Arquivo Notícias - Página 122 de 1964 - Relatório Reservado

Últimas Notícias

Marcopolo espera o ônibus da escola

3/11/2025
  • Share
No entorno da Marcopolo circula a informação de que o Ministério da Educação anunciará nos próximos dias uma nova etapa do Caminho da Escola. Trata-se do programa de compra de ônibus escolares com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A expectativa é que a licitação ocorra ainda neste ano, envolvendo a encomenda de até oito mil veículos. O timing parece feito sob medida para a Marcopolo. A empresa está mesmo precisando de fatos positivos para melhorar sua percepção junto ao mercado, arranhada após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. O lucro líquido, de R$ 329 milhões, ficou 1,8% abaixo do registrado no mesmo período em 2024. A margem Ebitda, por sua vez, foi de 16,8%, queda de 3,3 pontos percentuais na base anual. Os investidores torceram o nariz. Poucas horas após o anúncio do balanço, na última sexta-feira, as ações da Marcopolo caíram quase 7%. Por isso, a iminente licitação do Caminho da Escola chega em boa hora. No setor, a empresa é tida como pule de dez, vide o seu carry over. Desde que o programa do governo federal foi lançado, em 2007, nenhuma outra companhia entregou mais ônibus do que a Marcopolo – cerca de 20 mil.

#FNDE #Marcopolo #Ministério da Educação

Química entre Lula e Trump vira ameaça para usineiros do Nordeste

3/11/2025
  • Share
A química entre Lula e Donald Trump ameaça provocar um “caos molecular” na indústria sucroalcooleira do Nordeste. O motivo é a possibilidade de renegociação das tarifas cruzadas aplicadas pelos dois países no comércio de açúcar e etanol. Para os produtores da região, trata-se de uma faca de dois gumes. Se, de um lado, os usineiros nordestinos vislumbram a chance de retomar as vendas de açúcar para os Estados Unidos com uma alíquota inferior ou mesmo sem a sobretaxa de 50% imposta pelo governo Trump, do outro, temem pesadas perdas caso o Brasil, em contrapartida, reduza a tributação sobre o etanol norte-americano. O próprio presidente Lula já acenou com a possibilidade de baixar a tarifa que incide sobre o combustível proveniente dos Estados Unidos, hoje de 18%. A medida teria impacto sobre a indústria sucroalcooleira nacional como um todo. Porém, por uma perversa combinação de fatores, as usinas do Nordeste serão as mais duramente atingidas caso haja um aumento do volume de etanol norte-americano no mercado interno.
Por facilidades de ordem logística, a maior parte do combustível importado dos Estados Unidos entra no Brasil exatamente pela região, mais especificamente por Suape (PE) e de Itaqui (MA). Com isso, já na partida o etanol made in USA chega no Nordeste a preços mais baixos do que em outras áreas do país, deslocando mercado dos produtores locais. Some-se o fato de que as usinas nordestinas têm um grau de competitividade inferior ao de suas congêneres no Sudeste e Centro-Oeste. Em São Paulo, por exemplo, a produtividade média é de 99 toneladas de cana por hectare (tc/ha). No Nordeste, esse é índice é de 88 tc/ha – em algumas regiões, não passa de 72 tc/ha.
Diante das tratativas entre Brasil e Estados Unidos e da hipótese de renegociação das tarifas do açúcar e álcool sobre a mesa, governadores do Nordeste têm feito gestões junto ao Palácio do Planalto. À frente estão Raquel Lyra, de Pernambuco, e Paulo Dantas, Alagoas, os dois maiores produtores da região. Buscam mecanismos de compensação para o caso do governo reduzir a tributação sobre o etanol norte-americano. Além de subsídios, uma das propostas discutidas seria a criação de uma Tariff Rate Quota (TRQ), ou seja, tarifas diferenciadas por região para reduzir o volume de entrada do produto por portos do Nordeste. Seria uma forma também de escalonar desembarques em momento de entressafra na região.
Os usineiros do Nordeste, assim como do Norte, já são beneficiados dentro do sistema de cotas a que o Brasil tem direito para a exportação de açúcar aos Estados Unidos. As duas regiões respondem por quase todos os embarques dentro do regime especial. Na safra atual, o Brasil teve direito a 155 mil toneladas. Até abril, esse volume era isento de taxação. O governo Trump aplicou uma alíquota de 10% e, pouco depois, os 40% adicionais – o excedente à cota de 155 mil toneladas paga 80% de tributação. Em um exercício hipotético, ainda que o governo Lula consiga de volta o imposto zero dentro da cota, os usineiros alegam que o impacto positivo da medida será praticamente perdido pelo aumento da entrada do etanol norte-americano.

