Redação RR - Relatório Reservado

Artigos: Redação RR

Leilões ferroviários ameaçam descarrilar com falta de funding e descrédito de investidores

16/12/2025
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Aos olhos dos investidores, o cronograma de concessões ferroviárias do governo Lula para 2026, apresentado no fim de novembro, desponta como uma peça de ficção. Nos bastidores, dirigentes das principais empresas do setor – a exemplo de Vale, VLI, Rumo – classificam o plano como inexequível, seja pelo tamanho do pacote anunciado, seja pelo reduzido volume de recursos públicos colocados à disposição. O ministro dos Transportes, Renan Filho, promete realizar oito leilões de ferrovias em um único ano, com investimentos totais da ordem de R$ 140 bilhões. O track records do governo não sugere, nem de longe, o cumprimento dessa meta. É trilho demais para quem se notabiliza por colocar trilho de menos. Nos três primeiros anos de mandato de Lula, nenhum leilão ferroviário foi realizado.
Ao mesmo tempo, a leitura entre os grandes operadores do modal no país é que não há funding suficiente para uma leva de projetos como essa ser leiloada em um espaço tão curto de tempo. O governo se compromete a aportar aproximadamente 20% do total de investimentos previstos, algo como R$ 28 bilhões. Esses recursos sairiam, notadamente, do orçamento das PPPs. No entanto, o modelo apresentado não agrada aos investidores, devido a amarras impostas pelo Ministério dos Transportes. Uma parcela expressiva diz respeito a dinheiro carimbado, ou seja, que só poderá ser usado para aportes em bens reversíveis, ou seja, ativos que voltam para a União em caso de encerramento da concessão – trilhos, pátios, túneis, viadutos etc. Em reuniões na Casa Civil e no Ministério dos Transportes, representantes das empresas do setor têm pleiteado um volume maior de aportes públicos. Os investidores condicionam a participação nos leilões, por exemplo, ao apoio do BNDES, tanto por meio de crédito direito quanto com a garantia de compra de debêntures incentivadas.
Ferrovia não tem sido o forte deste governo. Além da ausência de leilões, a gestão Lula não vem conseguindo sequer destravar a renegociação de concessões já existentes. É o caso da repactuação dos contratos das ferrovias Vitória-Minas e Carajás com a Vale. O mesmo se aplica à Malha Oeste e à Malha Sul, ambas da Rumo Logística. De todas, a que estaria um pouco mais avançada – ou talvez seja melhor dizer menos atrasada – seria a renegociação do contrato da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) com a VLI.

#Leilões ferroviários

Quem dá mais pelo controle da Medley?

16/12/2025
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A venda da Medley, braço de medicamentos genéricos da francesa Sanofi, tornou-se um acirrado leilão. No setor, já se fala na possibilidade de uma segunda rodada de propostas nesse “quem dá mais”. A Sanofi recebeu ofertas da EMS, Hypera, Aché, Cimed, União Química e da indiana Torrent. Nos bastidores há informações de a Sanofi e o Lazard, assessor da operação, já operam com uma shortlist mais enxuta, que não se baseia exclusivamente nos valores apresentados. A capacidade efetiva de fechamento da transação, especialmente no que diz respeito ao funding, é vista pelos franceses como uma variável relevante, que pode fazer diferença na disputa entre alguns dos principais sobrenomes da indústria farmacêutica nacional. A EMS, de Carlos Sanchez, e a Hypera, de João Alves de Queiroz Filho, o Junior, trabalham com estruturas baseadas majoritariamente em recursos próprios e endividamento local. Outros concorrentes, como a Cimed e a União Química, estariam na dependência de aportes de fundos internacionais. A Cimed, de João Adibe Marques, já tem um parceiro dentro de casa: o GIC, fundo soberano de Cingapura, acionista minoritário do laboratório. Por sua vez, a União Química, do empresário Fernando Marques, tem mantido intensas conversas com fundos de private equity. Marques está disposto a vender uma participação na companhia com forma de garantir o funding necessário para a aquisição da Medley. A ver se terá tempo para executar essa intrincada engenharia antes da Sanofi bater o martelo.

