Arquivo Notícias - Página 302 de 1966 - Relatório Reservado

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Blindar a reputação do BNDES será a maior missão da nova área de Marketing

24/02/2025
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Nunca antes na história desse país o BNDES esteve tão preocupado com a sua imagem. É o que se depreende da decisão do banco de criar uma área de Relacionamento, Marketing e Cultura, que será comandada pela economista Marina Moreira da Gama – até então chefe do Departamento de Relacionamento com o Governo da agência de fomento. Em 72 anos, o BNDES jamais teve uma superintendência de marketing independente, “splitada” da comunicação. A medida é mais do que justificável. O banco sempre apanhou muito. Quase tudo é alvo de questionamentos: dos critérios adotados para operações financeiras até mesmo a sua própria existência. Os disparos se intensificaram a partir do primeiro governo Lula. Até hoje a política dos “campeões nacionais” ainda pesa sobre a reputação do BNDES. Para não falar da Lava Jato, que criminalizou o financiamento à exportação de serviços, a ponto de a agência de fomento não fechar uma operação dessa natureza há mais de uma década. Ressalte-se que há uma eleição presidencial logo ali na frente, o que aumenta o risco de instrumentalização política e de ataques ao BNDES para atingir o governo Lula.
Nesse contexto, a criação da nova área de Marketing soa como uma medida profilática. Caberá ao departamento lustrar a imagem institucional do banco. E, para isso, Marina Moreira da Gama terá na sua jurisdição um amplo rol de atribuições: organização de campanhas publicitárias e eventos, gestão do atendimento ao público, preservação da memória institucional e fomento e estruturação de projetos culturais. Ao mesmo tempo, talvez criação da área de Marketing do BNDES não esteja de todo dissociada das mudanças na própria comunicação do governo, com a chegada de Sidônio Palmeira à Secom. Dar maior transparência e visibilidade às operações do banco é uma forma de propagandear realizações da gestão Lula.

#BNDES #Marketing

Reajuste de preços deixa farmacêuticas à beira de um ataque de nervos

24/02/2025
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A relação entre a gestão Lula e a cadeia de negócios da área farmacêutica está precisando de um bom calmante. Há duas quedas de braço simultâneas com elos distintos do setor. Fabricantes de medicamentos pressionam o governo por um reajuste de preços superior ao do ano passado.

Vão ter de aumentar a dosagem do lobby. As primeiras rodadas de negociação caminham na direção contrária. Laboratórios e farmácias cobram, como piso, a recomposição da inflação, ou seja, o IPCA de 2024, 4,83%.

Para o chamado nível 1, de medicamentos em mercados concorrenciais, o pleito é de um reajuste de até 7,8%, com base em cálculos que circulam na indústria. No entanto, o governo trabalha com um índice médio em torno de 4%, abaixo dos 4,5% do ano passado. A se confirmar, será o menor reajuste desde 2018 (2,8%).

O Conselho de Ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) deverá bater o martelo em março. O CMED é composto pelos ministros da Saúde, por ora Nísia Trindade, da Fazenda, Fernando Haddad, da Casa Civil, Rui Costa, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, e da Justiça, Ricardo Lewandowski, além da representante da Anvisa, Daniela Cerqueira.

Na paralela, o relacionamento entre o governo e o varejo farmacêutico também vive um momento de adrenalina mais alta. A gestão Lula tem flertado com a ideia de liberar a venda de medicamentos em supermercados como forma de aumentar a concorrência, baixar os preços e conter a inflação. Há, inclusive, um projeto de lei neste sentido – nº 1774/2019 – em tramitação no Senado. Assim que as intenções do governo vieram à tona, há cerca de duas semanas, o varejo farmacêutico se encrespou.

E nem poderia ser diferente. Diante do risco de perder sua reserva de mercado, a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) repudiou a ideia. O empresário Eugênio De Zagottis, um dos acionistas da Raia Drogasil, foi às redes sociais para criticar a proposta.

