Buscar
O enrosco regulatório entre as distribuidoras de energia elétrica e as empresas de telecomunicações referente ao compartilhamento de postes ainda está longe de uma solução. De um lado, os nós aparentemente foram desatados: na semana passada, a Aneel aprovou novas normas para o uso conjunto de postes, tudo em consonância as companhias de distribuição; do outro, no entanto, os fios continuam embolados. Segundo o RR apurou, a proposta formulada pela agência do setor elétrico enfrenta objeções entre os players do setor de telefonia e a própria Anatel. Estes enxergam o arcabouço elaborado pela Aneel como um retrocesso em relação ao modelo de neutralidade e padronização defendido pela área de telecom. As divergências começam pelo ponto mais sensível: a cessão compulsória dos postes a um “posteiro” neutro. A Anatel é simpática à tese de que, diante do interesse de uma empresa especializada, a exploração comercial deva ser transferida de forma obrigatória, com o argumento de que essa medida ajudaria a estimular investimentos em infraestrutura. A Aneel, entretanto, abandonou esse desenho e adotou um modelo flexível, no qual a terceirização só ocorrerá em circunstâncias específicas a critério da distribuidora, legalmente a “dona” do poste, ou por decisão excepcional do regulador. Para as operadoras de telefonia, isso abre espaço para assimetrias e mantém o poder de negociação nas mãos das empresas do setor elétrico.
Na iminência de realizar seu IPO em Nova York, o Agibank terá de debelar uma crise de confiança entre investidores internacionais. Corre no mercado que uma grande gestora norte-americana já teria sinalizado que não participará da oferta do banco por restrições impostas por suas regras de compliance. O motivo é a recente decisão do INSS de suspender, por tempo indeterminado, a concessão de novos empréstimos consignados pela instituição financeira. Uma auditoria da CGU identificou irregularidades em operações de crédito, incluindo pouco mais de mil operações assinadas após o falecimento dos supostos tomadores do financiamento. Em agosto, a autarquia já havia suspendido o contrato com o Agibank para o pagamento da folha de benefícios previdenciários após “denúncias de graves violações”. O RR fez seguidas tentativas de contato com o Agibank, por meio da sua assessoria de imprensa, ao longo de toda a tarde de ontem, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
O ciclone em São Paulo “atingiu” o Ceará. Ao menos no mapa de negócios da Enel no Brasil. A nova interrupção no fornecimento de energia em São Paulo aumenta a pressão sobre os italianos no momento em que o grupo negocia a renovação da concessão da Enel Ceará, sua distribuidora local. Segundo informações filtradas pelo RR, parlamentares cearenses têm feito gestões junto à Aneel para que a extensão do contrato seja condicionada a um novo e expressivo plano de investimentos no estado. Ou seja: a crise da companhia em São Paulo virou uma moeda de troca para a bancada e o próprio governo do Ceará. Até porque a ambiência dentro da Aneel permite tal instrumentalização. O que se vê na agência é um território cada vez mais hostil aos italianos. Ainda que a Enel São Paulo e a Enel Ceará sejam empresas completamente distintas, a diretoria do órgão regulador tem enxergado as atividades do grupo no país como uma coisa só. São flagrantes as demonstrações de falta de boa vontade em relação à Enel. Na última terça-feira, o colegiado se reuniu para analisar a renovação do contrato de quatro distribuidoras. A Aneel recomendou ao Ministério de Minas Energias a prorrogação das concessões da Neoenergia Cosern (RN), Neoenergia Coelba (BA) e Energisa Mato Grosso (MT). Mas adiou a votação sobre o pedido da quarta empresa, exatamente a Enel Ceará. Ressalte-se que o relator do processo, Fernando Mosna, já se posicionou contra a renovação da licença da empresa.
A Embrapa deu um passo importante para entrada efetiva do Brasil na economia do mar. Segundo o RR apurou, a estatal alinhavou um protocolo de intenções com o Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ para criar a Rede Agicultura Brasil. De acordo com o documento, ao qual a publicação teve acesso, o objetivo é fomentar o desenvolvimento de cadeias de produtivas de algas nativas e exóticas com interesse comercial no Brasil e no mercado internacional. A parceria confirma a posição da Embrapa como o agente da esfera federal mais comprometido em fomentar a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a exploração sustentável dos recursos marinhos brasileiros – como antecipou o RR hoje pela manhã (https://relatorioreservado.com.br/noticias/governo-bate-cabeca-e-deixa-embrapa-do-mar-a-deriva/). Ou seja: o atraso nas discussões em torno dessa agenda deve ser debitado na conta dos demais órgãos envolvidos na iniciativa – a exemplo de Casa Civil, Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Agricultura, Marinha, BNDES, Finep, CNPq, entre outros -, como informou o RR.
