Arquivo Notícias - Página 121 de 1964 - Relatório Reservado

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Databricks tem mais startups brasileiras no seu radar

4/11/2025
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A Databricks, gigante norte-americana de dados e inteligência artificial avaliada em mais de US$ 100 bilhões, prepara novos movimentos no Brasil. Corre no mercado que a empresa trabalha com uma pré-seleção de cinco startups das áreas de processamento de dados e automação de IA. Ao menos um dos aportes deverá ser anunciado ainda neste ano. Em setembro, por meio do Databricks Ventures, seu braço de investimentos, o grupo norte-americano fez sua primeira operação no país, ao injetar recursos na catarinense Indicium, que aplica ferramentas de analytics moderno, com integração de dados em tempo real. Com isso, o Brasil entrou no seleto rol de países com investimentos do fundo de venture capital da Databricks, juntando-se a Canadá, Israel, Holanda e China, além, claro, dos Estados Unidos. O veículo tem participações em 29 startups, sendo 21 delas norte-americanas.

#Databricks #Databricks Ventures #startups

Governo Lula é a 122ª “vítima” da megaoperação policial de Claudio Castro

4/11/2025
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Claudio Castro deu um ippon no governo Lula. O presidente e seus principais auxiliares parecem imobilizados, sem saber como se desvencilhar da chave de perna política aplicada por Castro com a megaoperação policial da última terça-feira no Rio. O governador do Rio alçou o tema da segurança pública à ordem do dia, assumindo o protagonismo à frente de uma agenda na qual a gestão federal tem muito pouco ou quase nada a mostrar. O impacto do golpe pode ser medido pela própria comunicação do Palácio do Planalto. O episódio impôs ao prestigiado Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secom, seu primeiro grande revés no cargo. E quem o diz, intramuros, são colaboradores diretos do presidente Lula. Em conversas reservadas ao longo do fim de semana, assessores palacianos dispararam críticas a Sidônio e à estratégia de comunicação adotada pelo governo em resposta à operação autorizada por Castro, por sua tibieza e por ter se revelado um tiro no pé.

Na quarta-feira, um dia após a ofensiva do governo do Rio contra o Comando Vermelho, a Secom lançou uma campanha nas redes sociais focada em segurança pública. Logo na primeira postagem (um vídeo curto no Instagram), mencionou que “matar 120 pessoas não adianta nada no combate ao crime” e que é preciso ter “mais inteligência e menos sangue”. Talvez Sidônio tenha se preocupado mais em fazer uma peça para aplacar pressões internas do PT, motivadas por discursos em defesa dos direitos humanos, do que em calibrar a mensagem de acordo com a pulsação da sociedade. O resultado foi desastroso. As pesquisas de opinião solaparam a narrativa do governo e escancaram a dessintonia entre a gestão Lula e o eleitorado na área de segurança pública. No Datafolha, 57% dos entrevistados aprovaram a megaoperação que resultou em 121 mortos. Na pesquisa Genial/Quaest, o endosso foi ainda maior: 64%. De acordo com a mesma sondagem, a popularidade de Claudio Castro subiu 10 pontos, de 43% para 53%. Dados do tracking diário recebidos pela Secom vão na mesma direção – segundo informações filtradas pelo RR, no estrato abaixo de cinco salários-mínimos, o índice de aprovação à incursão policial passou de 70%. Ao contrário do reclame publicitário do governo federal, tudo indica que a população, cansada de tanta violência, quer, sim, mais “sangue”.
A reação do governo à ofensiva da gestão Claudio Castro na área de segurança pública já provoca divisões entre os aliados mais próximos de Lula. No Planalto, o ministro Rui Costa é uma das vozes que se levanta em defesa de um discurso mais agressivo contra o crime. Uma mistura de pragmatismo político e track records. Durante a sua gestão, o governo baiano intensificou operações policiais mais duras e violentas, algo que foi seguido por seu sucessor, Jerônimo Rodrigues. A Polícia da Bahia é a segunda que mais mata no país, atrás apenas das forças de segurança do Amapá. Por ora, enquanto o Planalto modula sua posição, é sintomático que Lula tenha feito menção ao tema uma única vez – e, ainda assim, por meio de um post protocolar com 138 palavras. Do ponto de vista do desgaste político do governo, a parte boa é que o presidente da República não falou. A parte ruim é que o presidente da República não falou. Se o objetivo do Palácio do Planalto era esperar a repercussão da comunicação institucional e do discurso crítico à violenta operação no Rio para só, então, Lula se manifestar publicamente, as sondagens ajudaram a empurrar o presidente ainda mais para dentro da toca. As pesquisas de opinião, que já apontavam a segurança pública na frente da saúde, catapultaram esse quesito como prioridade do eleitorado.  E a gestão Lula está mal na fita. Segundo levantamento da Paraná Pesquisas, 45,8% dos entrevistados afirmam que a segurança no Brasil piorou com o atual governo – somente 17,2% acreditam ter melhorado. Por mais que a enquete reflita o calor do momento – os dados foram divulgados na última quarta-feira, um dia após a operação policial do Rio -, parece claro que a um ano da eleição Lula foi arrastado para um corner. Castro envernizou e reempacotou um tema historicamente mais afeito à direita e com o qual a esquerda sempre se embananou.