#Economia #Farmácia

Mais um fio desencampado na relação entre Ricardo Nunes e a Enel

24/02/2025
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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, tem pressionado a Enel a acelerar a instalação de pontos de recarga de ônibus elétricos na cidade. Na equipe de Nunes, sobram ataques à “morosidade” e à “negligência” da empresa italiana. As divergências vêm desde o ano passado. Nunes chegou a dizer publicamente que a Enel teria cobrado da Prefeitura o valor de R$ 1,6 bilhão para fazer as obras necessárias à circulação dos veículos elétricos, o que foi negado pela companhia. Aliás, o que não faltam são faíscas e fagulhas no relacionamento entre o prefeito e a empresa por conta dos seguidos apagões na cidade.

 

A Enel, assim como a Geni, de Chico Buarque, é “feita para apanhar” e “boa de cuspir. Até mesmo as montadoras jogam para cima da distribuidora as dificuldades pela eletrificação da frota de transporte público em São Paulo. Na semana passada, a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), capitaneada pela BYD e Marcopolo, entre outras, soltou uma nota afirmando que “Os gargalos na implementação do cronograma de transição de frota paulistana não se encontram na capacidade produtiva da indústria, e sim nas deficiências de planejamento da infraestrutura de recarga elétrica”. A ousada e difícil meta da Prefeitura é eletrificar metade da frota urbana, ou seja, cerca de seis mil veículos, até 2028.

 

Em contato com o RR, a Enel Distribuição São Paulo informou que “Em relação à infraestrutura para o abastecimento de energia das garagens, tem participado de reuniões semanais com os Operadores, sempre com o acompanhamento da SPTrans”. A companhia afirma que “vem trabalhando junto aos operadores, analisando cada uma das possíveis soluções em função das necessidades específicas, seja para a conexão elétrica individual de cada uma das garagens ou mesmo para possíveis hubs compartilhados de carregamento”.

 

De acordo com a Enel, “As soluções a serem implementadas para cada garagem podem variar, de acordo com aspectos técnicos, econômicos e a definição dos operadores. Há soluções de curto e médio prazo, todas devidamente compatibilizadas com o avanço gradual do aumento da frota elétrica”.

 

#Enel

Ofensiva da União lança risco sobre cursos de medicina da Ser Educacional

24/02/2025
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A disputa judicial entre a União e universidades de medicina representa um risco maior para a Ser Educacional, dos irmãos Janguiê e Jânyo Diniz. A liminar do TRF-1 que suspendeu vestibulares do grupo em Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) lança incertezas sobre cursos já iniciados em algumas de suas faculdades. As vagas foram abertas com base em decisões judiciais obtidas pela empresa, mas não contam com a autorização do Ministério da Educação. São 180 estudantes. A Ser Educacional informa que os “alunos já matriculados continuarão em seus cursos de forma regular com todos os seus direitos garantidos, sem qualquer prejuízo formativo, conforme a legislação vigente quando do início dos cursos”. No entanto, há informações de que AGU estuda medidas judiciais com o objetivo de estender a decisão do TRF-1 também para as vagas abertas sem anuência do MEC. É briga para recurso atrás de recurso.

#Ser Educacional

Quem vai comandar o enfrentamento ao crime organizado no MPF

24/02/2025
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O vice-procurador geral da República, Hindemburgo Chateaubriand Filho, está cotado dentro do Ministério Público Federal para assumir o comando do recém-criado Grupo Nacional de Apoio ao Enfrentamento ao Crime Organizado (Gaeco Nacional). Inspirado nos “Gaecos” estaduais, o novo órgão conduzirá investigações contra organizações criminosas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas internacional, entre outras áreas. Essa “tropa de elite” será composta por 15 procuradores federais escolhidos diretamente pelo próprio procurador-geral, Paulo Gonet. Chateaubriand é bastante próximo de Gonet. E é visto dentro do MPF como um potencial candidato a sucedê-lo.

#MPF

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