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A Ômega Energia busca investidores para financiar a construção de um segundo complexo de geração eólica no Texas, chamado de projeto Goodnight 2. Há conversas com a Goldman Sachs, que já é parceira da empresa brasileira na instalação do Goodnight 1 – parque eólico em construção, também no Texas. O investimento previsto gira em torno dos US$ 400 milhões. A Ômega Energia vive um período elétrico. No ano passado, o fundo inglês Actis, que administra mais de US$ 20 bilhões em ativos, aportou cerca de R$ 1 bilhão na companhia.
O ministro Rui Costa quer aumentar ainda mais o poder da Casa Civil. Segundo o RR apurou, Costa tem defendido que a Infra S.A, criada na gestão Bolsonaro, seja desfeita, com a consequente reativação das duas estatais que lhe deram origem – a Valec e a EPL (Empresa de Planejamento e Logística). O ministro quer levar esta última para a Casa Civil. A EPL passaria a ser um órgão voltado à formulação de projetos vinculados ao PPI (Programa de Parcerias de Investimento) e ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), ambos já sob o guarda-chuva do Ministério. Ressalte-se que alguns dos empreendimentos incluídos no PPI começaram a ser gestados dentro da EPL. Em tempo: e a Valec? Uma vez recriada, a estatal permaneceria no Ministério dos Transportes, sob o comando do ministro Renan Filho.
O governo do Rio cogita estender, novamente, o contrato de concessão do Maracanã com a dupla Flamengo e Fluminense. Para todos os efeitos, seria mais uma renovação em caráter temporário, até que se resolva o imbróglio em torno da nova concorrência. Em outubro do ano passado, o Tribunal de Contas do Estado suspendeu a licitação que estava marcada para o mesmo mês. Os técnicos do tribunal identificaram cerca de 200 falhas no processo. Quanto mais demora, melhor para Flamengo e Fluminense, que vão se beneficiando das sucessivas renovações temporárias do contrato de concessão, sem risco de perder o controle sobre o maior estádio do Rio. Ressalte-se que o Vasco quer participar da nova concorrência, agora com o forte suporte financeiro do fundo norte-americano 777, que comprou o futebol do clube.
Segundo o RR apurou, Carlos Lupi vai solicitar aos ministros da Fazenda e do Planejamento, Fernando Haddad e Simone Tebet, a realização de um concurso público para a Dataprev. A recomposição do quadro de servidores da estatal é vista pela equipe do ministro Lupi como fundamental para reduzir a enorme fila de pedidos de aposentadoria represados no INSS, que já chega a 5,5 milhões de requisições. Estima-se que a Dataprev – responsável, entre outros serviços, pelo processamento da base de dados da Previdência – tenha um déficit de mais de mil servidores. E poderia ser pior: em 2020, o ministro Paulo Guedes determinou a demissão de 500 funcionários da estatal, mas o governo acabou voltando atrás. Em 2017, a gestão de Michel temer chegou a realizar um concurso para a Dataprev, prevendo 1.073 vagas. No entanto, menos de 200 dos aprovados foram convocados. O governo Bolsonaro estendeu a validade do certame, mas ela expirou em maio do ano passado, o que exige a realização de novo concurso.
Uma boa notícia para o agronegócio: segundo informações filtradas do Ministério da Agricultura, novos dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indicam que o La Niña está começando a se dispersar. Trata-se de um processo lento, que terá impacto gradual no campo. Mas, de acordo com técnicos do Inmet já nos próximos três meses haverá um aumento dos níveis de umidade, notadamente na Região Sul, o que deve possibilitar um aumento da produção de grãos na safra 2023/2024. O Brasil e a América do Sul como um todo têm sofrido com os efeitos do La Niña há quase dois anos. Na última safra, por exemplo, o fenômeno meteorológico impôs uma quebra de aproximadamente dez milhões de toneladas na produção brasileira de soja.
O novo tributo sobre empresas de mineração instituído pelo governo do Mato Grosso em dezembro vai desencadear uma batalha judicial. O RR apurou que um ex-ministro do STF está sendo contratado por um grupo de mineradoras que atuam no estado e querem derrubar o gravame no próprio Supremo, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). O caso ganha ainda mais dimensão pela possibilidade de criar jurisprudência e estimular ações em outras unidades da federação que criaram taxações semelhantes, como Pará e Minas Gerais. No caso do Mato Grosso, o tributo – chamado de Taxa de Controle, Acompanhamento e Fiscalização da Exploração e Aproveitamento dos Recursos Minerários (TFRM) – está previsto para entrar em vigor em 1º de abril. Ressalte-se que o governo do estado sofreu recentemente uma derrota jurídica, ainda que provisória, em episódio similar: em dezembro, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso suspendeu liminarmente a cobrança de taxação sobre energia solar.
