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planos
07.06.17
ED. 5635

A lavoura de Josué Gomes da Silva

Josué Gomes da Silva, que recusou até ministérios para assumir o management da Coteminas e, mais precisamente, comandar a reestruturação da CGG Trading, começa a colher os primeiros resultados. O braço agrícola do grupo concluiu a renegociação com os bancos para o alongamento da dívida, que, segundo a empresa, gira em torno dos R$ 500 milhões. Josué e seus executivos têm ainda outra missão tão ou mais árdua do que esgrimir com banqueiros: afastar as incertezas que pairam sobre a CGG. Desde o início do ano, circulam no mercado rumores sobre a continuidade de suas atividades. Consultada pelo RR, a CGG diz que segue operando normalmente os contratos de milho para a safra de 2017 e soja, para 2018. Garante ainda ter “incrementado seu quadro de funcionários”.

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coteminas-rr-5595
07.04.17
ED. 5595

A estiagem da Coteminas

A Cantagalo General Grains (CGG), braço agrícola da Coteminas, está no meio de uma intrincada negociação com os bancos credores para alongar seu passivo de R$ 900 milhões. A dívida tem dificultado a captação de recursos para financiar os projetos da empresa. É por essas e outras que Josué Gomes da Silva quer se desfazer do negócio.

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coteminas-rr-04
04.01.17
ED. 5531

Coteminas encontra em casa o CEO que tanto buscava

Josué Gomes da Silva reza diariamente para todos os santos do barroco mineiro agradecendo por sua candidatura a ministro do governo Dilma ou mesmo a senador pelo PMDB-MG terem se dissolvido que nem um melaço de cana. A volúpia pelas libações cívicas foi superada. Josué prefere arder no inferno que tem consumido seus dias na presidência da Coteminas. As frituras da política lhe deixaram marcas indeléveis. A empresa vem sofrendo ajuste lento e profundo.

O compromisso de Josué é honrar a memória do seu pai, José Alencar, e trazer a Coteminas de volta aos tempos triunfantes. Não há a mais remota disposição de partir para uma governança profissional. O CEO que vinha procurando sempre esteve dentro dele. O comando executivo é seu, a presidência do Conselho é sua e ele mete o bedelho nos demais cargos decisivos.

O saneamento da companhia tem sido feito com um pé no Brasil e outro nos Estados Unidos. É pano para cá, retalho para lá. Não é para menos. A Coteminas deverá sangrar novamente no balanço de 2016. O prejuízo acumulado nos últimos quatro anos de perdas consecutivas superará os R$ 300 milhões, já contabilizado o resultado de 2016 – até setembro, o déficit beirou os R$ 100 milhões.

A receita de venda teve crescimento próximo de zero em relação a 2015. Josué, contudo, está de corpo inteiro na luta pelo ajuste. O número de empregados está sendo cortado em 20%, caindo para 8,5 mil funcionários; duas fábricas foram fechadas no Rio Grande do Norte e mais três deverão seguir o mesmo caminho: duas no Brasil e uma nos Estados Unidos. Das 31 unidades industriais originais da Springs Global – controlada da Coteminas – restam apenas cinco fábricas.

Consultada pelo RR, a empresa não quis se pronunciar. A receita em dez anos despencou de R$ 4,7 bilhões para R$ 2,2 bilhões, com grande impacto nos resultados da Coteminas, já que a Springs responde por 90% da receita do grupo. A ampliação do número delojas da Artex e MMartan será toda feita com franquias e dos 80 pontos de venda próprios, 30 adotarão o modelo de franquia.

Por outro lado, os investimentos programados em logística, lançamento de produtos e tecnologia deverão chegar a R$ 200 milhões no ano que vem, o dobro do que foi desembolsado em 2016. Mas cuidado! Vale um alerta aos incautos. Se alguém perguntar se ele ainda pensa em procurar um CEO para a companhia, é capaz de receber um palavrão pela fuça.

