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A passagem de Carlos Gil pelo comando da Oncoclínicas pode ser breve. Corre à boca miúda no mercado que a MAK Capital, acionista da empresa, manobra nos bastidores para substituir o executivo, no cargo há pouco mais de um mês. Dona de pouco mais de 6% do capital, a gestora norte-americana tornou-se uma pedra pontiaguda no sapato dos demais acionistas e dos dirigentes da Oncoclínicas. Já formalizou um pedido de destituição de todo o conselho da companhia e, ontem, apresentou uma chapa com quatro nomes para a eleição do novo board, marcada para o próximo dia 30. Os norte-americanos travam uma queda de braço com a atual administração, que não apenas defende a permanência de Gil como CEO, mas também indicou seu nome para a vice-presidência do Conselho. Uma nova e abrupta troca na gestão executiva seria um solavanco a mais para a rede de clínicas oncológicas, afetada pela crise do Master. O banco foi seu sócio até o ano passado. Além disso, a empresa mantinha cerca de R$ 478 milhões aplicados em CDBs da instituição financeira. Com dívidas superiores a R$ 4 bilhões, a Oncoclínicas enfrenta uma situação financeira delicada. Consta que seu caixa é suficiente apenas para manter os custos operacionais por mais 15 dias. Porto, Starboard e a própria MAK já apresentaram propostas para injetar capital na companhia. Consultada, a Oncoclínicas não quis comentar o assunto. A MAK não retornou até o fechamento desta matéria.
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