Arquivo Notícias - Página 303 de 1966 - Relatório Reservado

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BNDES escolta Embraer em megacontrato com Força Aérea da Índia

21/02/2025
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A Embraer tem conversas avançadas com o BNDES em torno de um novo financiamento. O empréstimo está atrelado à eventual venda de até 80 aeronaves C-390 Millennium para a Força Aérea da Índia. Trata-se de uma das mais importantes negociações da empresa em curso neste momento. No melhor cenário, a encomenda poderia totalizar algo em torno de US$ 8 bilhões. A concorrência pelo contrato é acirradíssima. O principal competidor da Embraer é a norte-americana Lockheed Martin. Além do apoio financeiro do BNDES, a empresa brasileira já colocou uma carta sobre a mesa. Recentemente, durante a Aero Índia 2025, o CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior, anunciou a intenção da companhia de abrir uma subsidiária em Nova Deli ainda neste semestre, em parceria com a empresa local Mahindra. O governo indiano condiciona a compra das aeronaves militares ao investimento em uma linha de montagem local. Consultada, a Embraer não se pronunciou. O BNDES, por sua vez, informou que “Por conta de sigilo empresarial, somente se manifesta sobre operações após as etapas de aprovação e/ou contratação”.

#BNDES #Embraer

A primeira salva de tiros

21/02/2025
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Não por coincidência, algumas horas depois que Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria Geral da República por organização criminosa com o objetivo de levar o país a uma ruptura democrática, o grupo Trump Media & Technology Group (TMTG), do qual o presidente norte-americano é sócio majoritário, entrou com um processo contra Alexandre Moraes num tribunal federal da cidade de Tampa. A empresa juntou-se ao Rumble, uma plataforma de vídeo baseada na Flórida, a fim de impedir as tentativas do juiz da Suprema Corte brasileira de alegadamente forçar tal plataforma a censurar contas pertencentes a um usuário brasileiro baseado nos Estados Unidos. Deixo aos juristas a incumbência de analisar tal processo que, segundo um excelente advogado de Washington, meu amigo, seria inválida à luz da doutrina estabelecida e, de todo modo, não exerceria efeitos no Brasil.

O que nos interessa é entender por que o próprio New York Times teria definido a ação como “incomum” e “extraordinária”. E o motivo é óbvio: trata-se do primeiro gesto concreto de Donald Trump, usando um instrumento que lhe pertence pessoalmente, contra a figura brasileira que simboliza toda a reação nacional contra as comprovadas tentativas do ex-chefe de Estado de subverter o resultado das urnas nas eleições de 2022. Nesse sentido, sem dúvida significa que frutificaram os apelos de Bolsonaro e seus seguidores, em particular do filho Eduardo, no sentido de mobilizar o atual ocupante da Casa Branca em seu favor, esforço que anteriormente estava concentrado sobretudo nas mãos de Elon Musk e Steve Bannon.

De certo só temos que se trata da primeira salva de tiros, mas certamente outras virão no curso do julgamento que em breve terá início no Supremo Tribunal Federal. E o importante é que o governo se prepare para lidar com esses gestos de caráter pessoal ao mesmo tempo em que deverá ser chamado a responder a incursões a nível de Estado, como, por exemplo, a imposição de tarifas a produtos exportados pelo Brasil. No entanto, em ambos os casos é altamente recomendável que o presidente Lula deixe de comentar as ações de Trump em falas informais, só reagindo, com o necessário e sopesado vigor, diante de decisões concretas que nos afetem materialmente. Para tal, poderia mirar-se no exemplo de Claudia Sheinbaum, que reage com dignidade, mas também com sobriedade a ameaças reais à soberania do México, em especial depois que Trump, em 20 de janeiro, designou os cartéis de traficantes de drogas como organizações terroristas. Ao longo do delicado processo que se anuncia, Lula deve contar com a experiência do Itamaraty, que sem dúvida está amplamente qualificado a servir de porta-voz quando necessário e contribuir na redação dos textos que guiariam as manifestações presidenciais.

#Donad Trump #Jair Bolsonaro #PGR

CCR quer decolar de seus aeroportos internacionais

21/02/2025
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A operação internacional da CCR está perdendo altitude. A empresa avalia a venda de seus aeroportos no exterior. São três – no Equador, na Costa Rica e em Curaçao. A transferência dos ativos se daria no âmbito da reestruturação do portfólio da CCR Aeroportos. A empresa já anunciou a intenção de buscar sócios para uma parte de suas 17 concessões aeroportuárias no Brasil. Consultada, a CCR não quis se manifestar.

#Aeroportos #CCR #transferência de ativos

Trump usa aparelho de Estado americano a serviço dos interesses políticos de Bolsonaro

21/02/2025
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Donald Trump está fazendo política dentro do Brasil. O processo contra o ministro Alexandre de Moraes em um tribunal federal na Flórida movido pela Trump Media & Technology Group, da qual o presidente norte-americano é sócio majoritário, é apenas a ponta mais visível dos movimentos de Trump. O RR apurou que a cooperação militar e dos serviços de inteligência norte-americanos com o clã Bolsonaro não apenas vem se intensificando como já tem uma importante agenda prevista para abril.

O híbrido de lobista e ideólogo Steve Bannon deverá vir ao país para um encontro com a família e agregados do primeiro time. Bannon já não ostenta o poder do passado, mas reza o mesmo credo de Trump e tem trânsito na Casa Branca. E é sempre uma referência para os Bolsonaro: na última quarta-feira, por exemplo, Eduardo Bolsonaro postou em suas redes um discurso de Bannon dizendo que Bolsonaro será assassinado na cadeia, caso seja preso.

