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Ainda não será dessa vez que a canadense Belo Sun Mineração iniciará a operação da sua mina de ouro em Volta Grande do Xingu, no Pará. Ao menos no que depender da Defensoria Pública do estado. O RR recebeu a informação de que o órgão prepara um recurso contra a recente decisão do Tribunal de Justiça do Pará, que anulou a suspensão do licenciamento ambiental do projeto, abrindo caminho para o início das atividades. Não é o único impasse jurídico em relação ao negócio. O empreendimento também é contestado na Justiça Federal. Isso para não falar das denúncias feitas por comunidades indígenas da região de que o projeto da Belo Sun coloca em risco o rio Xingu pelo lançamento de dejetos no manancial.
Nos últimos dias, o Ministério da Infraestrutura manteve uma intensa agenda de contatos com grandes grupos do setor aeroportuário, entre os quais a francesa Vinci e a suíça Zurich Airports. Trata-se de um último esforço do governo para aumentar o número de competidores no leilão de Congonhas e de outros nove terminais, marcado para o próximo dia 18. Até agora, apenas a CCR sinalizou sua participação.
A Raízen pretende investir em startups dedicadas ao desenvolvimento de combustíveis verdes. Tem tudo a ver com um dos grandes projetos em curso na empresa: a parceria com a Embraer para a produção de um querosene de aviação sustentável.
A chinesa Chongqing Grain Group tem semeado conversas com investidores brasileiros em torno de um projeto milionário de produção e distribuição de grãos no Centro-Oeste.
A gestora norte-americana GTIS está tirando do forno um novo fundo para a compra de ativos imobiliários no Brasil.
O governador Claudio Castro pretende ressuscitar, em plena campanha eleitoral, o projeto de construção de um novo autódromo no Rio. O que se diz no Palácio Guanabara é que há dois grupos interessados no negócio. Trata-se de um empreendimento que carrega um histórico recente cheio de turbulências. Há cerca de dois anos, o consórcio Rio Motorsport apresentou uma proposta para investir R$ 700 milhões, com apoio do presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o projeto derrapou depois de idas e vindas na Justiça.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) desponta como candidata à vaga de Ana Arraes no TCU, com apoio do presidente Jair Bolsonaro. Sua entrada na disputa ameaça causar um racha dentro do partido. O PL do Rio, leia-se o governador Claudio Castro, trabalha pela indicação da também deputada Soraya Santos.
O Ministério da Justiça está no calcanhares das operadoras de telefonia. A Secretaria Nacional dos Consumidores, vinculada à Pasta, decidiu fiscalizar a implantação do 5G no Brasil. O objetivo é flagrar se tem empresa vendendo gato por lebre, ou seja, oferecendo um banda inferior travestida de 5G.
Michael Klein partiu para a guerra. Segundo o RR apurou, Klein está comprando ações da Via em mercado – sua participação atual gira em torno de 10%. O empresário tem buscado também o apoio de outros acionistas relevantes, a exemplo da gestora norte-americana BlackRock, dona de 5% do capital. Esses dois movimentos sincronizados são estratégicos para os seus próximos passos.
Klein tenta aumentar seu poder de fogo na empresa com o objetivo de destituir a atual gestão da Via – seja no âmbito interno, por meio do Conselho de Administração, seja através de uma batalha judicial. O principal alvo de Michael Klein é Roberto Fulcherberguer, CEO da rede varejista e seu antigo aliado. O próprio Klein indicou Fulcherberguer para o cargo, há cerca de três anos. Hoje, estão em lados opostos. Consultado, Klein não quis se manifestar.
A Via também não se pronunciou. A investida contra a administração da Via não deve ser vista como uma idiossincrasia de Michael Klein. Mais do que um ataque, é um movimento de defesa, quase de autoproteção. Klein tem sido tratado pelos dirigentes da companhia como se nada fosse, sendo praticamente alijado das decisões estratégicas. O empresário tem ainda outras razões para se insurgir.
Klein é um ferrenho opositor da política de remuneração dos administradores da Via. A proposta para este ano prevê um pagamento de até R$ 105 milhões, sendo R$ 96,8 milhões para os cinco diretores executivos. Se esse valor for integralmente executado, representará um aumento de 70% sobre a cifra desembolsada no ano passado. Na avaliação de Klein, é bonificação demais para resultado de menos, vide o desempenho da empresa em bolsa. Nos últimos 12 meses, a Via perdeu mais de 80% do seu valor de mercado.
O ex-presidente da Light Raimundo Nonato de Castro está cotado para integrar a nova diretoria da Eletrobras. Entre outros acionistas, sua indicação contaria, sobretudo, com o apoio do banqueiro Juca Abdalla, do Banco Clássico. Castro chegou a ser cogitado para a presidência da companhia. Mas Wilson Ferreira Jr. é imbatível quando se trata de Eletrobras.
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