gerais. Nos últimos dias, Zema tem feito declarações que parecem já preparar o terreno para o encontro. Na semana passada, disse que, se eleito presidente da República, daria indulto “imediato” a Bolsonaro. Três dias depois, afirmou que o ex-presidente é um “preso político” e “sofre perseguição”. Um dos nomes da direita que sonha com a bênção de Bolsonaro para disputar a corrida ao Palácio do Planalto, Zema mantém uma relação errática e hesitante com o clã. Faz acenos ao ex-presidente, mas, quando questionado, sai pela tangente – “Minha relação com ele não é tão grande”. Por essas e outras, volta e meia é atacado pelo clã Bolsonaro. Assim como outros governadores da direita, já foi chamado por Carlos Bolsonaro de “rato”.

#Romeu Zema #Tarcísio Freitas

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