#Donald Trump #Lula

Com o caixa cheio, TRXF11 mira diversificação geográfica de seus ativos

3/11/2025
  • Share

O TRXF11, um dos mais agressivos e bem-sucedidos fundos de real estate do mercado, vai iniciar um novo ciclo de expansão. Segundo informações filtradas pelo RR, o veículo de investimento planeja ampliar geograficamente o seu portfólio, com foco em ativos no Nordeste e no Sul do país. São duas regiões consideradas estratégicas pelo potencial de crescimento do consumo e da infraestrutura. A meta é construir um portfólio mais distribuído, tanto em termos regionais quanto setoriais, para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade de receitas. Hoje, por exemplo, aproximadamente 60% da carteira estão concentrados em São Paulo. O TRXF11 está no meio de uma robusta temporada de novas captações. A 11ª emissão de cotas, concluída em junho, levantou R$ 1,25 bilhão. No momento, está em curso a 12ª emissão, com um piso de R$ 2 bilhões, mas com possibilidade de chegar a R$ 3 bilhões. Com valor patrimonial de R$ 3,2 bilhões, o TRXF11, gerido pela TRX Investimentos, consolidou-se como um dos cinco maiores fundos de tijolo do país.

#TRXF11

Revee desponta como uma peça a menos no quebra-cabeças da Reag

3/11/2025
  • Share

Corre no mercado que a Revee, gestora de investimentos imobiliários e de arenas esportivas ligada ao Grupo Reag, está à venda. Entre outros ativos, a empresa detém a concessão do Canindé, estádio da Portuguesa de Desportos – o contrato prevê o aporte de R$ 1 bilhão para transformá-lo em uma arena multiuso com 30 mil lugares. A negociação da Revee seria mais uma etapa na decantação do ecossistema de empresas da Reag após a Operação Carbono Oculto, que investiga ramificações do crime organizado. O movimento mais agudo desse processo foi a transferência da gestora Reag Investimentos, dona de uma carteira de R$ 300 bilhões, para um grupo de executivos. Em tempo: o mercado parece já ter farejado algo em relação à Revee. No último dia 23, a ação da companhia subiu 90% em único pregão. Consultada pelo RR sobre a atípica oscilação, a Reag disse que “As variações observadas nos preços das ações refletem exclusivamente flutuações normais de mercado”.

#Reag

Tarcísio aduba o solo da agricultura familiar de olho na “colheita” de 2026

3/11/2025
  • Share

O governo de São Paulo tem planos de adubar ainda mais o volume de financiamento para a agricultura familiar. A ideia discutida é ampliar o valor do Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS) para R$ 100 milhões em 2026, o dobro dos recursos que serão distribuídos neste ano. Ressalte-se que os R$ 50 milhões previstos para 2025 já representam um salto em relação ao histórico do programa – entre 2020 e 2024, a cifra somada chegou a R$ 67 milhões. O projeto do governo é aumentar também o número de cooperativas beneficiadas – hoje são 40. A nova meta prevê ainda a ampliação da rede logística que conecta o campo ao consumo institucional. Técnicos do governo avaliam uma revisão nos critérios de habilitação e um novo sistema de pagamentos, que reduza prazos e facilite o acesso dos pequenos produtores. O governador Tarcísio de Freitas parece ter encontrado um campo fértil. Mais de 122 mil estabelecimentos de agricultura familiar são beneficiados pelo PPAIS. Ao todo, algo como 350 mil produtores rurais. Ou potenciais eleitores, se assim o freguês desejar.

#Tarcísio de Freitas

Todos os direitos reservados 1966-2026.

Rolar para cima