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Databricks tem mais startups brasileiras no seu radar
4/11/2025A Databricks, gigante norte-americana de dados e inteligência artificial avaliada em mais de US$ 100 bilhões, prepara novos movimentos no Brasil. Corre no mercado que a empresa trabalha com uma pré-seleção de cinco startups das áreas de processamento de dados e automação de IA. Ao menos um dos aportes deverá ser anunciado ainda neste ano. Em setembro, por meio do Databricks Ventures, seu braço de investimentos, o grupo norte-americano fez sua primeira operação no país, ao injetar recursos na catarinense Indicium, que aplica ferramentas de analytics moderno, com integração de dados em tempo real. Com isso, o Brasil entrou no seleto rol de países com investimentos do fundo de venture capital da Databricks, juntando-se a Canadá, Israel, Holanda e China, além, claro, dos Estados Unidos. O veículo tem participações em 29 startups, sendo 21 delas norte-americanas.
Governo Lula é a 122ª “vítima” da megaoperação policial de Claudio Castro
4/11/2025Claudio Castro deu um ippon no governo Lula. O presidente e seus principais auxiliares parecem imobilizados, sem saber como se desvencilhar da chave de perna política aplicada por Castro com a megaoperação policial da última terça-feira no Rio. O governador do Rio alçou o tema da segurança pública à ordem do dia, assumindo o protagonismo à frente de uma agenda na qual a gestão federal tem muito pouco ou quase nada a mostrar. O impacto do golpe pode ser medido pela própria comunicação do Palácio do Planalto. O episódio impôs ao prestigiado Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secom, seu primeiro grande revés no cargo. E quem o diz, intramuros, são colaboradores diretos do presidente Lula. Em conversas reservadas ao longo do fim de semana, assessores palacianos dispararam críticas a Sidônio e à estratégia de comunicação adotada pelo governo em resposta à operação autorizada por Castro, por sua tibieza e por ter se revelado um tiro no pé.
Vitol tem governo Milei como trunfo para assumir ativos da Raízen na Argentina
4/11/2025O que se ouve nos corredores da Raízen é que a holandesa Vitol desponta como a candidata mais forte à compra dos ativos da empresa na Argentina. O grupo já apresentou uma proposta – a pedida da joint venture entre a Cosan e a Shell gira em torno de US$ 1,5 bilhão. Como se não bastasse seu poderio financeiro, informações que chegam da Argentina dão conta ainda de que a Vitol é a preferida do governo Milei para ficar com as operações da Raízen. O conglomerado holandês tem a seu lado a empresa de energia CGC e, sobretudo, as famílias argentinas Sielecki e Werthein, bastante próximas do presidente Javier Milei. Nesta última, o integrante mais proeminente do clã, o empresário Gerardo Werthein, chegou a ser nomeado por Milei como embaixador da Argentina em Washington e, posteriormente, ministro das Relações Exteriores, cargo que ocupou até o mês passado. Em tempo: a norte-americana RM Parks e a trading suíça Mercuria também estão no páreo para ficar com os ativos da Raízen no país vizinho. O pacote engloba uma rede com mais de mil postos de combustíveis, a Dock Sud, segunda maior refinaria da Argentina, e uma fábrica de lubrificantes.
Futuro da Copasa está submerso em águas turvas
4/11/2025Emissários de Romeu Zema têm soprado a grandes grupos da área de saneamento, como Aegea e Iguá, que ainda neste mês o governo mineiro vai selecionar as instituições financeiras responsáveis por modelar a venda da Copasa. Por ora, no entanto, o setor vê com desconfiança a promessa de desestatização da empresa. O governo Zema tem rodado feito biruta em torno do assunto. Ora, fala em privatização; ora, no follow on e na consequente transformação da Copasa em uma public company, seguindo caminho similar ao da Sabesp. Mas existe ainda uma terceira via: a possibilidade de federalização da empresa de saneamento, assim como da Cemig, em troca da redução da dívida de Minas junto à União. Para alimentar ainda mais o descrédito dos investidores privados, 2026 é ano de eleição. Ou seja: ou Zema coloca a Copasa sobre o balcão logo no primeiro trimestre, antes do calendário eleitoral avançar, ou muito provavelmente o futuro da companhia será decidido pelo seu sucessor.
Governo cobra um pedágio alto para financiamento a companhias aéreas
4/11/2025As regras estipuladas pelo governo para a concessão de financiamento a companhias aéreas com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) não foram bem digeridas pela Gol e pela Azul, as duas principais candidatas a receber o crédito. A ducha de água fria veio, principalmente, com a exigência de que as empresas beneficiadas aumentem em 30% o número de voos para o Nordeste e a Amazônia Legal. A condicionalidade é vista como uma manobra do governo para agradar aliados políticos nas duas regiões, além de uma interferência artificial na lógica de mercado. As empresas terão de elevar a oferta de voos e depois que corram atrás de demanda. O Ministério dos Portos e Aeroportos, no entanto, entende que há procura suficiente para o aumento das linhas regulares. Existe, inclusive, um projeto de lei em tramitação na Câmara (no 539/2024), de autoria da deputada Cristiane Lopes (União-RO), propondo a abertura do mercado doméstico de aviação na Amazônia Legal para empresas estrangeiras da América do Sul. O PL jamais ganhou altitude no Congresso.