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Em conversas reservadas, o governador Romeu Zema já jogou a toalha em relação à probabilidade de Aécio Neves ser punido e ressarcir os cofres públicos pelos desvios na construção da Cidade Administrativa. A própria Controladoria-Geral de Minas Gerais e a Advocacia-Geral do Estado tratam a hipótese de condenação do tucano como remota, após a sua recente vitória no STF. O ministro Alexandre de Moraes despachou para a Justiça Eleitoral de Belo Horizonte a denúncia do Ministério Público de corrupção nas obras, realizadas durante o governo de Aécio. As investigações apontam para irregularidades da ordem de R$ 750 milhões. Com isso, o governo Zema já considera o caso praticamente encerrado, restringindo-se aos acordos firmados com a Novonor (ex-Odebrecht) e a Andrade Gutierrez. Ambas se comprometeram a ressarcir o estado em cerca de R$ 330 milhões.
Uma das mais longevas dinastias de uma entidade de classe no Brasil está prestes a ter um novo capítulo. O que se diz nos corredores da Federação de Agricultura do Estado de São Paulo é que Fabio de Salles Meireles, presidente da instituição desde 1975, pretende passar o bastão a seu filho, o pecuarista Tirso de Salles Meireles.
O futuro ministro da Justiça, Flavio Dino, acertou com o atual titular do cargo, Anderson Torres, um reforço no esquema de segurança para a posse de Lula. Torres comprometeu-se a liberar todo o efetivo da Força Nacional e Segurança Pública já lotado em Brasília para atuar no dia 1º de janeiro. Até mesmo agentes dedicados à área administrativa serão deslocados para trabalhar nas ruas de Brasília durante a posse.
O deputado Pedro Lupion, novo presidente da Frente Parlamentar da Agricultura – informação antecipada pelo RR em outubro – trabalha nos bastidores para minar as chances de Carlos Fávaro assumir o Ministério da Agricultura. O nome de Fávaro enfrenta resistência, sobretudo, de ruralistas do Centro-Oeste. Na prática, bombardear a nomeação de Favaro é quase o mesmo que apoiar a indicação de Neri Geller, outro
A “conselhite” tradicional do PT, como não poderia deixar de ser, foi incorporada pelo governo Lula. Na área econômica, estão previstos dois conselhos: o primeiro, já anunciado pelo próprio presidente, será para assessorá-lo diretamente; o segundo será criado por Fernando Haddad com a missão de auxiliá-lo no Ministério da Fazenda. Especula-se que a conta dos Conselhos aumentará com a indicação do Ministério do Planejamento.
A Petrobras pisou no freio em relação a um de seus investimentos mais importantes – e problemáticos. A estatal postergou o projeto de exploração e produção na Bacia da Foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá. Segundo o RR apurou, a estatal adiou para janeiro o simulado de vazamento na área, que estava programado ainda para este mês. A determinação já foi comunicada à área técnica por meio de relatório interno, o Sitop (Situação Operacional das Unidades). Na prática, a decisão provocará um efeito-cascata, empurrando para a frente todo o cronograma original. A questão vai além de um “simples” ajuste de timing. Nos gabinetes da Petrobras, a leitura é que a atual diretoria lavou as mãos e jogou um problema no colo da futura gestão da petroleira. Dentro da companhia, não há mais qualquer previsão em relação aos prazos de execução do projeto da Bacia da Foz do Rio Amazonas. Consultada pelo RR, a estatal adotou um tom protocolar: “A Petrobras está envidando todos os esforços e mobilizando os recursos necessários para a realização da Avaliação Pré-Operacional (APO)”. E o cronograma? “A data para a realização da APO será definida em breve, junto ao Ibama”, diz a companhia, de forma evasiva.
O simulado de vazamento – um grande teste para a contenção de danos ambientais em caso de acidente – é condição sine qua nom para a companhia obter o licenciamento pelo Ibama. Ocorre que esse é justamente o ponto mais nevrálgico e polêmico do projeto da Bacia da Foz do Amazonas, desde muito antes da Petrobras assumir a gestão da área. A Total Energies – antiga acionista majoritária e operadora dos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127– tentou por quatro vezes receber a licença do Ibama. Em todas as ocasiões, o estudo de impacto ambiental apresentado pelos franceses foi rejeitado pelo órgão. Esta acabou sendo a razão determinante para a Total vender sua participação no negócio para a Petrobras. Desde então, a estatal tem mantido desgastantes tratativas com o Ibama. O próprio diretor de Exploração e Produção, Fernando Borges, está na linha de frente das negociações com o instituto ambiental – conforme o RR informou -, o que dá uma ideia da dimensão do problema para a Petrobras. A Margem Equatorial, ressalte-se, é uma das grandes apostas da companhia em E&P, tratada como a nova fronteira do pré-sal no Brasil. O plano de negócios da empresa 2023-2027 prevê investimentos de US$ 2,94 bilhões na região.
Questões de ordem regulatória estão postergando a compra do frigorífico Breeders & Packers Uruguay (BPU) pela Minerva Foods. A aquisição vai aumentar em mais de 40% a capacidade de abate do grupo brasileiro no país vizinho, aumentando consideravelmente seu poder de pressão sobre pecuaristas locais e sua influência na formação de preços. Segundo o RR apurou, o maior foco de resistência à operação vem do próprio Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai. O ministro Fernando Mattos já sinalizou às duas empresas que a operação será avaliada com rigor pelas autoridades antitruste do país.
O RR apurou que a CBF vai fechar o ano de 2023 com faturamento na casa de R$ 1,1 bilhão, pouco superior à receita de R$ 1 bi em 2022. A campanha na Copa do Mundo frustrou as previsões da entidade. Com a eliminação da seleção brasileira nas quartas de final, a CBF vai receber da Fifa uma premiação em torno de R$ 96 milhões. Mais quatro ou menos quatro minutos contra a Croácia e esse valor pularia automaticamente para R$ 138 milhões, pelo menos.
Na impossibilidade de contar com o próprio Paulo Guedes em sua equipe, Tarcísio Freitas segue garimpando nomes na equipe do ministro. Após a indicação de Samuel Kinoshita, ex-assessor de Guedes, para a Secretaria de Fazenda de São Paulo, o novo alvo é Pedro Capeluppi, atual secretário Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia. Capeluppi teria um chapéu semelhante no governo de Freitas, cuidando das privatizações no estado, a começar pela Sabesp.
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