Arquivo Notícias - Página 81 de 1964 - Relatório Reservado

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Investimentos em alta e ação em queda livre: as duas faces da C&A

7/01/2026
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Neste momento, parece haver “duas” C&A no Brasil: de um lado, a empresa às voltas com um expressivo plano de investimentos no país; do outro, a rede varejista que começou 2026 apanhando na Bolsa. Segundo o RR apurou, o grupo holandês pretende acelerar a implementação de um novo modelo logístico no país, baseado em hubs urbanos de distribuição. A ideia é antecipar para este semestre a instalação de três novos centros, um deles em São Paulo. A primeira unidade foi aberta em Porto Alegre no ano passado. Ao todo, o projeto prevê investimentos de quase R$ 250 milhões. Trata-se de um movimento estratégico da C&A, com o objetivo de aumentar sua competitividade em relação, sobretudo, às plataformas de e-commerce chinesa que operam no Brasil. Os hubs urbanos funcionarão como miniunidades de distribuição capazes de agilizar a reposição dos estoques das lojas. A lógica da concorrência com os gigantes asiáticos move também os investimentos da C&A em tecnologia. No ano passado, por exemplo, a rede varejista desembolsou R$ 300 milhões para montar um novo ecossistema digital, com a maior parte dos recursos destinada para ferramentas de inteligência artificial. O curioso é que a C&A dos investimentos contrasta com a C&A do mercado. Nos últimos dois dias, a ação da empresa caiu mais de 15% na B3, refletindo a frustração dos investidores após a companhia sinalizar que o seu desempenho no quarto trimestre de 2025 ficou abaixo do previsto.

Acionistas da Fundição Tupy articulam coalizão contra ingerências do governo

7/01/2026
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A Fundição Tupy está tendo seus dias de Vale, ao menos no quesito governança. Fundos estrangeiros e nacionais vêm se articulando nos bastidores na tentativa de blindar a companhia das seguidas interferências do governo, que busca manejar os condões da gestão por intermédio da BNDESPar e da Previ. A reação é liderada pela Charles River. A gestora de Camilo Marcantonio tem buscado a adesão de outros acionistas para alterar o estatuto da Tupy. Já teria o apoio da Trígono Capital, dos investidores Werner Roger e Frederico Mesnik. Um ponto crucial é a mudança das regras estatutárias para a eleição dos integrantes do conselho de Administração e da diretoria. Charles River, Trígono e outros acionistas buscam diluir o peso do governo no board. Uma das ideias é restringir nomes que ocupem cargos públicos ou tenham vinculação partidária. Outra proposta aventada é aumentar o número de conselheiros independentes de dois para três ou até quatro. Os fundos cogitam também requerer a exigência de quórum qualificado no board para temas sensíveis, como alterações de regras de governança (independência, comitês, conflitos) e aprovação de reorganizações com potencial de mudança de controle. O desafio dos investidores é costurar uma “frente ampla” societária capaz de conquistar maior poder de voto e de veto no conselho. Charles River e Trígono, por exemplo, somam apenas 15% do capital. Do outro lado desse campo minado, BNDESPar e Previ detêm, juntas, 57% da Tupy. Procuradas pelo RR, Charles River e Trígono não se pronunciaram.
Se, na Vale, os movimentos mais agudos de ingerência da gestão Lula bateram contra um muro, vide a frustrada tentativa de nomeação de Guido Mantega para o conselho da mineradora, na Tupy a história tem sido diferente. O governo tem usado a BNDESPar e a Previ como aríetes para impor seus interesses na empresa. O caso mais recente se deu no mês passado com a decisão do braço de participações do BNDES de indicar o ministro da Defesa, José Múcio, como seu representante no conselho da Tupy. Em 2023, já havia ocorrido algo similar quando a BNDESPar aninhou no board da companhia Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, Vinicius Marques de Carvalho, titular da CGU, e Carlos Lupi, então ministro do Trabalho. Outro abalo sísmico na governança da Tupy ocorreu em março do ano passado, quando o governo conseguiu emplacar Rafael Lucchesi, então presidente do conselho do BNDES, no cargo de CEO da empresa.

#BNDESPar #Fundição Tupy

Dívida de R$ 10 bilhões da Venezuela vira munição da oposição contra o Planalto

7/01/2026
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A oposição pretende espremer a proximidade histórica entre os governos do PT e o chavismo por todos os lados. A bancada bolsonarista vai acionar o TCU para que investigue a dívida da Venezuela com o Brasil, superior a R$ 10 bilhões. O passivo decorre de operações de crédito para exportações de serviços, leia-se obras de infraestrutura no país vizinho financiadas pelo BNDES. O banco já se livrou das dívidas, ao recorrer ao Seguro de Crédito à Exportação (SGE), lastreado no Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Ou seja: no balanço do BNDES, os financiamentos estão todos zerados. O problema caiu no colo do Tesouro. Com o uso do FGE, o saldo devedor foi transferido para a União. A narrativa da base bolsonarista já está na ponta da língua: a ordem é acusar o governo Lula de leniência na cobrança desses créditos junto à finada gestão de Nicolás Maduro.

#BNDES #Venezuela

Exigências separam Mota-Engil de projeto de minério de ferro da Bamin

7/01/2026
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No Ministério de Minas e Energia, o possível interesse da portuguesa Mota-Engil em assumir o projeto de minério de ferro da Bamin em Caetité (BA) é visto com reticência – para não dizer descrédito. Segundo informações que circulam na equipe do ministro Alexandre da Silveira, o eventual investimento está condicionado a garantias específicas, a começar por contrapartidas em recursos públicos e pelo avanço das licenças ambientais. Ou seja: o Estado teria de financiar parte da conta, algo que hoje não está no script do governo. Ao mesmo tempo, não há clareza sobre a disposição da Mota-Engil em tocar a construção da Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste) – seja sozinha, seja com parceiros. Ao todo, o projeto integrado, juntando-se a mina de Caetité, a ferrovia e um terminal portuário em Ilhéus, está orçado em mais de US$ 6 bilhões. A Bamin, leia-se a Eurasian Resources Group, do Cazaquistão, já sinalizou que não vai seguir adiante. A preferência do governo Lula é colocar esse pacote no colo da Vale, mas a mineradora resiste. Consultada pelo RR, a Mota-Engil não quis comentar o assunto.
Em tempo: existe uma peça nesse mosaico que, por ora, é uma incógnita dentro da incógnita: a China. A CCCC (China Communications Construction Company), gigante da área de infraestrutura, é um dos principais acionistas da Mota-Engil, com cerca de 30% do capital. Significa dizer que, mais do que um movimento meramente corporativo, a incorporação dos ativos da Bamin no Brasil dependeria de uma decisão geoeconômica de Pequim. Por ora, não há sinais nessa direção.

#Bamin #Mota-Engil

Remuneração de Michelle vira atalho para Bolsonaro recompor própria renda

7/01/2026
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Emissários de Jair Bolsonaro têm levado ao presidente do PL, Waldemar da Costa Neto, o pleito de que o partido aumente o valor da remuneração paga a Michelle Bolsonaro. À frente do PL Mulher, a ex-primeira-dama recebe da sigla cerca de R$ 41 mil por mês. Ao contrário do que possa soar, o pedido não chega a ser um reconhecimento do peso político conquistado por Michelle, sobretudo após a prisão do marido. Dentro do PL, a reinvindicação é vista como uma manobra de Bolsonaro para recompor sua própria renda. Após a sua condenação pelo STF, o partido suspendeu o salário mensal de R$ 46 mil que era pago ao ex-presidente.

#Bolsonaro #PL Mulher

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