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Vira-casaca do BTG enfraquece posição do Flamengo na Libra

31/10/2025
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A relação entre o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o “Bap”, e o BTG azedou. O motivo foi a decisão do banco de virar casaca, ou seja, abandonar a Libra (Liga do Futebol Brasileiro), encabeçada pelo rubro-negro, e se unir à rival Liga Forte União (LFU). “Bap” tentou evitar a deserção, sem sucesso. Com esse movimento, a Libra fica sem um sócio financeiro, diferentemente da LFU, que passa a ter uma linha de ataque formada pelo banco de André Esteves e pela XP, aliada de primeira hora. A tendência agora é que o BTG leve consigo alguns dos clubes que compõem a Libra, ampliando a fragilidade do projeto e enfraquecendo a posição do Flamengo, que sempre se mostrou resistente a qualquer modelo de associação com a LFU.

 

Créditos da Imagem: Alexandre Vidal / Flamengo

#BTG #Flamengo

Sob pressão e sob suspeita: o colapso anunciado da Agência Nacional de Mineração

31/10/2025
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A Agência Nacional de Mineração (ANM) está sob fogo cruzado. O tiroteio combina pressões políticas, cerco de órgãos de controle, notadamente o TCU, e suspeições criminais, tudo em meio à ameaça de colapso operacional.  Segundo informações filtradas pelo RR, há uma articulação de parlamentares e prefeitos de Minas Gerais e do Pará, com o apoio do próprio ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para defenestrar o diretor-geral da ANM, Mauro Henrique Sousa. Por trás da ofensiva está a urgência dos municípios em aumentar sua arrecadação. Prefeitos mineiros e paraenses, estados que concentram mais de 75% da produção mineral no Brasil, acusam a direção da ANM de negligência na cobrança e no repasse dos fundos da CFEM (Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais). A conspiração dos alcaides contra o comando da agência é potencializada por “escavações” feitas pelo Tribunal de Contas da União no órgão regulador. De acordo com uma auditoria do TCU divulgada no fim do ano passado, o volume de sonegação no recolhimento da CFEM chegou a 70% entre 2017 e 2022. A perda de arrecadação estimada é da ordem de R$ 20 bilhões. Significa dizer que os municípios mineradores, aos quais cabe a fatia de 60% da CFEM, deixaram de receber algo como R$ 12 bilhões. Há duas semanas, o Tribunal de Contas de uma nova estocada na ANM. Em acórdão aprovado no dia 15 de outubro, apontou “fragilidades estruturais persistentes” em áreas essenciais como “integridade e controle interno”. O RR encaminhou uma série de perguntas à Agência Nacional de Mineração, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Nesse aluvião, é praticamente impossível decantar a ofensiva dos prefeitos e do TCU da agenda policial que cerca da ANM. A agência reguladora está no centro de uma investigação criminal, que levou à recente prisão de um de seus diretores, Caio Mario Seabra. A Polícia Federal apura a existência de um suposto esquema de corrupção no setor minerário, com fraudes na concessão de licenças. Em Brasília, as investigações da PF têm alimentado ilações sobre os reais motivos por trás do elevado número de mineradoras que não recolhem a CFEM, conforme aponta a auditoria do TCU. Por que tantos sonegadores passam pela peneira da ANM? A agência se defende apontando para o próprio caixa. De fato, o órgão regulador vive um estado de penúria. No último dia 16, a direção da agência encaminhou um comunicado a diversos ministérios informando que “que não terá condições de execução de suas atividades de outorga, gestão e fiscalização do setor mineral brasileiro a partir do mês de outubro de 2025” por “insuficiência orçamentária”. No ofício, a agência afirma que será obrigada a “suspender a entrada de novos processos minerários” por falta de verbas e de funcionários para proceder as devidas análises.

#Agência Nacional de Mineração

Andreessen Horowitz recoloca o Brasil no seu radar

31/10/2025
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Corre no mercado que a Andreessen Horowitz, um dos maiores fundos de capital de risco do Vale do Silício, voltou a mirar o Brasil, dentro da sua nova rodada de aportes globais. O alvo seriam setores de infraestrutura digital, notadamente a construção de data centers. A tese reflete o novo posicionamento global da Andreessen Horowitz, que vem diversificando seu portfólio para além das startups de consumo e se voltando a segmentos estruturais da economia digital. Pode se dizer que, neste momento, talvez exista uma “química” entre a gestora de Marc Andreessen e Ben Horovitz e o Brasil, motivada justamente pela perspectiva de alinhamento entre os governos Trump e Lula. Horowitz tem notória relação com o presidente norte-americano. Não apenas apoiou sua candidatura como colaborou na indicação de nomes para a sua gestão, especialmente para o DOGE, Departamento de Eficiência Governamental, que foi comandado por Elon Musk.
A Andreessen Horowitz iniciou recentemente a captação do que pode vir a ser o maior fundo da sua história – a meta é levantar US$ 10 bilhões. No Brasil, a firma de investimentos já entrou no capital de quatro startups – Tako, Inventa, Datanomik e Loft. Esta última representa, até o momento, o seu maior negócio no país: a gestora liderou o aporte de US$ 175 milhões na empresa de compra e venda de imóveis realizado em 2020.

#Andreessen Horowitz

Fundo canadense mira transição energética no Brasil

31/10/2025
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O fundo canadense Cordiant Capital tem planos de ampliar seu portfólio no Brasil. O que se ouve no mercado é o interesse em investir em usinas solares e na produção de hidrogênio verde. Também estão na mira projetos de bioenergia e etanol que integrem o agronegócio à geração elétrica. A seleção de novos ativos é conduzida a partir do escritório em São Paulo. Com uma estratégia concentrada em cadeias de valor do agronegócio, energia de transição e infraestrutura digital, a gestora enxerga o Brasil como um mercado de alto potencial para novas alocações. O Cordiant, que administra aproximadamente US$ 4 bilhões em ativos, já tem histórico de investimento em ativos de infraestrutura no país. Entre eles, o financiamento de US$ 79 milhões à Brazil Tower Company, empresa de torres de telecomunicações.

#Energia

Contas de luz devem ter bandeira vermelha 1 em novembro

31/10/2025
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A Aneel deve anunciar hoje a bandeira tarifária vermelha patamar 1 na conta de luz em novembro. Com isso, a agência segue com a tendência iniciada em junho deste ano, mantendo a cobrança entre os patamares 1 e 2, os mais caros do sistema elétrico. O acréscimo corresponderá a R$ 4,46 extras a cada 100 mWh consumidos, a partir de 1º de novembro. A decisão se deve ao reduzido nível dos reservatórios, especialmente nos subsistemas Sudeste-Centro-Oeste e Nordeste. O primeiro está em 44,6% da sua capacidade; o segundo, em 48,96%. Nos dois casos são os índices mais baixos em quase três anos. A decisão da Aneel reforça que o Brasil está em uma espécie de estado hidrológico de atenção. Pelas conversas travadas na diretoria da Aneel, se a chuva não vier ao longo de novembro, cresce a probabilidade da agência voltar com a bandeira ao patamar 2 (R$ 6,24/100 kWh) em dezembro.

#Conta de luz #Energia

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