#Medley

“Intervencionismo” da Anatel provoca ruídos com Vivo, Claro e TIM

16/12/2025
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A relação entre as três grandes operadoras de telefonia, Vivo, Claro e TIM, e o presidente da Anatel, Rodrigo Baigorri, passa por um momento de turbulência. Nos bastidores, dirigentes das empresas têm feito críticas ao que consideram um aumento do intervencionismo regulatório sobre o setor. Há informações de que a agência estuda novas normas relacionadas aos TACs (Termos de Ajustamento de Conduta) com o intuito de reduzir a margem para a renegociação de cronogramas e escopos desses acordos. Uma das ideias em discussões é aumentar as sanções nos casos de descumprimento de obrigações previstas nos TACs. Na prática, isso significa que Vivo, Claro e TIM podem perder a flexibilidade que historicamente sempre tiveram para recalibrar entregas técnicas ao longo da execução dos TACs. A Anatel vem de uma sequência de decisões antipáticas às operadoras. É o caso da recente restrição imposta ao direito de voto das três empresas no Gaispi – grupo criado para acompanhar o cumprimento das obrigações do leilão do 5G de 2021. A decisão, formalmente colegiada, foi liderada pela presidência da Anatel sob o argumento de evitar conflitos de interesse e riscos de “captura decisória”. No mercado, porém, a leitura é que Baigorri decidiu encurtar deliberadamente a interlocução com as companhias em um fórum estratégico. O atrito se aprofundou com a leitura mais restritiva das obrigações previstas no edital do 5G, especialmente em programas como o PAIS (leia-se a construção de infovias conectadas na Amazônia) e nas exigências relacionadas à mitigação de interferências de redes. Segundo fontes do setor, a presidência da Anatel passou a exigir cumprimento literal dos compromissos, reduzindo margens de flexibilização que vinham sendo negociadas desde 2022. Em outro front, a gestão Baigorri aprovou, no último mês de agosto, a Resolução 780/2025, que ampliou exigências de conformidade técnica e reforçou o regime sancionatório, atingindo não apenas as operadoras, mas também fabricantes, marketplaces e prestadores de serviços.

#Anatel

Os próximos passos para Roberto Justus sair de cena no Coritiba

16/12/2025
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A chegada do Independiente del Valle no capital da SAF do Coritiba, anunciada ontem, desponta como a porta de saída de Roberto Justus dos gramados. Há informações de que o acordo prevê a aquisição gradual do controle da Sociedade Anônima do Futebol, pertencente à Treecorp, gestora de investimentos de Justus e de seu genro, Bruno D’Ancona. Desde 2023, o private equity detém o controle da SAF, com uma participação de 90% – os 10% restantes permanecem com o clube associativo. O Independente del Valle, clube equatoriano, teria até três anos para exercer a compra e concluir a transição. Por trás do negócio está Michel Deller, dono de uma das maiores fortunas do Equador. Deller controla o Independiente del Valle desde 2007. As negociações para a entrada de um novo sócio – e futuro controlador na SAF do Coritiba – foram deflagradas pela Treecorp há pouco mais de dois meses – ver RR. Procurada pelo RR, a gestora não se manifestou.

#Coritiba

Após aval do Cade, fusão Petz–Cobasi corre risco de parar nos tribunais

15/12/2025
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A aprovação da fusão entre Petz e Cobasi pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na semana passada está longe de encerrar a contenda em torno da operação. Pelo contrário. No setor, o que se ouve à boca miúda é que a decisão do Cade aumenta o risco de judicialização do caso. Entre a concorrência, prevalece a percepção de que a combinação das duas maiores redes de pet shops do Brasil pode devastar competidores menores. Além disso, a leitura é que as restrições impostas pelo órgão antitruste foram demasiadamente brandas – venda de 26 lojas em São Paulo, apenas 10% do total no estado, e um pacote de compromissos para mitigar concentração de mercado. No mercado, a aposta é que uma eventual disputa nos tribunais seria liderada pela Petland, terceira maior rede de pet shops do país – um dos principais acionistas da empresa é a família Jereissati, com 28%. A companhia é quem mais tem demonstrado publicamente sua reação contrária ao M&A entre Petz e Cobasi. Na semana passada, logo após a decisão do Cade, o CEO da Petland. Rodrigo Albuquerque, deu declarações de que a fusão vai “esmagar” os pequenos pet shops.

