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A saída de Marcelo Pimentel da presidência do Grupo Pão de Açúcar, anunciada na semana passada, é apenas a ponta do iceberg. A família Coelho Diniz, que se tornou a maior acionista da companhia, prepara outras mudanças. No mercado, há informações de que o clã busca um nome para assumir a área financeira. Curiosamente, no momento o CFO do Pão de Açúcar, Rafael Russowsky, acumula interinamente o cargo de CEO. Os Coelho Diniz planejam ainda uma reestruturação operacional, com o fechamento de lojas e o reposicionamento das bandeiras do grupo. No front financeiro, existe, desde já, pressão dos acionistas para que a gestão agilize metas de desalavancagem e reduza custos fixos. O GPA vai rever contratos de locação e redimensionar negócios com baixo retorno de capital. No varejo digital, há informações no setor de que os Coelho Diniz pretendem impulsionar o marketplace e os negócios de e-commerce, relegando parte da ênfase das lojas físicas para canais de alto crescimento — proporcionalmente, com um volume menor do capex para expansão da rede física. No mercado, existe o entendimento de que, nos últimos anos da gestão Casino, o Pão de Açúcar perdeu competitividade frente a players digitais.
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