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Vivo, TIM e Claro vão ganhar um concorrente com o selo BTG de capacidade de investimento. A Nio, que herdou a operação de fibra óptica da antiga Oi, prepara-se para um salto estratégico que pode redesenhar sua atuação no mercado brasileiro de telecomunicações. A empresa pertencente à V.tal, por sua vez controlada por fundos de investimento do banco de André Esteves, pretende começar sua atuação como operadora móvel virtual (MVNO) até o primeiro trimestre de 2026.
A partir desse movimento e da sua rede banda larga, a companhia vislumbra a possibilidade de montar um ecossistema de conectividade digital, aproveitando sua base de mais de quatro milhões de clientes para integrar soluções fixas e móveis, notadamente para o mercado corporativo. Nesse caso, a aposta no modelo MVNO é mais um meio do que um fim em si próprio. Ou seja: a empresa quer entrar na telefonia celular como forma de fidelizar ou fisgar novos clientes para entrar com um pacote de serviços convergentes. Consultada pelo RR, a Nio não se manifestou.
O que não falta à Nio é fôlego financeiro. O BTG já investiu mais de R$ 10 bilhões no negócio. Outro acionista importante é o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), que entrou no capital em 2022 com o aporte de R$ 2,5 bilhões. No radar da empresa, está também a venda de conectividade veicular, como SIMs embarcados para carros conectados. Outra possibilidade seria atuar como MVNE (enabler), viabilizando a entrada de marcas no mercado de telefonia móvel por meio de parcerias white-label.
Isso abriria uma nova frente de receita para a Nio, baseada na prestação de infraestrutura e serviços de suporte para terceiros. Com essa arquitetura flexível, a companhia poderia disputar espaço não só com operadoras tradicionais, mas também com fintechs e marketplaces que buscam integrar serviços móveis em suas plataformas — como já fazem o Banco Inter e a Surf Telecom.
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