Buscar
Infraestrutura
As regras estipuladas pelo governo para a concessão de financiamento a companhias aéreas com recursos do FNAC (Fundo Nacional de Aviação Civil) não foram bem digeridas pela Gol e pela Azul, as duas principais candidatas a receber o crédito. A ducha de água fria veio, principalmente, com a exigência de que as empresas beneficiadas aumentem em 30% o número de voos para o Nordeste e a Amazônia Legal. A condicionalidade é vista como uma manobra do governo para agradar aliados políticos nas duas regiões, além de uma interferência artificial na lógica de mercado. As empresas terão de elevar a oferta de voos e depois que corram atrás de demanda. O Ministério dos Portos e Aeroportos, no entanto, entende que há procura suficiente para o aumento das linhas regulares. Existe, inclusive, um projeto de lei em tramitação na Câmara (no 539/2024), de autoria da deputada Cristiane Lopes (União-RO), propondo a abertura do mercado doméstico de aviação na Amazônia Legal para empresas estrangeiras da América do Sul. O PL jamais ganhou altitude no Congresso.
Todos os direitos reservados 1966-2026.