MPT-SP investiga Keeta por denúncias de condições abusivas contra entregadores

15/12/2025
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O início da atuação da Keeta no Brasil tornou-se um prato cheio de fatos controversos. O RR apurou que o Ministério Público do Trabalho de São Paulo (MPT-SP) abriu uma investigação contra o aplicativo de entregas da gigante chinesa Meituan, em operação no país desde o fim de outubro. Há denúncias de que a plataforma de delivery e empresas terceirizadas estariam impondo condições abusivas de trabalho aos entregadores. Uma delas seria a oferta de bônus condicionados a jornadas e metas exaustivas, como a realização de 70 corridas/dia por sete dias consecutivos. São práticas proibidas pela lei 12.436/2011 por estimularem aumento de velocidade e risco no trânsito. Além disso, os motoboys estariam sendo forçados a utilizar apenas bags da marca Keeta e a permanecerem conectados no sistema por um número mínimo de horas. Há relatos também de que a plataforma vem atuando no Brasil por meio de Operadores Logísticos (OLs). Nesse formato, os entregadores são recrutados por meio de empresas terceirizadas, que ficam com a responsabilidade de contratar os profissionais, estipular turnos de trabalho, definir áreas de cobertura e proceder os pagamentos. Ou seja: os chineses estariam se utilizando de uma camuflagem para desconfigurar a relação direta empregador/empregado com os motoboys. Ressalte-se que o Ministério Público do Trabalho considera o modelo de OLs como uma terceirização fraudulenta, que combina um regime de subordinação característicos de funcionários CLT, mas sem as devidas contrapartidas sob a forma de direitos trabalhistas.
O MPT-SP confirmou ao RR que recebeu denúncias contra a Keeta e “iniciou um inquérito civil”. O órgão informou que “os trâmites estão acontecendo de acordo com as etapas legais”. Também consultada, a Keeta informou que a segurança dos entregadores parceiros é prioridade e que “emprega tecnologia de ponta com esse objetivo, incluindo rotas otimizadas e mais eficientes e apoio da Central de Segurança 24 horas, 7 dias por semana”. A empresa afirmou ainda que “oferece incentivos adicionais para os entregadores parceiros que fizerem parte de campanhas opcionais, com os seguintes requisitos: dentro de um período de 15 dias, conectar-se por, pelo menos, 8 dias não subsequentes, totalizando um mínimo de 40 horas e 80 entregas”. A Keeta diz que “construir um ambiente de entregas mais seguro e sustentável é parte central de sua estratégia de entrada no Brasil” e que “opera em compliance com todas as leis e exigências locais, gerando mais oportunidades para consumidores, restaurantes e entregadores parceiros, sempre respeitando sua autonomia e liberdade de escolha”. Em relação especificamente ao processo investigativo instaurado pelo MPT-SP, nenhuma palavra.
As denúncias contra a Keeta não se limitam ao âmbito trabalhista. No setor, a plataforma é acusada de realizar vendas intermediadas com redes de restaurantes com as quais ainda não mantém parceria. No mercado de delivery, a intermediação funciona como um atalho para fazer entregas mesmo de estabelecimentos comerciais não credenciados. Nesse caso, a plataforma recebe o pedido do cliente, como se a loja escolhida estivesse formalmente cadastrada no seu sistema. O próprio entregador fica encarregado de fazer a encomenda correspondente no restaurante como se fosse um consumidor comum, retirar a mercadoria e levá-la até a residência do cliente. De acordo com o executivo de uma grande rede de fast food, quatro empresas do setor já procuraram a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) relatando o uso indevido no app da Keeta de seus cardápios, fotos de prato e preços como se fossem parceiros oficiais da plataforma. Algumas delas cogitam judicializar o caso. Entre os reclamantes estariam o Pizza Hut e o Outback. Consultada pelo RR, a Pizza Hut limitou-se a dizer que “não possui parceria com a Keeta no momento. Não há qualquer relação comercial ou operacional em vigor entre as empresas”. Perguntada especificamente sobre as eventuais denúncias levadas à ANR, a companhia não se manifestou. Também procurados, o Outback e a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) não se pronunciou.
Ao RR, a Keeta confirmou que está “testando” a “compra intermediada”, com base “nos aprendizados do nosso piloto em Santos, para acelerar a oferta de restaurantes que ainda não estão integrados à plataforma”. De acordo com a companhia chinesa, a “solução está aberta a todos os tipos de restaurantes, incluindo pequenos negócios que possam ter dificuldades com integração via API, bem como grandes redes”. Ainda segundo a empresa, “por meio desta ferramenta, nossos assistentes e entregadores parceiros ajudam a realizar os pedidos nesses estabelecimentos e a entregá-los. Em caso de problemas, a Keeta analisa a reclamação, e aplica a política de reembolso conforme o caso”. A plataforma disse ainda ao RR que “essas opções podem ser encontradas no aplicativo através da tag “Intermediada” e das imagens dos pratos. Logotipos dos restaurantes não são exibidos”. A Keeta informou que a compra intermediada reflete o “propósito de oferecer mais opções a consumidores, entregadores e lojistas” e que esta “é uma iniciativa localizada, desenvolvida para o Brasil.” Em relação especificamente à reação dos restaurantes e às denúncias levadas à ANR, a empresa chinesa não se manifestou.

