Mercado
Investidores só têm olhos para a baixa temporada da CVC
O impacto causado pelos resultados do segundo trimestre deixou uma certeza no empresário Guilherme Paulus, principal acionista da CVC, e em seus executivos: a agência de viagens precisa dar um choque de expectativa no mercado de forma a recuperar a confiança dos investidores. Entre as medidas em discussão está o alongamento do passivo, de forma a reduzir a pressão sobre os cursos financeiros, hoje um calcanhar de aquiles da companhia. Na área operacional, a CVC deverá intensificar a política de alianças estratégicas internacionais, a exemplo do acordo firmado com a Ávoris, um dos maioresos de turismo da Espanha. Haja boas novas para reduzir o azedume dos investidores! Somente na última quarta-feira, a ação da empresa despencou 12% em um único pregão. A queda foi um reflexo do aumento dos prejuízos da CVC no segundo trimestre: R$ 46 milhões, mais do que o dobro das perdas registradas entre abril e junho do ano passado (R$ 22 milhões). A baixa temporada nas demonstrações contábeis se deve, sobretudo, ao peso da dívida. No segundo trimestre, o resultado financeiro negativo chegou a R$ 75 milhões, bem acima dos R$ 16 milhões observados em igual período em 2024.
#CVC
#investidores