Há uma articulação em curso para um processo coletivo contra a Delta Airlines. O projeto é juntar 100 brasileiros para assinarem a ação contra a empresa área. A acusação é de prática de overbooking com danos à saúde de idosos e deficientes físicos. Ontem, no voo 2580, das 16h30, em Orlando, as filas chegavam a se estender por mais de quatro horas. Todos os passageiros perderam o voo e muitos sofreram de mal-estar. Dezenas deles fizeram fotos da situação em seus celulares. É difícil que a ação tenha consequência. A Delta é useira e vezeira em maus tratos aos clientes. No final, fica tudo por isso mesmo.
O governo Lula pretende acelerar a regulação do hidrogênio verde no Brasil. Segundo o RR apurou, a intenção é apresentar uma primeira proposta de arcabouço até junho, antecipando em mais de meio ano os prazos com os quais o Ministério de Minas e Energia e a Aneel vinham trabalhando na gestão Bolsonaro. Os estudos, iniciados pela equipe de transição, sob o comando de Mauricio Tolmasquim, ficarão concentrados na recém-criada Secretaria de Transição Energética. A ideia do novo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, é criar uma espécie de comitê com empresas do setor de energia para colaborar na formulação das normas. Parte da regulação já está “dentro de casa”: o governo vai tomar como ponto de partida o Projeto de Lei 725/2022, de autoria do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates – o PL, em tramitação no Senado é chamado informalmente de “Lei do Hidrogênio”. Uma das prioridades é garantir o direito de passagem do hidrogênio verde por gasodutos, assegurando, portanto, a distribuição e a entrega do produto. O PL 725 prevê percentuais mínimos para o transporte do insumo – 5% a partir de 2032 e 10% a partir de 2050. No governo já se cogita aumentar os índices ou antecipar os prazos, como estímulo a investimentos no setor.
O novo governo trata o assunto como prioridade, dentro do plano maior de fazer do Brasil a grande potência global na produção de energia verde. Já existe uma fila de projetos e promessas de investimento em hidrogênio verde à espera de que o segmento seja regulamentado. Por ora, todos os estudos se dão em um ambiente de penumbra, a começar pelo principal: a falta de regulação impede cálculos mais precisos sobre o retorno potencial dos projetos. Ainda assim, os números que já espocam aqui e acolá são alvissareiros. A australiana Fortescue, por exemplo, assinou um memorando de entendimentos com o governo do Ceará para investir US$ 6 bilhões na construção de um hub para a produção de hidrogênio verde no Porto de Pecém, no Ceará. A trinca BI Energia, Cactus Energia Verde e Uruquê Energias Renováveis está debruçada sobre o projeto de instalação de uma planta de eletrólise para a produção de hidrogênio verde, vinculada a um complexo de geração de energia sola e um parque um eólico offshore também em Pecém. Esse combo receberia investimentos da ordem de R$ 26 bilhões.
Governadores do Nordeste, à frente Jerônimo Rodrigues, da Bahia, discutem uma ação judicial em bloco contra a Eletrobras. O motivo é a recente decisão da Chesf, subsidiária da empresa, de abrir comportas de reservatórios de hidrelétricas, provocando cheias em diversas cidades da região. Os governadores querem que a companhia arque com os custos para recuperação das áreas atingidas e o socorro aos desabrigados. Uma das cidades mais afetadas foi Jequié (BA). O centro do município ficou debaixo d´água nos últimos dias após o aumento da vazão da Barragem de Pedra, na Bacia do Rio de Contas.
Cobiçada por concorrentes de maior porte e fundos internacionais, a Corr Plastik não apenas resiste às investidas como vai partir para um plano de aquisições. A empresa está vasculhando o setor com o objetivo de comprar fabricantes de tubos e conexões regionais. Com faturamento anual próximo de R$ 1,5 bilhão, a Corr Plastik quer adquirir market share antes que as líderes do setor, Amanco e Tigre, o façam. Mais de 30% do segmento estão pulverizados entre empresas de pequeno e médio porte. São presas à espera de um predador.
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