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Pode ser só paranoia. Mas Augusto Aras já enxerga segundas intenções na mobilização dos procuradores que cobram uma investigação contra Jair Bolsonaro por crime de omissão diante do bloqueio de estradas. Na visão de Aras seria o início de uma manobra para desgastá-lo e forçar sua renúncia do cargo de PGR. Seu mandato vai até setembro de 2023. Mas, sem Bolsonaro, Aras vai virar um pato manco.
Para a Argentina, é como se Lula já tivesse assumido a Presidência. Na esteira do encontro entre Alberto Fernández e o petista, na última segunda-feira, o embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, agendou para a próxima semana uma reunião com assessores de Lula na área de política externa. Um dos temas ser discutido é a simplificação de regras aduaneiras para exportadores e importadores frequentes. A Argentina chegou a levar o pleito ao governo Bolsonaro. Mas desse chão nada brotou.
Gleisi Hofmann e Wellington Dias foram escalados para negociar uma aliança com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar. Os 59 deputados federais e os dez senadores do partido são vistos pelo PT como uma preciosa bancada para garantir a governabilidade.
Emissários do PT, como o ex-governador Fernando Pimentel, trabalham para construir pontes entre a futura gestão Lula e Flavio Roscoe, presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de Minas Gerais). Bastante próximo de Romeu Zema, Roscoe empurrou a indústria mineira para a campanha de Jair Bolsonaro. A ponto do dirigente empresarial ter sido cotado para assumir um eventual Ministério da Indústria e Comércio em um segundo mandato de Bolsonaro.
O martelo está batido: o TSE vai adotar definitivamente o modelo de apuração testado no último domingo. Pela primeira vez, por decisão de Alexandre de Moraes, o Tribunal Superior Eleitoral centralizou a totalização dos votos em uma eleição presidencial – até 2018, esse trabalho era compartilhado com os TREs.
A equipe de Romeu Zema já trabalha na modelagem da privatização da Copasa, a empresa de saneamento de Minas Gerais. Segundo o RR apurou, a meta, razoavelmente ousada, é concluir a operação no primeiro semestre de 2023.
Provocação que circula a boca miúda no Palácio do Planalto: se Geraldo Alckmin e Ciro Nogueira vão conduzir a transição, não tem ninguém representando o presidente Jair Bolsonaro?
O prestígio internacional de Lula pode ser medido pelo frisson da mídia estrangeira. Desde a segunda-feira, o staff de comunicação do presidente eleito já contabiliza 21 pedidos de entrevista de veículos do exterior, entre os quais CNN, BBC e a revista Time.
Lula pretende assumir um protagonismo internacional mesmo antes da sua posse. Os assessores do petista para a área de política externa, à frente o ex-chanceler Celso Amorim, já discutem alguns movimentos mais agudos neste sentido. Uma das ideias que ganha corpo é a possibilidade de um encontro com o presidente russo Vladmir Putin. De volta à posição de principal liderança da América Latina, Lula buscaria, desde já, um papel relevante em eventuais tratativas internacionais em torno da guerra com a Ucrânia.
Seria uma agenda de estadista, com forte caráter humanitário. Não custa lembrar que, em agosto, o petista declarou que os demais membros dos Brics deveriam atuar em uma solução para o fim dos conflitos entre os dois países. Ressalte-se que, ontem mesmo, tanto Putin quanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, parabenizaram publicamente o petista pela sua vitória nas eleições. A reunião com Vladimir Putin seria o ponto de partida de uma série de agendas internacionais, em que Lula se apresentaria como um emissário da paz e do distensionamento.
Ou seja: de alguma maneira, o presidente eleito replicaria para o mundo a imagem de um conciliador, a exemplo do que tem sido a sua postura para dentro do próprio país – vide seu primeiro discurso após a vitória nas eleições, na noite do último domingo. O eventual encontro com Vladimir Putin reforçaria também a mensagem de que o governo Lula vai dar atenção especial aos BRICs em sua política externa. É mais do que esperado que o Brasil apoie a entrada da Argentina no bloco. Em setembro, o presidente Alberto Fernández – com quem Lula encontrou-se ontem, apenas um dia após a sua vitória nas eleições – enviou ao presidente da China, Xi Jinping, um pedido formal de ingresso no grupo dos países emergentes.
Uma das grandes montadoras do país pediu AGE para aprovar novo estatuto. As diretrizes são uma proxy da guinada que as empresas do setor muito provavelmente darão, em bloco. O aumento das novas atribuições no objeto da companhia conduz a mesma para um arco de atividades bem mais amplo do que a tradicional fabricação e montagem de veículos automotores e equipamentos, peças e acessórios.
A montadora vai incursionar na área de serviços de engenharia civil, como fiscalização de obras e elaboração de projetos. Em áreas mais próximas, trará para o seu core business a locação de veículos automotores. Há movimentos ainda mais inovadores, tais como o ingresso em atividades relacionadas à geração, distribuição de energia elétrica, e produção e comercialização de artefatos de material plástico, inclusive em 3D.
Provavelmente, a iniciativa busca a verticalização do negócio com carros elétricos. Um objetivo similar é a decisão o aumento da participação em outras sociedades industriais, comerciais ou civis como sócia, acionista ou quotista. A empresa em questão quer ser “dona” da sua cadeia de produção. Não deve ser tratado como um caso isolado. Esse parece ser o norte das “montadoras”. Ficar como está, não vai. O carro vai virar um bem locado, elétrico e com peças impressas em 3D.
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