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talentobrasil-rr-12
12.08.16
ED. 5432

Maia serve um aperitivo do parlamentarismo branco

 Os principais empresários do país experimentaram as delícias de um semi-parlamentarismo, na última quarta-feira, em Brasília. O Instituto Talento, híbrido de centro de pesquisas e núcleo de articulação política dos dirigentes do setor privado, conduziu sua caravana para uma reunião histórica entre a nata do empresariado e o novo estamento pós-PT. As reuniões com Henrique Meirelles, na parte da manhã, e Michel Temer, à tarde, foram fartamente noticiadas. Pouco se falou, contudo, da reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, esta, sim, a grande surpresa do dia. Antes de colocar tintas mais vivas no episódio, é bom situar quem estava presente na comitiva do Instituto Talento, em ordem decrescente por vulcanização dos neurônios – avaliação por conta e risco do RR: Luiz Carlos Trabuco (Bradesco), Beto Sicupira (Ambev), Pedro Moreira Salles (Itaú -Unibanco), Pedro Passos (Natura), Carlos Jereissati (Jereissati Participações), Vicente Falconi (Consultoria Falconi) Josué Gomes da Silva (Coteminas), Edson Bueno (Dasa) e Jorge Gerdau Johannpeter (Gerdau). O empresário José Roberto Ermírio de Moraes deveria estar presente, mas, por motivos de agenda, deixou ficar para outra oportunidade. Sim, porque deverão ocorrer outros encontros, inclusive para evitar que este inicial se caracterize como um espasmo tão somente.  A primeira das novidades foi a transferência da reunião formal que estava prevista com Rodrigo Maia, na sala da presidência da Câmara dos Deputados, para um almoço descontraído em sua residência oficial. O que estava por vir seria ainda mais surpreendente. Maia recebeu os presentes ao lado do deputado Orlando Silva (PCdoB), ex-ministro dos Esportes de Dilma Rousseff. Exatos dois minutos após as mesuras de praxe, adentrou ao gramado o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), uma das vozes mais aguerridas contra a presidente que vai ser julgada pelo Senado Federal, mas também envolvido em caso de propina. O desfile dos líderes seguiu embalado e com intervalos curtos de chegada: André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara; Heráclito Fortes (PSB-PI); Weverton Rocha (PDT-MA); Rubem Bueno (PPS-PR); e, pasmem, Vicente Cândido (PT-SP). O líder do PT na Câmara é assim e assado com Luiz Inácio Lula da Silva. Os empresários interpretaram sua presença no evento como uma representação do próprio Lula. Mas Maia foi quem deitou e rolou.  Jorge Gerdau, o mais escolado nas práticas de Brasília, disse em bom tom que nunca viu um presidente da Câmara dos Deputados que tivesse convidado todas as lideranças partidárias para uma reunião com empresários – algumas só faltaram porque o convite foi feito de véspera. “No máximo, chamavam uma ou duas”. Não houve conversa de pé de ouvido. Todos sem exceção fizeram uma breve exposição. Os empresários foram convocados a se fazer mais presentes em debate de mérito. Estes, por sua vez, anunciaram que entendem não ser possível reduzir a carga tributária nesse cenário e defendem a preservação das políticas sociais como premissa no ajuste fiscal. O ponto mais alto: os líderes se comprometeram a apoiar todos os projetos voltados a suspender a recessão que assola o país. Depois do almoço, a sensação dos presentes era que o clima seco de Brasília tornou-se arejado, civilizadíssimo. Pelo menos por um dia. Não entrou em pauta a tão almejada revogação de direitos constitucionais em prol da eficiência e da produtividade empresarial. O resultado já estava de bom tamanho.

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11.02.16
ED. 5304

Entre lençóis

 O KKR perdeu a disputa pela Alpargatas, mas não desistiu do setor têxtil. O novo alvo é a Springs, dona da marca Artex. O interesse da gestora norte-americana é ficar com a participação da Coteminas, que tem 53% do capital votante. Consultada, a Springs negou a venda.  A empresa KKR não retornou ou não comentou o assunto.