#Claudio Castro #Lula

Vitol tem governo Milei como trunfo para assumir ativos da Raízen na Argentina

4/11/2025
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O que se ouve nos corredores da Raízen é que a holandesa Vitol desponta como a candidata mais forte à compra dos ativos da empresa na Argentina. O grupo já apresentou uma proposta – a pedida da joint venture entre a Cosan e a Shell gira em torno de US$ 1,5 bilhão. Como se não bastasse seu poderio financeiro, informações que chegam da Argentina dão conta ainda de que a Vitol é a preferida do governo Milei para ficar com as operações da Raízen. O conglomerado holandês tem a seu lado a empresa de energia CGC e, sobretudo, as famílias argentinas Sielecki e Werthein, bastante próximas do presidente Javier Milei. Nesta última, o integrante mais proeminente do clã, o empresário Gerardo Werthein, chegou a ser nomeado por Milei como embaixador da Argentina em Washington e, posteriormente, ministro das Relações Exteriores, cargo que ocupou até o mês passado. Em tempo: a norte-americana RM Parks e a trading suíça Mercuria também estão no páreo para ficar com os ativos da Raízen no país vizinho. O pacote engloba uma rede com mais de mil postos de combustíveis, a Dock Sud, segunda maior refinaria da Argentina, e uma fábrica de lubrificantes.

#Javier Milei #Raízen

Futuro da Copasa está submerso em águas turvas

4/11/2025
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Emissários de Romeu Zema têm soprado a grandes grupos da área de saneamento, como Aegea e Iguá, que ainda neste mês o governo mineiro vai selecionar as instituições financeiras responsáveis por modelar a venda da Copasa. Por ora, no entanto, o setor vê com desconfiança a promessa de desestatização da empresa. O governo Zema tem rodado feito biruta em torno do assunto. Ora, fala em privatização; ora, no follow on e na consequente transformação da Copasa em uma public company, seguindo caminho similar ao da Sabesp. Mas existe ainda uma terceira via: a possibilidade de federalização da empresa de saneamento, assim como da Cemig, em troca da redução da dívida de Minas junto à União. Para alimentar ainda mais o descrédito dos investidores privados, 2026 é ano de eleição. Ou seja: ou Zema coloca a Copasa sobre o balcão logo no primeiro trimestre, antes do calendário eleitoral avançar, ou muito provavelmente o futuro da companhia será decidido pelo seu sucessor.

#Copasa

Governo cobra um pedágio alto para financiamento a companhias aéreas

4/11/2025
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As regras estipuladas pelo governo para a concessão de financiamento a companhias aéreas com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) não foram bem digeridas pela Gol e pela Azul, as duas principais candidatas a receber o crédito. A ducha de água fria veio, principalmente, com a exigência de que as empresas beneficiadas aumentem em 30% o número de voos para o Nordeste e a Amazônia Legal. A condicionalidade é vista como uma manobra do governo para agradar aliados políticos nas duas regiões, além de uma interferência artificial na lógica de mercado. As empresas terão de elevar a oferta de voos e depois que corram atrás de demanda. O Ministério dos Portos e Aeroportos, no entanto, entende que há procura suficiente para o aumento das linhas regulares. Existe, inclusive, um projeto de lei em tramitação na Câmara (no 539/2024), de autoria da deputada Cristiane Lopes (União-RO), propondo a abertura do mercado doméstico de aviação na Amazônia Legal para empresas estrangeiras da América do Sul. O PL jamais ganhou altitude no Congresso.

#Companhias Aéreas

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