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Infraestrutura
Passado pouco mais de um mês do leilão do ITG 02, novo terminal graneleiro do Porto de Itaguaí (RJ), o alívio pela realização do certame deu lugar a incertezas dentro do Ministério dos Portos e Aeroportos. Na equipe do ministro Silvio Costa Filho há dúvidas sobre a capacidade da Cedro, vencedora da licitação, de gerar carga própria para o futuro porto. O projeto prevê a movimentação de 20 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, já em sua fase inicial. Atualmente, a produção da empresa mineira é de aproximadamente sete milhões de toneladas por ano. A mineradora, controlada pelo empresário José Carlos Martins, promete aumentar a sua capacidade para 25 milhões de toneladas em até cinco anos. No entanto, o que se diz à boca miúda no mercado é que a Cedro deverá buscar parcerias com outras mineradoras de pequeno e médio porte com o objetivo de garantir o volume de carga necessário para viabilizar a construção e a operação do ITG 02. Ressalte-se que o governo fez uma aposta de risco ao criar restrições à participação da Vale e da CSN na licitação. Para todos os efeitos, a justificativa era evitar uma concentração do escoamento de minério entre as duas empresas, que já operam terminais em Itaguaí. No entanto, essa cláusula de barreira jogou no colo de uma empresa razoavelmente pequena a responsabilidade de levar adiante um empreendimento de R$ 3,5 bilhões.
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