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Política
Dentro do próprio PT cresce a percepção de que o futuro eleitoral da ministra Gleisi Hoffmann, principal liderança do partido no Paraná, está imbricado ao de Ratinho Jr. Se o atual governador lançar sua candidatura à Presidência da República pelo PSD, abre-se uma larga estrada para Gleisi concorrer ao Senado. Este seria o caminho de preferência do próprio presidente Lula, uma vez que permitiria construir um palanque mais forte no estado – a tendência é que o PT não tenha candidato próprio ao governo e apoie Requião Filho (PDT). No entanto, se Ratinho Junior desistir da disputa presidencial e se lançar ao Senado, seu Plano B, tudo muda de figura. O atual governador é tido como imbatível. Restaria apenas a segunda vaga do Paraná ao Senado. Nesse caso, Gleisi certamente terá de bater de frente com um candidato apoiado pelo clã Bolsonaro. Hoje, três postulantes disputam o apoio do bolsonarismo: Cristina Graeml (União), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL). Trata-se sabidamente de um estado em que Bolsonaro tem expressiva força eleitoral: no segundo turno de 2022, por exemplo, derrotou Lula por 62% a 37%. Ou seja: nesse cenário, Gleisi trocaria uma reeleição líquida e certa à Câmara dos Deputados por uma duvidosa corrida ao Senado
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