Arquivo Notícias - Página 137 de 1964 - Relatório Reservado

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Família Constantino é quase onipresente nos leilões da gestão Tarcísio

14/10/2025
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O Grupo Comporte, controlado pela família Constantino, dona da Gol, é apontado como forte candidato ao leilão das travessias hídricas do litoral de São Paulo, marcado para o dia 13 de novembro. O pacote engloba a concessão de 14 linhas de transporte aquaviário de passageiros e veículos, com investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões. Os Constantino ostentam um histórico de recentes vitórias em licitações de infraestrutura do governo Tarcisio de Freitas. Em março deste ano, o Grupo Comporte ganhou o leilão das linhas 11, 12 e 13 de trens de São Paulo, com um de desconto de 2,57% sobre as contraprestações pecuniárias a serem pagas pelo Estado. No ano passado, em consórcio com a chinesa CRCC, arrematou a concessão do Trem Intercidades, entre São Paulo e Campinas. Trata-se de um dos maiores projetos de infraestrutura da gestão Tarcísio, com custo estimado em R$ 14 bilhões. Também em 2024, a empresa dos Constantino ganhou o leilão da linha 7 do metrô paulista. Procurado pelo RR, o Grupo Comporte não se pronunciou até o fechamento desta matéria.

#Família Constantino #Grupo Comporte

Fabricantes de máquinas agrícolas puxam o freio com tarifaço de Trump

14/10/2025
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Os movimentos de aproximação entre os governos Lula e Trump parecem não sensibilizar a indústria de máquinas agrícolas no Brasil. O setor tem adotado medidas contracionistas como resposta aos impactos do tarifaço dos Estados Unidos sobre a cadeia do agronegócio.

Que o diga a John Deere, líder do mercado no país. Os norte-americanos discutem, intramuros, cortes em seus planos de investimento no Brasil. Segundo informações filtradas pelo RR, um dos projetos colocados em stand-by é a expansão da fábrica de tratores de Montenegro (RS).

No ano passado, a companhia comprou dois terrenos contíguos à unidade para a ampliação da produção e da área de armazenagem, como parte de um desembolso total da ordem de R$ 230 milhões. Nos corredores da empresa, fala-se à boca miúda em mais uma leva de demissões no Brasil — no mês passado, foram dispensados 150 funcionários da fábrica de Horizontina (RS).

Consultada pelo RR, a John Deere confirma que “conduziu, em 17 de setembro, uma readequação no quadro de funcionários da unidade de Horizontina (RS)”. Segundo a empresa, “a medida foi tomada para adaptar o volume de produção à demanda atual do mercado”. Perguntada especificamente sobre cortes de investimento e a possibilidade de novas demissões, a John Deere não se manifestou.

A John Deere não está sozinha no movimento de marcha a ré. Há informações no setor de que a norte-americana AGCO reavalia a expansão da sua fábrica em Jundiaí. Mais contundente ainda pode ser a reação da indiana Mahindra. Corre no mercado que o grupo cogita adiar o projeto de construção de uma fábrica de tratores em Dois Irmãos (RS), orçada em R$ 100 milhões.

Diante das incertezas que cercam o agro, não parece ser a melhor hora para triplicar a produção no Brasil dos atuais três mil para mais de nove mil tratores por ano. Também procuradas, AGCO e Mahindra não se manifestaram até o fechamento desta matéria.

O mês de agosto foi de desgosto para a indústria de implementos agrícolas, trazendo um indesejável tira-gosto dos efeitos do tarifaço. Após nove meses consecutivos de alta, as vendas de máquinas caíram 8% na comparação com o mesmo mês em 2024.

O próprio setor já reviu a projeção de crescimento na comercialização de tratores, colheitadeiras etc. para este ano, dos 20% iniciais para algo próximo de 14%. Pode e deve piorar caso a “química” entre Lula e Trump fique só nas palavras.

Os fabricantes já trabalham com projeções de queda das vendas no primeiro semestre do ano que vem, caso o tarifaço sobre produtos agrícolas brasileiros persista. Até porque “química” por “química”, as sobretaxas norte-americanas e a manutenção da Selic nas alturas têm praticamente o efeito de um agente-laranja sobre o agro.

#Donald Trump

Telebras mira nas raspas e restos da Oi

14/10/2025
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Há rumores no mercado de que o próprio ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, trabalha dentro do governo para que a Telebras assuma algumas das operações ou mesmo contratos da Oi. A princípio, a estatal encamparia serviços tidos como essenciais, a exemplo das comunicações de hospitais e escolas públicas, além de forças de segurança, notadamente polícias estaduais. Mas o que se ouve em petit comité é que Siqueira vislumbra a possibilidade de a Telebras herdar também contratos privados da Oi. Ressalte-se que há uma pressão para que a estatal aumente suas receitas, após ter firmado um contrato de autonomia financeira. Com isso, a empresa não poderá mais receber recursos diretos do Tesouro. Na semana passada, a situação da Oi se agravou ainda mais, com a intervenção decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro e consequentemente afastamento da diretoria executiva e do conselho de administração.

#Oi #Telebras

Centauro enxerga o futuro voltando para o passado

14/10/2025
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  • No mercado, a leitura é que a SBF Ventures, criada pelo Grupo SBF/Centauro com o objetivo de consolidar um ecossistema de ativos para além do varejo, parece estar com os dias contados. No início de outubro, o conglomerado do empresário Sebastião Bonfim vendeu suas participações nos canais Desimpedidos e Acelerados e na empresa de corridas e eventos X3M. Há outros negócios ainda pendurados na SBF Ventures, notadamente da área de entretenimento, que também deverão ser ofertados em mercado. Aos poucos, o grupo está fazendo o caminho de volta às origens, focando seus esforços na rede de artigos esportivos Centauro. Os últimos meses da companhia têm sido marcados por queda das margens e pela entrega de resultados mais fracos aos acionistas – o lucro no segundo trimestre, de R$ 46 milhões, caiu 79% em relação ao mesmo período em 2024.

#Centauro

Governo negocia com TCU um “regime de urgência” para a Hidrovia do Rio Paraguai

14/10/2025
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O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, tem mantido conversações com ministros do TCU com o objetivo de estabelecer uma espécie de fast track para o processo de licitação da Hidrovia do Rio Paraguai. Costa Filho corre contra o relógio para lançar o edital até dezembro. O prazo é considerado o deadline para que o leilão seja realizado ainda no primeiro trimestre de 2026. A ideia é que o TCU analise as etapas de modelagem e licitação de forma paralela, sem a espera convencional entre cada fase. Os principais envolvidos têm pressa. O governo considera a licitação vital para destravar outras concessões hidroviárias, como os corredores logísticos dos rios madeira e Tapajós. Já Costa Filho pretende realizar ao menos um leilão do setor antes de deixar a Pasta, no fim de março, para disputar a eleição ao Senado por Pernambuco.

#TCU

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