É nesse contexto que o clã busca ampliar o alinhamento e iniciar o conhecimento das mudanças na alta burocracia dos Estados Unidos com o retorno de Donald Trump à presidência. Trump fez uma limpeza na CIA e no FBI, trocando os mandantes de cada uma das agências. Eduardo Bolsonaro, que tem notório acesso ao presidente norte-americano e a auxiliares no departamento de Estado, já estaria sendo apresentado aos novos titulares da CIA e FBI.

O RR apurou ainda que as duas agências acompanham acuradamente a decisão do Congresso em relação à anistia dos envolvidos na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.

O mês de abril é tratado como um starting point para que alguma iniciativa seja adotada, o que pode ser dar por meio de declarações ou manifestações de apoio ou até mesmo a adoção de ações na área econômica favoráveis ao Brasil, que seriam capitalizadas pela família Bolsonaro como uma conquista sua e não do governo Lula. Nesse sentido, a ação contra o inimigo figadal Alexandre de Moraes foi recebida entre os Bolsonaro como um sinal do colaboracionismo de Donald Trump por meio das mais diversas frentes. Trump está disposto a interferir no ambiente político brasileiro seja valendo-se do próprio aparelho de Estado norte-americano, seja por meio de suas empresas.

A Trump Media & Technology Group afirma que se juntou à plataforma de vídeos Rumble para entrar com “uma ação judicial para impedir as tentativas do juiz da Suprema Corte brasileira, Alexandre de Moraes, de forçar o Rumble a censurar contas pertencentes a um usuário brasileiro baseado nos Estados Unidos”.

Nesse contexto de cooperação explícita entre os Bolsonaro e Donald Trump, um fato aparentemente isolado merece atenção. A revista da Sociedade Militar, uma publicação restrita a poucos, divulgou que o site oficial do Exército dos EUA publicou, em 25 de janeiro, um artigo inteiro sobre a atuação do coronel brasileiro Sergio Reis Matos como oficial de ligação entre os dois países.

O texto destaca que Matos tem uma presença marcante na cooperação militar entre Brasil e Estados Unidos. “O alinhamento militar com os Estados Unidos se mantém em um contexto político peculiar. Enquanto o governo brasileiro mantém uma postura crítica em relação a Trump e busca se distanciar de sua retórica, os militares brasileiros, por outro lado, seguem aprofundando laços institucionais e operacionais com as Forças Armadas dos EUA, que, durante a gestão Trump, tendem a ter um papel central na defesa dos interesses dos Estados Unidos no hemisfério sul.”

Sem dúvida, são alhos e bugalhos. Uma coisa não tem a ver com a outra. Ou tem? De qualquer maneira, a conjuntura é favorável a interpretações e teorias conspiratórias. Nada disso parece impedir o namoro em praça pública de Trump e Bolsonaro.

A revista da Sociedade Militar informa que, desde julho de 2023, Matos atua como Oficial de Ligação da Nação Parceira (PNLO) junto ao Exército norte-americano, sendo um dos quatro representantes militares latino-americanos no Comando Sul da Força dos EUA. Sua missão é fortalecer a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos, promovendo a interoperabilidade militar e a realização de operações conjuntas. “É imperativo reconhecer os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

Minha posição aqui demonstra o compromisso em aprimorar essa relação histórica e aumentar a interoperabilidade entre nossos exércitos”, afirmou o coronel Matos.

#Donald Trump #Jair Bolsonaro

Prefeitos mineiros mantém processo contra a Samarco em Londres

21/02/2025
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Mais de duas dezenas de prefeitos de municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão estão se articulando para lançar uma carta aberta contra a Samarco. Os alcaides deverão centrar sua munição na Vale e na BHP, controladoras da mineradora. No manifesto, vão esmiuçar os motivos pelos quais decidiram não aderir ao acordo proposto pela companhia para o ressarcimento causado pela maior tragédia ambiental do país, que causou 19 mortes – além de três pessoas desaparecidas até hoje. Até o momento, apenas 12 dos 42 municípios elegíveis aceitaram os termos apresentados pela Samarco. Sem o acordo, os prefeitos vão seguir com o processo contra a companhia na Justiça da Inglaterra – na época do acidente, uma das sedes globais da BHP estava localizada em Londres.

#Samarco

Sun Hung Kai Properties fecha o cerco aos principais acionistas da PDG

21/02/2025
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O RR apurou que a Sun Hung Kai Properties Limited (SHKP), uma das maiores incorporadoras imobiliárias de Hong Kong, tem abordado diretamente os principais acionistas da PDG para comprar o controle da empresa. É uma operação de pressão. Conforme a própria companhia informou ao mercado na última quarta-feira, a PDG recebeu uma proposta “não solicitada” para a aquisição de todas as suas ações. A SHKP aposta que, obtendo o aval dos maiores acionistas, o restante vem de arrasto, até por falta de alternativa. A incorporadora paulista tem o capital pulverizado em bolsa – o maior acionista individual é o investidor Thiago José Moises da Silva, com 8,28%. Estava escrito nas estrelas e no RR, na edição do último dia 11 que a PDG era uma presa fácil para um take over. Com seguidos prejuízos, a companhia virou pó na bolsa. Procurada, a PDG não se pronunciou.

#PDG

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