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A Shein está fazendo escola no Brasil. O Submarino, leia-se B2W/Americanas, estuda lançar lojas físicas no formato pop-up. Trata-se do modelo de lojas temporárias em shopping centers adotado pela gigante chinesa do e-commerce em todo o mundo e, mais especificamente, em sua recente entrada no mercado brasileiro. Esses pontos de venda funcionam por poucas semanas ou mesmo dias. Servem como test drive para a abertura de lojas definitivas. Dentro da mesma estratégia, o Submarino pretende também instalar novos quiosques pelo sistema de franquias – o primeiro foi lançado em dezembro no Shopping Tamboré, em Barueri (SP).
Uma agenda sempre delicada paira sobre este início de governo Lula. Os advogados de Dilma Rousseff estudam entrar com um recurso junto à Comissão de Anistia. Em abril do ano passado, o colegiado negou o pedido de indenização feito pela ex-presidente por perseguição durante a ditadura militar. Na ocasião, a Comissão entendeu que Dilma não fazia jus por já receber um benefício similar do governo do Rio Grande do Sul. A defesa da ex-presidente alega que o julgamento foi político, e não técnico. A Comissão de Anistia está vinculada ao antigo Ministério da Mulher, na ocasião comandado por Damares Alves.
A Pearson, um dos maiores grupos de educação do Reino Unido, pretende avançar em cursos de idiomas a distância no Brasil. Além da aquisição de sistemas de ensino, os ingleses pretendem investir em startups e aplicativos de educação. A Pearson já é um gigante desse segmento no Brasil. Controla as escolas Wizard e Yázigi, que somam mais de 350 mil estudantes matriculados.
O quebra-cabeças do Ministério da Ciência e Tecnologia ainda está longe de ser concluído. A ministra Luciana Santos tem encontrado dificuldades para preencher as cadeiras da própria Pasta e de entidades vinculados a sua estrutura. Há mais de 30 cargos de confiança ainda vagos, notadamente nas 16 unidades de pesquisa do Ministério, entre os quais o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Em tempo: a posse de Luciana Santos, na última segunda-feira, foi marcada por um forte clima de constrangimento. Dirigentes de 11 institutos e unidades de pesquisa ligados à Pasta souberam praticamente durante a cerimônia que estavam demitidos. Ou seja: participaram do evento já desinvestidos dos respectivos cargos. Suas exonerações haviam sido publicadas no Diário Oficial da União do mesmo dia, em meio a 1.204 nomes afastados de cargos DAS 5 e DAS 6 na administração federal.
O RR apurou que o Mubadala planeja criar uma holding para enfeixar seus negócios em biocombustíveis no Brasil. O fundo árabe está envolvido neste momento em duas importantes operações de M&A: de um lado, mantêm negociações com os credores da Atvos para assumir o controle a empresa, antigo braço sucroalcooleiro da Odebrecht; do outro, já fez uma oferta pelas usinas de açúcar e álcool da BP Bunge. Se cravar as duas aquisições, a holding do Mubadala já nascerá com um faturamento em torno de R$ 11 bilhões por safra.
Geraldo Alckmin fez questão de convidar dirigentes das maiores centrais sindicais do país para a sua posse no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, logo mais, às 11 horas. O gesto tem seu simbolismo: Alckmin quer reforçar a ideia de que representantes da classe trabalhadora serão chamados a participar de discussões no âmbito da sua Pasta, notadamente da formulação de propostas para a indústria. O vice-presidente e ministro se aproximou dessas entidades durante a campanha eleitoral. Um de seus principais interlocutores é o vice-presidente da Força Sindical, Sergio Leite.
A VLI – leia-se Vale, Mitsui e Brookfield – terá de abrir o caixa para conseguir a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica por mais 30 anos – o acordo em vigor vence em 2026. O governo vai condicionar a prorrogação do contrato à realização de expressivos investimentos na operação, notadamente no trecho que corta a Bahia. O “pedágio” será alto. Segundo o RR apurou, com base em cálculos feitos ainda pela equipe de transição, as cifras pode chegar perto dos R$ 20 bilhões, acima dos R$ 13 bilhões originalmente negociados entre a companhia e a ANTT. Em conversa com o RR, a VLI afirma que o “processo de renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica, desde seu início, é pautado por discussões e análises em nome do interesse público. O plano de investimentos apresentado e ora em análise prevê grandes obras de infraestrutura, aquisição de vagões e locomotivas, obras de solução de conflitos urbanos, entre outros pontos.” A companhia informou ao RR ter mantido “diálogo com a equipe de transição do governo federal e com os governos estaduais, assim como o fez ao longo de todo o processo, além de outras partes interessadas, a fim de ouvir as necessidades de cada região envolvida”.
As tratativas com a ANTT já se arrastam há meses. No entanto, a chegada do PT ao poder tende a tornar a negociação ainda mais dura e complexa para a VLI. A empresa terá um forte “adversário” no primeiro escalão da gestão Lula: o ex-governador da Bahia e novo ministro da Casa Civil, Rui Costa, um dos mais influentes aliados de Lula. A VLI e o governo baiano vivem uma relação bastante conturbada. A gestão de Costa apertou o cerco à companhia pelo mau estado de conservação da Ferrovia Centro-Atlântica no estado e pelos diversos trechos inoperantes no estado, notadamente de Alagoinhas a Juazeiro. Entre outros impactos, o governo baiano alega que a falta de manutenção na ferrovia tem inviabilizado investimentos, por exemplo, na área de mineração. A estatal Companhia Baiana de Pesquisa Mineral chegou a acionar a Procuradoria Geral do Estado e a Secretaria de Infraestrutura e a enviar ofícios à ANTT questionando a gestão da VLI – conforme o RR informou.
O RR apurou que a Mastercard pretende lançar até o fim deste semestre o novo serviço de pagamentos de compras via WhatsApp no Brasil. A administradora de cartão de crédito já recebeu autorização do Banco Central para implantar essa modalidade de transação financeira no país. Será um passo a mais no cardápio de operações por meio da plataforma de mensagens: desde o ano passado, os clientes da companhia já podem fazer transferências usando o WhatsApp. Em conversa com o RR, a matriz da Mastercard, nos Estados Unidos, informou que “continua trabalhando com o Banco Central brasileiro para disponibilizar essa nova ferramenta em nosso ecossistema de pagamentos”. Perguntada especificamente sobre o timing, a empresa não se manifestou.
O Quinto Andar, maior plataforma de compra e venda de imóveis do Brasil, avança no seu projeto de expansão internacional. Segundo informações apuradas pelo RR, a startup planeja entrar na Argentina e na Colômbia. A empresa já tem estudos avançados sobre os dois mercados, inclusive com um mapeamento de possíveis aquisições de proptechs nesses países. No ano passado, o Quinto Andar fez seu primeiro movimento fora do Brasil, ao desembarcar no México, com a marca Benvi. Consultada pelo RR, a empresa disse que “não comenta especulações do mercado’.
Ronaldo Fenômeno aproveitou sua recente passagem pelo Catar para manter conversações com investidores do Oriente Médio. O agora empresário busca um sócio para o Cruzeiro. Ronaldo é dono de 90% da SAF (Sociedade Anônima do Futebol). Estaria disposto a vender até 20% do capital. A “brincadeira” é cara. A SAF assumiu mais de R$ 1 bilhão em dívidas do clube mineiro. Executivos da empresa estão no meio de um complexo processo de negociação com os credores, na tentativa de reduzir esses débitos à metade.
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