O acordo entre a Embrapa e a UFRJ mira a estruturação e implementação de programas, projetos e ações de pesquisa e inovação (PD&I) de alto impacto para o cultivo desses organismos. Embrapa e UFRJ pretendem ainda promover a conectividade entre centros de pesquisa, instituições de ensino, instituições de transferência de tecnologia e extensão rural, setor produtivo e comunidades locais. Tudo pode ser resumido a um intuito: transformar o Brasil em referência mundial em agicultura sustentável.
O memorando de intenções prevê, desde já, uma série de ações, tais como:
Circulam no mercado rumores de que a Raízen poderá anunciar, ainda neste ano, um grupamento de ações. Seria uma forma de estancar a sangria do papel, que desde o início do ano acumula uma queda de quase 60% no rastro da disparada do passivo da empresa. Ressalte-se que a B3 já alertou a joint venture entre a Cosan e a Shell pelo tempo em que a ação vem sendo negociada abaixo de R$ 1. Pelas normas da Bolsa, caso a cotação fique em patamar inferior a esse valor por mais de 30 pregões consecutivos, a empresa é instada a apresentar um plano para se reenquadrar nessa cláusula de barreira. No caso da Raízen, já são 46 pregões seguidos em que a ação se mantém abaixo de R$ 1. Os principais fundos têm se desfeito da sua posição na empresa, diante da sua descontrolada alavancagem. O passivo de curto prazo da companhia chegou a R$ 53 bilhões em setembro, ou seja, uma relação dívida líquida/Ebitda de 5,1 vezes – contra 2,6 vezes no terceiro trimestre do ano passado.
A China Nonferrous Metal Mining Group (CMOC) é apontada no mercado como candidata à compra de uma participação na Serra Verde, que busca um sócio minoritário para a exploração de terras raras no Brasil. Controladora da empresa, a gestora norte-americana Denhan Capital pretende vender até 20% das ações. A Serra Verde tem uma jazida na região de Minuaçu (GO), onde já produz elementos como neodímio, praseodímio e disprósio. A CMOC, por sua vez, também mantém investimentos no Brasil. No ano passado, desembolsou US$ 340 milhões pela Mineração Taboca, dona da mina de estanho de Pitinga, no Amazonas. Ressalte-se que a Serra Verde detém contratos de longo prazo, alguns com duração de dez anos, voltados à venda de terras raras para a China.
O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, está em tratativas com a equipe econômica com o objetivo de destravar um novo aporte de recursos destinado a garantir preços mínimos para produtores rurais. Fávaro tenta levantar ao menos outros R$ 100 milhões, quantia similar à repassada no início de dezembro para o programa de Garantia e Sustentação de Preços na Comercialização de Produtos Agropecuários. A questão é a de sempre: de onde sairá o dinheiro? No caso da verba suplementar transferida há cerca de dez dias, quem pagou o pato foi o Ministério do Desenvolvimento Agrário, que teve recursos orçamentários remanejados para a Agricultura.
Apenas três meses após seu lançamento, a GE TV já se notabiliza como uma campeão de audiência. Vide a transmissão do jogo entre Flamengo e Cruz Azul hoje à tarde, pela Copa Intercontinental. O canal digital do Grupo Globo somou 2,2 milhões de pessoas assistindo simultaneamente à partida no YouTube. Para efeito de comparação, trata-se exatamente do dobro do número alcançado pela Cazé TV – 1,1 milhão. Outro dado: neste momento, o vídeo apenas com os melhores momentos do confronto na GE TV totaliza 260 mil visualizações. Por sua vez, o compacto da partida na Cazé TV soma até agora 166 mil visualizações. Focado em transmissões e eventos ao vivo, a GE TV é a grande aposta do Grupo Globo para fidelizar o publico jovem, cada vez mais habituado a assistir entretenimento e esportes em canais digitais e plataformas de streaming. Por sinal, outro grande investimento do Grupo, a Globoplay, vai fechar 2025 com lucro. Será o primeiro resultado no azul desde a sua criação, em 2015.
Todos os direitos reservados 1966-2026.