#Keeta

Crise da Oi provoca linha cruzada entre Telecomunicações e Defesa

15/12/2025
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A substituição da Oi como prestadora de serviços de telecomunicação para a esfera federal está provocando divergências dentro do governo. De um lado, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho; do outro, o ministro da Defesa, José Mucio. Siqueira Filho tem defendido que cada órgão faça uma licitação e contrate um novo fornecedor. O ministro é contrário a ideia de que a Telebras assuma operações da Oi, mesmo aquelas consideradas estratégicas. Um dos argumentos é que essa medida poderá aumentar os prejuízos da estatal – entre janeiro e setembro, a empresa acumula perdas de R$ 82 milhões. Por isso, Siqueira Filho quer a Telebras longe do imbróglio causado pela deterioração da Oi. Não é o que pensa José Mucio. O ministro da Defesa tem conduzido articulações no governo para que a Telebras encampe os serviços prestados pela Oi à Aeronáutica, notadamente ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) – conforme informou o RR. O SISCEAB envolve atividades sensíveis tanto para fins militares quanto civis – do monitoramento do espaço aéreo ao gerenciamento de aviões em voo em todo o território nacional. Nesse caso específico, a Claro já foi contratada para substituir a Oi, mas Mucio defenda que a Telebras lidere o processo de transição. Nesse choque de visões entre os ministros das Comunicações e da Defesa, o mais provável é que o segundo ganhe a parada.

#Oi

Governança em xeque: Vivara troca de CEO como quem troca de colar

15/12/2025
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Qual será o principal desafio do novo CEO da Vivara, Thiago Lima Borges: manter a trajetória de resultados ascendentes da empresa ou tourear as ingerências do acionista controlador, Nelson Kaufman? Quem conhece Kaufman de perto crava a segunda hipótese. A anunciada troca de comando é mais um teste para a governança da rede de joalherias. Nos últimos anos, a Vivara tornou-se uma máquina de triturar CEOs. Borges será o quinto executivo a ocupar o cargo desde março de 2024. Ele chega para substituir Icaro Borrello, aquele que suportou mais tempo dentro desse moedor de presidentes. O recordista Borrello permaneceu à frente da gestão da Vivara exatamente por um ano. Para todos os efeitos, Kaufman afastou-se formalmente até mesmo do board da companhia: renunciou à presidência do conselho no último mês de julho. Quem assumiu o comando do board foi sua própria filha, Marina Kaufman. Na empresa, é notório quem continua a dar as cartas. A voz de Marina é ouvida como a voz do pai.

#Vivara

“PL da Fronteira” vira mais um campo minado entre setores do governo e Congresso

15/12/2025
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O projeto de lei 4.497/2024, que estabelece um novo marco legal para regularização de imóveis rurais em faixas de fronteira e foi aprovado pela Câmara na semana passada, enfrenta resistências dentro do governo. Os ministros do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, e do Meio Ambiente, Marina Silva, pregam que o presidente Lula vete determinados trechos da proposta – já encaminhada ao Palácio do Planalto para sanção presidencial. Teixeira e Marina veem na nova lei um risco concreto de estímulo à grilagem e de agravamento de conflitos fundiários em regiões sensíveis do país. O principal ponto de atrito é a flexibilização de exigências como o georreferenciamento, instrumento considerado central para garantir a identificação precisa dos imóveis e evitar sobreposição com terras públicas, indígenas ou áreas protegidas. Para críticos dentro do governo, ao reduzir essas salvaguardas o projeto pode produzir o efeito inverso ao discurso oficial de segurança jurídica. No Ministério do Desenvolvimento Agrário, o entendimento é que a medida cria um atalho legal para a convalidação de títulos irregulares, muitos deles originados em ocupações precárias ou em registros históricos frágeis, especialmente em regiões de fronteira agrícola. A essa altura, no entanto, é pouco provável que Lula vete trechos do PL 4.497/2024 e compre essa briga com o Congresso.

#Ministério do Meio Ambiente #PL da Fronteira

Omie ganha tração extra para acelerar sua expansão territorial

12/12/2025
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A rodada de R$ 855 milhões realizada pela Omie em setembro — a maior do ano no ecossistema brasileiro de tecnologia — reposiciona a startup em outro patamar competitivo. Especializada no fornecimento de softwares para pequenas e médias empresas (PMEs), a companhia ensaia uma expansão geográfica. A Omie já domina faixas relevantes do segmento de PMEs no Sudeste, mas agora tem fôlego para avançar de forma mais agressiva sobre Norte e Nordeste, regiões onde a digitalização empresarial ainda é razoavelmente incipiente. Outro plano é a ampliação do portfólio. O capital novo permite à empresa entrar em verticais adjacentes — como meios de pagamento, crédito, seguros corporativos e automação fiscal — transformando o ERP em um hub financeiro completo para pequenos negócios. Há expectativa também de movimentos de M&A: concorrentes regionais, plataformas contábeis e softwares nichados podem virar alvos para consolidar mercado e reduzir dispersão tecnológica.

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