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Futebol
A ofensiva do Cuiabá contra a SAF do Atlético-MG por dívidas na transferência de jogadores calou fundo entre investidores do futebol brasileiro. Ao mesmo tempo que engenhosa, a estratégia adotada pelo clube mato-grossense traz uma insegurança jurídica para os negócios no setor. O Cuiabá denunciou o acionista majoritário da SAF do Galo, Rubem Menin, dono do Banco Inter e da MRV, diretamente junto ao Banco Central. Em seu ofício, solicitou ao BC a análise das contas do Inter para “verificar a conformidade da situação econômico-financeira” de Menin, “inclusive como controlador de empresas inadimplentes”, em referência à SAF. Não deve ser um caso isolado. Segundo informações filtradas pelo RR, outros credores do Atlético-MG deverão seguir o mesmo caminho. A rigor, o Inter não tem qualquer vínculo com os investimentos do seu dono no clube de coração. No entanto, por si só, o movimento do Cuiabá de acionar o BC gera um dano reputacional ao banco e ao próprio Menin. Ao mesmo tempo, a iniciativa traz a reboque um risco para os demais investidores do futebol brasileiro. Ela abre brecha para que credores em situação similar responsabilizem, inclusive judicialmente, outras empresas controladas por donos de SAFs por dívidas contraídas pelos respectivos clubes.
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