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12.11.15
ED. 5246

Toyota expande seus domínios no agronegócio brasileiro

  Não por acaso, o agronegócio será um dos temas fulcrais da visita que a presidente Dilma Rousseff fará ao primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, na primeira semana de dezembro. Com uma produção agrícola local incapaz de atender à demanda interna, as grandes tradings japonesas têm investido cada vez mais no Brasil em busca do grão de cada dia. Que o diga a Toyota, certamente um nome que estará sobre a mesa de negociações durante a passagem de Dilma Rousseff por Tóquio. Um ano após pagar US$ 900 milhões pela NovaAgri, a Toyota Tsusho Corporation, divisão agrícola do grupo, semeia mais uma aquisição no Brasil: o nome da vez é a Cantagalo General Grains (CGG), controlada por Josué Gomes da Silva e demais herdeiros de José de Alencar. A negociação envolve a compra não apenas dos 48,5% pertencentes aos acionistas da Coteminas, mas também dos 46% compartilhados entre outros três investidores, o fundo americano Valor Grais e as brasileiras Agrícola Estreito e GFN Agrícola. Dos sócios atuais, permaneceria apenas a também nipônica Sojitz.  O que está por trás da investida é o firme propósito da Toyota de montar uma grande operação verticalizada no Brasil, aproveitando-se dos incentivos que virão dos bancos de fomento do Japão. Segundo uma fonte familiarizada com os números e movimentos do grupo no país, os japoneses estão dispostos a investir mais de US$ 1,5 bilhão em um projeto integrado que combina propriedade de terras, produção e distribuição de grãos e logística portuária. Caso a compra da Cantagalo seja sacramentada, a Toyota adicionará mais 150 mil hectares à sua base de produção no país, em sua maioria áreas utilizadas no plantio de soja, milho e algodão. Herdará também a CGG Trading, subsidiária da empresa que movimenta mais de US$ 1,2 bilhão por ano em contratos de exportação de grãos – a Sojitz responde por mais de um terço dessas operações, o que justifica a sua permanência no negócio. Além disso, os japoneses reforçarão sua posição societária no consórcio que controla o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), no Porto de Itaqui, onde desembarcaram no ano passado com a compra da NovaAgri. As seguintes empresas não retornaram ou não comentaram o assunto: Cantagalo e NovaAgri.

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01.09.15
ED. 5197

O ajuste de Josué

Josué Gomes da Silva, que quase foi ministro, está promovendo seu próprio ajuste fiscal. A temporada de cortes da Coteminas inclui a venda de imóveis e de maquinário. Está última medida, aliás, já rendeu à empresa cerca de R$ 80 milhões, número que deverá dobrar até dezembro.

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22.06.15
ED. 5146

Risco alheio

Josué Gomes da Silva aposta no varejo, pero no mucho. Dona da MMartan e da Artex, a Coteminas quer repassar para franqueados quase que a totalidade das 120 lojas, no melhor estilo “Toma que o risco é teu”. A ideia é ficar só com 10% dos pontos de venda.

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05.06.15
ED. 5135

Herdeiros da Coteminas querem distância do agronegócio

 Houve um momento em que Josué Gomes da Silva esteve com um pé no Ministério do Desenvolvimento, foi apontado por muitos como o nome mais adequado para comandar o BNDES e chegou até mesmo a flertar com a Pasta da Fazenda. No entanto, as portas do governo não se abriram e Josué segue vestindo o figurino de empresário, mais precisamente o de empresário aflito e pressionado por seus próprios familiares. Ao mesmo tempo em que toureia os sucessivos prejuízos da Coteminas – R$ 250 milhões nos últimos três anos -, cabe a ele a missão de estancar de uma vez por todas as perdas do clã no agronegócio, uma infeliz inflexão estratégica dos herdeiros de José Alencar. Neste caso, ao que tudo indica, não há mesmo outra solução se não a porta de saída. Josué já estaria negociando a venda da participação da família na Cantagalo General Grains, que atua na produção e comercialização de grãos. Do outro lado da mesa, está a japonesa Sojitz. A intenção dos Alencar é vender integralmente sua participação tanto na Cantagalo quanto na subsidiária CGC Trading. Os asiáticos, ressalte-se, já são sócios minoritários das duas empresas. Na primeira, detêm apenas 5%; na trading, sua fatia é bem mais expressiva: 43%.  Josué Gomes da Silva foi o principal artífice da entrada dos Alencar no agronegócio, a partir da associação com a Agrícola Estreito, do ex-Glencore Paulo Garcez. Em tese uma decisão mais do que acertada, em função dos resultados declinantes da Coteminas e da indústria têxtil como um todo. Na prática, porém, a Cantagalo jamais teve a performance esperada: no ano passado, o prejuízo bateu nos R$ 155 milhões. Diante das seguidas perdas, a operação tem sido cada vez mais questionada dentro da própria família. Em setembro, Josué Gomes, presidente do Conselho de Administração da Cantagalo, tentou esfriar o caldeirão com uma mudança na gestão. Numa manobra interna, convenceu o próprio Paulo Garcez a deixar a presidência da companhia, dando lugar ao ex-Previ e ex-Embraer Luiz Carlos Aguiar. Dentro da empresa, o troca-troca foi interpretado como um movimento diversionista, uma tentativa de Josué de ganhar tempo para negociar a venda da participação da família para a Sojitz. A essa altura, nem o próprio empresário quer ficar no negócio. Sua prioridade absoluta neste momento é colocar a Coteminas nos trilhos. Mas essa é outra história…

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